Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Entenda por que estudar português mudou minha vida

Estudar a língua portuguesa é como ir à academia: quase todo mundo enxerga os benefícios de fazê-lo, mas poucos de fato o fazem.

Um dos motivos, na minha opinião, é a ilusão do grande salto. É achar que, do dia para noite, tudo se tornará claro e compreensível.

A construção do conhecimento é sempre incremental. É um tijolinho por dia. No longo prazo, quem tiver disciplina pode erguer um castelo.

Muitos, porém, deixarão obras inacabadas pelo caminho por falta de persistência e consistência. Neste artigo, vou contar para vocês como estudar português mudou minha trajetória profissional e me fez ver um mundo de oportunidades.

Quase reprovado

Pode parecer papo motivacional, mas digo por experiência própria. No meu boletim do último ano do ensino médio, a nota de português foi 5.4. Por pouco, não fiquei de recuperação.

Isso mudou um pouco quando entrei na faculdade, mas ainda de forma bastante incipiente.  Para você ter uma ideia, nas aulas em que tínhamos que produzir um jornal, eu me voluntariei para fazer outras funções (diagramar, imprimir, coordenar a equipe), porque achava minha escrita fraca.

Tinha medo de cometer erros gramaticais básicos e passar vergonha com o resto da turma.

Me colocando à prova

A grande virada veio quando comecei uma pós em revisão de texto. Decidi fazer um tratamento de choque. Entrar numa turma de especialistas em uma das minhas fraquezas mais críticas.

Lá tinha gente com anos de mercado, que conhecia em detalhes os maiores gramáticos e dominava a norma culta com naturalidade. O mais legal é que esses mestres me receberam super-bem e me ajudaram nesse processo de crescimento.

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Infringir, inflingir e infligir – qual a diferença?

Qual a diferença entre as palavras: Infringir, inflingir e infligir? Neste artigo, vamos explicar o significado de cada um dos termos. Vamos lá!

Inflingir x Infligir

A primeira coisa a se dizer é a palavra inflingir não existe. O correto é infligir, sem o N depois do segundo I.

O termo infligir, segundo o dicionário Priberam, tem os seguintes significados:

  1. Impor ou aplicar algo, geralmente pena ou castigo. = COMINAR
  2. Fazer sofrer; causar um sofrimento.
  3. Obrigar a suportar ou a passar por.

ex: A prefeitura infligiu uma multa a empresa.

ex: Um grande mal se infligiu sobre a sociedade.

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A Reforma Ortográfica e a polêmica do Acre

Pouca gente sabe, mas uma das maiores polêmicas sobre a Reforma Ortográfica aconteceu no Acre. O debate mexeu com a identidade regional e envolveu até o governo do estado e uma consulta a toda a população local. Neste artigo, vamos explicar o que aconteceu. Vamos lá!

Iano x Eano

A confusão aconteceu, porque, segundo o Acordo Ortográfico, palavras que terminam com vogal átona “e” ou “i” obrigatoriamente devem formar sufixo “iano”.

Dessa forma, quem nasceu no estado do Norte passaria a ser acriano e não acreano, como de costume.

ex¹: Os cidadãos acrianos não gostaram das mudanças na ortografia do português.

ex²: O governo acriano se revoltou contra a Reforma Ortográfica.

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Superministério x Super-ministério – qual a forma correta?

Quando usar o hífen com o prefixo super? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e verificar se a grafia correta é superministério ou super-ministério. Vamos lá!

Reforma Ortográfica

Segundo a base XVI do Acordo Ortográfico, usa-se o hífen se a primeira letra da palavra for igual à última letra do prefixo ou se o termo começar coma letra H.

ex1: O ponto fraco do super-homem era a criptonita.

ex2: Aquela parede era super-resistente.

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Vírgula facultativa: 3 casos que você tem que conhecer

Há casos em que a vírgula é facultativa e tem apenas uma função estilística na frase. Neste artigo, vamos mostrar quando isso acontece. Vamos lá!

1) Depois de algumas conjunções

Quando iniciamos frases com algumas expressões, pode-se ou não utilizar a vírgula. Isso ocorre por conta da curta extensão de palavras como: entretanto, portanto, todavia, por isso.

ex1: Ela acordou muito cedo. Por isso, ficou com sono durante a aula.

ex2: Ela acordou muito cedo. Por isso ficou com sono durante a aula.

Atenção: se a conjunção vier intercalada, a vírgula é obrigatória.

ex: Ela acordou cedo. Ficou, por isso, com sono durante a aula.

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3 sinais de que os redatores da sua empresa precisam de uma reciclagem em português

Erros de português podem te custar muito dinheiro

Se sua empresa trabalha com produção de relatórios de inteligência, análises de mercado ou outros produtos e serviços baseados em conteúdo, tenho um alerta importante para te dar.

Muitas vezes, percebemos que a produtividade de uma equipe de redatores cai por causa de problemas com a língua portuguesa. Neste artigo, vou apresentar três sinais de que os redatores da sua empresa precisam de uma reciclagem gramatical. Vamos lá!

1) Você gasta grande parte do seu tempo corrigindo erros básicos

Seu papel como líder é garantir a qualidade e a produtividade do seu time. Quando você gasta mais tempo reescrevendo textos do que gerenciando pessoas ou entregando valor, há algo errado.

Esse retrabalho gera um desperdício de dinheiro e te sobrecarrega. O pior de tudo é que, na maioria das vezes, os erros se repetem. Isso demonstra que é necessário que os redatores relembrem os principais temas da gramática, como o uso da crase, a pontuação e os pontos principais da reforma ortográfica.

2) Os textos parecem uma colcha de retalhos

Quando a leitura do texto parece truncada, é sinal de que há um problema de coesão e de coerência. Muitas vezes, principalmente quando a demanda aumenta, os redatores passam a juntar pedaços de conteúdos para tentar formar um relatório ou um artigo mais amplo.

A questão é que isso, muitas vezes, pode prejudicar o entendimento e a fluidez do texto, o que torna a leitura desagradável. Esses equívocos, no entanto, podem ser resolvidos rapidamente com algumas aulas sobre conectivos, construção de parágrafos, tópico frasal e outros pontos que envolvem a estruturação de um bom conteúdo. 

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7 estratégias infalíveis para evitar a repetição de palavras

Conheça sete formas eficientes para fugir da repetição de palavras.

A repetição de palavras é um problema que empobrece seu texto.  Além de tornar a escrita desinteressante, também indica pobreza vocabular do redator. Por isso, neste artigo, você vai conhecer sete técnicas para não repetir vocábulos. Vamos lá!

1) Sinonímia

Essa é uma das mais conhecidas ferramentas para combater a duplicação dos termos. Trata-se do processo de substituir determinada palavra por um sinônimo.

ex: O policial saiu correndo atrás do bandido e um menino decidiu acompanhar o policial.

Veja agora usando a sinonímia:

ex: O policial saiu correndo atrás do bandido e um menino decidiu acompanhar o oficial.

Um outro recurso seria substituir o substantivo “policial” por um pronome. Essa estratégia, porém, criaria uma ambiguidade. Veja:

ex: O policial saiu correndo atrás do bandido e um menino decidiu acompanhá-lo.

Note que não fica claro se o pronome se refere ao policial ou ao bandido.

DICA: recomendo muito o dicionário de sinônimos – uma ferramenta muito útil para redatores e jornalistas.

2) Hiperonímia

Nós já falamos aqui sobre os hipônimos e hiperônimos. A hiperonímia consiste em usar palavras que possuem um significado mais amplo do o da substituída.

ex: Maria tomou um remédio que não lhe fez muito bem. Parece que a medicação estava vencida.

Note que “remédio” é um tipo de medicação. Este termo abrange mais itens do que aquele.

3) Hiponímia

A hiponímia é o contrário da hiperonímia. Ela consiste em trocar um termo mais abrangente por outro mais específico.

ex: Rui estava muito nervoso e precisou de um remédio. Depois de tomar o calmante, porém, ele se acalmou.

Perceba que o elemento “calmante” é apenas um dos que compõe a classe dos remédios.

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4 benefícios imediatos que um curso de português traz para redatores e jornalistas

redatores e jornalistas

Um curso de português pode abrir oportunidades na sua carreira

Redatores e jornalistas convivem com o texto diariamente. Esse fato, porém, não garante que estejam livre dos erros e dos vícios gramaticais e estilísticos. Para produzir conteúdos de qualidade, é necessário um contato mais aprofundado com a língua portuguesa.

Caso contrário, as chances de escorregar em um vírgula ou de fazer bobeira com a crase crescem exponencialmente. Uma das ferramentas para saber usar bem as regras é um curso de português. Neste artigo, vou apresentar quatro benefícios que essa ferramenta pode trazer para sua vida. Vamos lá!

1) Aumenta a qualidade do seu serviço

Esse é o valor mais direto que um curso traz para sua carreira. A partir do momento que você dominar as principais regras do português, seu texto ficará melhor, mais bem estruturado e fluido.

Essas qualidades irão tornar a leitura dos conteúdos que você produz mais agradável ao leitor, o que vai ajudar a aumentar a sua própria audiência e/ou a do veículo para o qual você trabalha.

Além disso, você terá um diferencial no mercado. Muitos redatores e jornalistas, com o passar do tempo, vão deixando de lado os estudos da língua e passam a cometer erros primários. Com um conhecimento mais aprofundado, seu trabalho vai ganhar destaque no mercado em relação a quem se acomodou.

2) Aumenta sua produtividade

Esse benefício tem uma ligação direta com o anterior. Quando aprofunda seus estudos na língua portuguesa, você passa a ter menos dúvidas.

Consequentemente, menos tempo é gasto em consultas ao Google ou a outras fontes. Você ganha segurança no seu conhecimento e isso te dá maior liberdade e agilidade no momento de escrever seus textos.

Você também fica mais assertivo na hora de revisar seus conteúdos, porque sabe onde estão os possíveis equívocos gramaticais e como consertá-los. Há ainda a vantagem de você saber quais as fontes confiáveis de consulta que pode buscar quando bater um dúvida.

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Regime semiaberto ou semi-aberto?

Um condenado pode cumprir pena em regime semiaberto ou semi-aberto? Afinal, a palavra tem ou não tem hífen? Neste artigo, vamos acabar de vez com essa dúvida. Vamos lá!

Reforma ortográfica

Para resolver essa questão, temos que recorrer ao já conhecido Acordo Ortográfico. Ele diz que, quando a última letra do prefixo é uma vogal diferente da primeira letra da palavra que o segue, não usamos o hífen. Logo, a forma correta é semiaberto.

ex1: Alguns presos da Operação Lava-Jato cumprem pena em regime semiaberto.

ex2: Ao chegar no local, Luiz viu os portões semiabertos.

Tudo sobre o uso do hífen

Há mais algumas regras sobre o uso do hífen que foram modificadas pela reforma ortográfica. Nós preparamos um artigo completo para você consultar sempre que bater uma dúvida.

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir o vídeo que fizemos sobre se a grafia correta é sócio-cultural ou sociocultural.

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A seu dispor ou ao seu dispor – qual a forma correta?

Afinal de contas, qual a forma correta: a seu dispor ou ao seu dispor? Neste artigo, vamos acabar de vez com essa dúvida. Vamos lá!

Artigo

Antes dos pronomes possessivos – como seu, sua, nosso, vossa, tua, entre outros -, o uso do artigo é opcional. Veja os exemplos abaixo:

ex1: O seu vizinho chegou.

ex2: Seu vizinho chegou.

Logo, tanto a seu dispor quanto ao seu dispor estão corretos.

ex3: Estou ao seu dispor sempre que precisar.

ex4: Sempre estive a seu dispor em todas as situações.

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