Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Month: setembro 2016 (page 2 of 3)

À custa de ou às custas de?

a custa

Com certeza, você já ouvi alguém falar “ele vive às custas do pai”. Contudo, a forma correta é no singular “à custa de”.

Ex.: Ele vive à custa do pai.

Locução prepositiva

É a combinação de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. O termo final dessas locuções é sempre uma preposição.

ex: a fim de, à custa de, ao alcance de.

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Entregaram-no ou entregaram-lo?

pronome oblíquo

O uso do pronome oblíquo sempre traz dúvidas. O importante é saber que sua forma pode variar de acordo com a terminação do verbo que o acompanha. Vejamos.

Lo, la, los e las

Quando o verbo termina com r, s ou z, usamos a forma lo, la, los e las.

ex¹:  Fazer + o = fazê-lo;

ex²: Fiz + o = fi=lo;

ex³: Quis + a = qui-la.

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[Livro] Dicionário de dificuldades da língua portuguesa

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa é um livro de bolso do autor, gramático e professor Domingos Paschoal Cegalla. Ele reúne as dúvidas mais frequentes quanto ao bom uso do idioma. Quem nunca se deparou com dúvidas sobre grafia ou da flexão de um vocábulo ou da correta pronúncia de uma palavra? Em vez de ter de procurar em fontes diferentes, você encontrará as soluções em um só lugar.

Útil não somente aos profissionais que fazem trabalham com texto, mas também a todos aqueles que desejam falar e escrever a sua língua corretamente.

Sobre o autor

Domingos Paschoal Cegalla nasceu em Tijucas/SC em 1920 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro/RJ em  2013. Ele foi professor, poeta, gramático, escritor e tradutor.  Portador de um conhecimento enciclopédico, Cegalla estudou  grego,latim, francês e italiano. É autor do Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, da Novíssima gramática da língua portuguesa, do Dicionário escolar: língua portuguesa e da Nova minigramática da língua portuguesa, todas elas consagradas obras didáticas. Como poeta, publicou Canção de Eurídice e Um brado no deserto e, como tradutor, verteu diretamente do grego Édipo Rei, Antígona e Electra.

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[Livro] Decifrando a crase

O livro “Decifrando a crase”, do gramático Celso Luft, é uma das principais referências do Clube do Português no assunto.  O grande diferencial é que o método do autor não está baseado em macetes e decoreba, mas sim em raciocínio e intuição. Ele apresenta uma série de exemplos que tratam de dúvidas mais comuns. Além disso, ele traz, ao final uma série de exercícios com respostas comentadas.

Luft foi colunista de diversos meios de comunicação. Isso faz com que sua linguagem seja bem simples, direta e baseada nas questões do dia a dia. Esse livro nos ensina a pensar sobre o emprego do “a” craseado, o que boa parte dos manuais não faz.

Ficha técnica

Editora: Globo Livros

Nº de páginas: 97

Última edição: 2014

Sobre o autor

Celso Luft foi professor, gramático, linguista e dicionarista. Nasceu na cidade de Poço das Antas/RS em 1921 e faleceu na cidade de Porto Alegre em 1995. Era formado em Letras Clássicas e Vernáculas pela PUC-RS e fez curso de especialização em Portugal. Foi professor na UFRGS e na Faculdade Porto Alegrense de Ciências e Letras. Ele foi casado com a também escritora Lya Luft. Ele é autor de uma série de obras que se transformaram em referências nos ensinos fundamental e médio e também nos cursos de formação de linguista e gramáticos.

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Senão x se não

senão-x-se-não

Na língua portuguesa, há expressões que têm sons similares e grafias distintas. Nesse sentido, elas devem ser utilizadas em contextos diferentes. É o caso do par senão e se não.

Senão – caso contrário, de outro modo;

Ex: É melhor estudar, senão não passará no vestibular.

Nesse caso, temos uma conjunção.

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Termelétrica ou termoelétrica?

Termelétrica x Termoelétrica

Existem vocábulos na Língua Portuguesa que possuem mais de uma grafia. É o que chamamos de formas gráficas variantes. É o que ocorre no caso de  “termelétrica” e “termoelétrica”. Ambas as formas estão corretas e dicionarizadas.

ex¹: Com a falta de chuva, foi necessário ligar as termoelétricas.

ex²: A conta de luz ficou mais cara por causa do uso das termelétricas.

Sem hífen

Lembrando que no caso da grafia termoelétrica não se usa hífen, pois a última letra do prefixo (-termo) é diferente da primeira letra da palavra (-elétrica).

Acentuação

Nas duas grafias, as palavras devem ser acentuadas, pois são proparoxítonas – a penúltima sílaba é a tônica. Lembrando que na língua portuguesa TODAS as proparoxítonas são acentuadas.

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Atender o cliente ou ao cliente?

atender o cliente ou ao cliente?

O verbo atender pode ser transitivo direto ou indireto. Em cada caso, ele tem um significado distinto, como explica o Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. Vejamos:

Atender (transitivo direto)

Tem o sentido de ouvir, responder ou servir.

ex: O vendedor atendeu o cliente.

Atender (transitivo indireto)

Tem o significado de acolher, prestar atenção e levar em consideração.

ex¹: Atendendo aos apelos, o técnico decidiu substituir o jogador.

ex²: Atendendo às suas recomendações, fizemos as adequações no projeto.

Telefone

No caso de atender o telefone, as duas formas são aceitas.

ex¹: Ele atendeu o telefone.

ex²: Ele atendeu ao telefone.

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Resultar de x Resultar em

Resultar de x resultar em

Alguns verbos mudam de significado quando utilizados com determinadas preposições. É o caso de resultar. Vejamos:

Resultar de – Nessa construção, nos referimos aos elementos que formam algo. A ideia é de origem. Refere-se a algo que vem antes.

ex: A água resulta da combinação de hidrogênio e oxigênio.

Ou seja, a origem da água é a combinação de hidrogênio e oxigênio. Os dois elementos têm de existir para termos água.

Resultar em – A ideia aqui é de consequência, de produto, de efeito. Refere-se a algo que vem depois.

ex: A soma de chuva e terra resulta em lama.

Ou seja, o resultado, o efeito, a consequência da soma de chuva e terra é lama. Primeiro a combinação para depois termos a lama.

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3 formas de criar argumentos convincentes

Há diferentes estratégias de criar um argumento

Há diferentes estratégias de criar um argumento

Argumentar é mais do que expor uma ideia. É fornecer elementos para gerar adesão à tese que se defende. Nesse sentido, uma das formas mais eficiente de fazê-lo é por meio de argumentos baseados em fatos. Esse grupo está dividido em três:

Argumentação por ilustração

Trata-se de apresentar uma proposição geral e depois lançar mão de um fato particular, que servirá de ilustração.

ex: Há cidades que ultrapassam o fator geográfico e passam a configurar um lugar simbólico no imaginário popular, incorporando valores e atributos. É o caso de Nova York, que traz em si o conceito de cosmopolitismo, modernidade e diversão.

Argumentação por exemplo

Essa forma age de maneira reversa à argumento por ilustração. Ela narra um fato particular e criar um argumento que ilustra um quadro mais amplo. Ele se baseia também em casos de probabilidade de repetição de casos idênticos.

ex: O fiscal foi preso hoje ao ser flagrado recebendo propina. Isso demonstra que há corrupção no funcionalismo público brasileiro.

Argumentação por analogia

É aquela que transporta algo que é válido em um contexto para outro.

ex: Abrir uma empresa é como saltar de Bang Jump. É necessário ter muito planejamento e cuidar dos detalhes, mas também uma boa dose de coragem de enfrentar riscos.

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EU e MIM – como usar um e outro?

Eu-x-mimQuem nunca sofreu (ouvindo ou falando) falando mim no lugar de eu? Esse é um dos equívocos mais comum na língua portuguesa. Então, vamos desfazer essa confusão.

REGRA: Pronome oblíquo não conjuga verbo. Ou seja, mim não faz coisa alguma.

DICA¹: Fique de olha nos verbos no infinitivo, aqueles terminados em -ar, -er, -ir, -or.

ex: Para eu fazer. (CERTO)

Para mim fazer.  (ERRADO)

DICA²: Mim sempre virá depois do verbo.

ex: Ele trouxe um presente para mim.

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