Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Month: fevereiro 2017 (page 1 of 2)

Porta-bandeira x Porta bandeira – tem ou não tem hífen?

Porta-bandeira é um vocábulo composto, formado por um verbo (portar) e por um substantivo (bandeira). Nesse caso, o uso do hífen é obrigatório, o que também ocorre com o termo “abre-alas” (abrir + ala).

VEJA MAIS: Vale muito a pena ler o texto que fizemos sobre o plural dos substantivos compostos.

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5 objetivos de um texto – acerte o alvo na hora de escrever

Defina o objetivo do seu texto.

O primeiro passo para produzir um texto é definir um objetivo discursivo. Essa escolha depende do contexto, do produtor e do receptor. Em outras palavras, quem escreve, para quem se escreve, com qual finalidade e em que conjuntura sócio-histórica. Nesse sentido, uma composição pode ser produzida com cinco objetivos: a) relatar; b) narrar; c) argumentar; d) expor; e) descrever, instruir ou prescrever ações. Neste artigo, vamos detalhar cada um.

PAUSA: Antes de continuar a leitura deste texto, recomendo que você leia esse outro que trata dos três passos para estruturar uma dissertação. Leia e volte para terminar este aqui. Com certeza, você entenderá melhor o tema.

Relatar

Um texto que tem como objetivo relatar foca-se na documentação das ações e experiências vividas ao longo do tempo. Alguns exemplos de gêneros textuais voltados para o relato são a notícia, o diário, a biografia e a reportagem.

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Conjunções subordinativas – entenda todas as classificações

Entenda as classificações

Conjunções subordinativas são aquelas que ligam orações ou termos, dos quais um completa ou determina o sentido do outro. Neste artigo, iremos detalhar as classificações desses conectivos e quais suas funções.

PAUSA: Antes de terminar de ler este texto, vale a pena você dar uma olhada neste outro que explica o que é uma conjunção. Vá lá e volte aqui. Com certeza, você vai entender muito melhor o tema.

Por que estudar este tema?

É importante você entender que cada conjunção possui uma carga semântica. No caso das subordinativas, essa essência vai se refletir em toda a oração que a segue. Então, conhecer as diferentes classificações vai te ajudar a se expressar de uma forma mais precisa.

Dito isso, vamos ao tema central do artigo. As conjunções subordinativas dividem-se em: causais, concessivas, condicionais, finais, temporais, consecutivas, comparativas, integrantes, conformativas e proporcionais.

Causais

Introduzem uma oração subordinada que denota causa.

ex: porque, já que, pois que, visto que, uma vez que etc.

ex: O pai estava preocupado, porque o filho não havia chegado em casa ainda.

Concessivas

Inicia uma oração subordinada que apresenta um fato contrário à oração principal – faz uma concessão -, mas que não é capaz de contradizê-la.

ex: posto que, embora, conquanto, ainda que, mesmo que, por mais que, apesar de, etc.

ex: O jogo ocorreu normalmente, embora tenha chovido.

PAUSA: Recomendamos muito a leitura deste outro texto que fala sobre a diferença entre orações concessivas e adversativas. Será um belo complemento ao seu estudo.

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RUIM: qual a pronúncia correta?

 

 

 

Qual a pronúncia correta?

Muita gente pronuncia a palavra ruim como um monossílabo tônico, com ênfase na letra U. Será que essa é forma correta? Vejamos!

Hiato

Um hiato ocorre quando vogais se separam na divisão silábica.

ex¹: Jo-e-lho;

ex²: Ru-im.

Isso mesmo! Ruim não é um monossílabo tônico. É uma palavra de duas sílabas – uma dissílaba. Em palavras que contêm hiato, a sílaba tônica fica, via de regra, na segunda vogal. Logo, a pronúncia correta é ruIM (“ruím”).

Veja mais no vídeo:

PS: Há um pequeno erro de digitação em uma das legendas. A grafia correta é DISSÍLABA.

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Conjunções – o que são e como utilizar?

Entenda melhor as conjunções.

As conjunções são elementos gramaticais muito importantes para construção de textos. Neste artigo, vamos detalhar o que é e quando e como utilizar a conjunção. Vejamos!

Definição

Conjunções são vocábulos gramaticas que têm o papel de conectar orações ou termos semelhantes em uma oração. Elas dividem-se em coordenativas e subordinativas.

PAUSA: Antes de continuar lendo este artigo, vale você dar uma olhada no texto que fizemos sobre a diferença entre orações coordenadas e subordinadas. Leia e volte para terminar este post. Você vai ter um entendimento muito mais completo.

Conjunção coordenativa

As conjunções coordenativas ligam orações ou termos que possuem função gramatical idêntica. Observe:

ex¹: João e Maria foram para a floresta.

ex²: Ele dormiu tarde, mas acordou cedo.

Note que nos dois casos não há uma hierarquia entre as orações ou termos ligados pelas conjunções. Em outras palavras, elas estabelecem uma relação de coordenação.

VEJA MAIS: Neste outro texto, explicamos as classificações das conjunções coordenativas. Vale a leitura!

Conjunção subordinativa

As  subordinativas ligam orações ou termos, dos quais um completa ou determina o sentido do outro. Veja:

ex¹: Estabeleceram que chegasse todo dia às sete da manhã.

ex²: O pai cozinhava, quando a filha chegou.

Perceba que nos dois casos, há uma relação de complementariedade de um elemento sobre outro. Ou seja, a conjunção estabelece uma relação de subordinação.

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Classificação das conjunções coordenativas

Veja as classificações das conjunções coordenativas

As conjunções dividem-se em coordenativas e subordinativas. Elas têm o papel de ligar termos e orações. Neste artigo, vamos mostrar como o primeiro grupo é classificado. Vejamos!

PAUSA: Antes de ler este texto, vale muito a pena você conferir o artigo que fizemos sobre como utilizar as conjunções. Leia e volte para este post. Com certeza, seu entendimento será mais completo.

Definição

As conjunções coordenativas têm a função de ligar termos ou orações com funções gramaticais idênticas. Elas dividem-se em aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.

Aditivas

Ligam dois termos e orações, expressando a ideia de adição ou acrescentamento.

ex: e, nem, e não.

ex: Ela saiu e ele entrou.

ex: Rui não foi à igreja nem ao churrasco.

Adversativas

Conferem uma ideia de contraste entre termos ou orações.

ex: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.

ex: O jogo ia começar às 16h, mas a chuva fez com que fosse adiado.

ex: Joana deveria ter ido ao restaurante. Contudo, decidiu ir ao parque.

PAUSA: Para complementar seu estudo, vale a pena você parar um pouco a leitura deste texto e ler este outro artigo sobre a diferença entre conjunções adversativas e concessivas. Vai te ajudar muito!

Alternativas

Expressam uma ideia de alternância ou escolha. Se um fato acontecer, o outro não ocorrerá. Normalmente, a conjunção se repete.

ex: ora, quer, seja, nem, ou.

ex: Ora dormia cedo e acordava tarde ora dormia tarde e acordava cedo.

ex: Ou você respeita as regras ou não é honesto.

Conclusivas

Exprimem uma ideia de conclusão ou de consequência.

ex: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim.

ex: Adriana trabalhava o dia inteiro. Portanto, chegava cansada em casa.

ex: Manuel perdeu as chaves do carro. Por isso, teve que ir de ônibus para trabalho.

Explicativas

Ligam termos e orações dos quais um justifica ou explica o outro.

ex: que, porque, pois, porquanto.

ex: Ele foi ao clube, porque o dia estava ensolarado.

ex: Ela não poderia ser responsável pelo projeto, pois já tinha outras atribuições.

VEJA MAIS: Recomendamos você ler também o texto que fizemos sobre quando utilizar a vírgula antes de MAS.

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Incidente x Acidente – qual a diferença?

As duas palavras tem intensidades diferentes.

Muitas pessoas utilizam as palavras acidente e incidente como sinônimas. Porém, elas têm significados distintos, principalmente no que diz respeito à intensidade. Vejamos!

Incidente

O vocábulo refere-se a um acontecimento imprevisto, mas de pouca importância. Quando se diz que algo é incidental,  quer-se dizer que é secundário, assessório a um fato principal.

ex¹: Durante a festa, ocorreu um pequeno incidente que logo foi resolvido.

ex²: Na reunião, dois analistas se desentenderam. Porém, esse incidente foi resolvido rapidamente.

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On-line x Online – qual a forma correta?

Qual a grafia correta?

Atualmente, encontramos quase tudo on-line. Ou seria online? Neste texto, vamos mostrar qual a grafia mais adequada dessa palavra tão recorrente em nossas vidas. Vejamos!

Estrangeirismos

Nesse caso, temos a ocorrência de uma estrangeirismo, que é quando uma  palavra de outra língua se integra ao português. No caso, estamos diante de anglicismo, que é a aparição de um termo em inglês. As palavras estrangeiras podem ser introduzidas na língua de duas formas:

Com aportuguesamento – quando a palavra se adapta ao estilo de grafia da língua portuguesa.

ex: estresse, abajur.

Sem aportuguesamento – quando o vocábulo mantém a grafia de sua língua de origem.

ex: layout, démodé.

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Português escrito x Português falado – duas línguas diferentes

Falar não exige conhecimento da gramática, mas escrever, sim.

Muita gente considera que o português falado e o português escrito são línguas distintas. Eu concordo plenamente. E digo mais – a gramática normativa foi feita para o segundo e não para o primeiro.

Verdade que existe um campo do estudo da língua portuguesa que se dedica à pronúncia das palavras (prosódia). Porém, na minha opinião, a fala só deve ser corrigida se o erro produzir ruído na comunicação. Falar é uma construção em tempo real, logo é difícil você enquadrar em uma estrutura de normas.

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Recém-nascido x Recém nascido – tem ou não tem hífen?

A palavra tem ou não tem hífen?

Com a reforma ortográfica, houve algumas mudanças com relação ao hífen. Porém, em muitos casos, a regra continua a mesma. É o caso dos vocábulos formados com o prefixo recém. Vejamos!

PAUSA: Recomendo que, antes de ler este texto, você dê uma olhada no outro que fizemos sobre as principais mudanças que a reforma ortográfica trouxe sobre o uso do hífen. Leia e volte para terminar este artigo. Você com certeza vai ter uma compreensão mais completa.

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