Existem quatro princípios básicos que você deve seguir para tornar seu conteúdo acessível para qualquer pessoa, principalmente as mais velhas e aquelas que têm algum tipo de deficiência. Para que todos possam consumir seu conteúdo sem entraves, ele deve ser: perceptível, operável, compreensível e robusto. Neste artigo, vamos explicar cada um desses pilares, tendo como base os documentos da W3C – World Wide Web Consortium. Vamos lá!

PAUSA: Antes de continuar sua leitura, vale a pena conferir o artigo que fizemos sobre a diferença entre o modelo médico e o modelo social de tratar as pessoas com deficiência. Leia e volte aqui para terminar este texto. Sua compreensão vai ser muito mais completa!

1) Perceptível

Um conteúdo perceptível é aquele que pode ser percebido pelo usuário. Ou seja, que pode ser consumido de fato. Por exemplo, um vídeo sem legendas não é totalmente perceptível para pessoas surdas. Da mesma maneira, uma imagem que não contenha uma descrição, não é acessível para pessoas cegas.

2) Operável

Um conteúdo operável é aquele que pode ser acessado por diferentes meios e que permite que o usuário controle o tempo de consumo das informações. Por exemplo, sites que utilizam ferramentas que recarregam ou fecham as páginas depois de certo tempo, reduzem a acessibilidade de seu conteúdo.

Um outro cuidado que deve ser tomado é evitar formas de conteúdo que podem causar convulsões, principalmente aqueles que têm efeitos visuais com flashes ou luzes piscantes. Além disso, deve-se oferecer formas fáceis para que o usuário navegue e encontre o conteúdo. Por exemplo, ao usar subtítulos, fica mais simples para pular partes que não interessam de um texto.

3) Compreensível

A compreensão está intimamente ligada ao princípio da percepção. O que não é percebido não é compreendido. Um conteúdo compreensível também deve possuir níveis de linguagens adequados para cada público. Veja, por exemplo, o que sugere o guia da W3C:

Quando o texto exigir uma capacidade de leitura mais avançada do que o nível de educação secundário inferior (equivalente no Brasil aos últimos anos do ensino fundamental), após a remoção dos nomes próprios e títulos adequados, um conteúdo suplementar, ou uma versão que não exija uma capacidade de leitura mais avançada do que o nível de educação secundário inferior (equivalente no Brasil aos últimos anos do ensino fundamental) está disponível.

Além disso, os canais devem oferecer previsibilidade ao usuário e ajudá-lo a corrigir erros. Por exemplo, os menus de um site serão mais acessíveis se os seus títulos representarem uma ideia clara do conteúdo que ele abriga.

4) Robusto

O conteúdo deve ser estruturado de forma robusta para que possa ser interpretado por uma larga gama de atores, incluindo as tecnologias assistivas. Ele deve procurar maximizar a compatibilidade.

VEJA MAIS: Escrevemos um outro artigo sobre como descobrir se o conteúdo do seu site é ou não acessível. Leia e teste!

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