Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Category: Acessibilidade

4 princípios para tornar seu conteúdo totalmente acessível

Existem quatro princípios básicos que você deve seguir para tornar seu conteúdo acessível para qualquer pessoa, principalmente as mais velhas e aquelas que têm algum tipo de deficiência. Para que todos possam consumir seu conteúdo sem entraves, ele deve ser: perceptível, operável, compreensível e robusto. Neste artigo, vamos explicar cada um desses pilares, tendo como base os documentos da W3C – World Wide Web Consortium. Vamos lá!

PAUSA: Antes de continuar sua leitura, vale a pena conferir o artigo que fizemos sobre a diferença entre o modelo médico e o modelo social de tratar as pessoas com deficiência. Leia e volte aqui para terminar este texto. Sua compreensão vai ser muito mais completa!

1) Perceptível

Um conteúdo perceptível é aquele que pode ser percebido pelo usuário. Ou seja, que pode ser consumido de fato. Por exemplo, um vídeo sem legendas não é totalmente perceptível para pessoas surdas. Da mesma maneira, uma imagem que não contenha uma descrição, não é acessível para pessoas cegas.

2) Operável

Um conteúdo operável é aquele que pode ser acessado por diferentes meios e que permite que o usuário controle o tempo de consumo das informações. Por exemplo, sites que utilizam ferramentas que recarregam ou fecham as páginas depois de certo tempo, reduzem a acessibilidade de seu conteúdo.

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3 dicas para ensino de português para pessoas autistas

A maior barreira é o preconceito

Comemora-se em 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Para celebrar essa importante data, o Clube do Português dá três dicas de ensino da língua portuguesa para pessoas autistas.  Este artigo é baseado no trabalho dos pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, Adriano dos Santos, Márcia Bispo, Naiani Silva Pinheiro e Tainá Oliveira Santana.

1) Visual

Os autores explicam que os autistas tem uma capacidade visual muito apurada. Nesse sentido, uma estratégia que mescle a linguagem escrita com a visual será mais efetiva e contribuirá para prender a atenção do estudante com autismo.

DICA: Nesse sentido, vale conferir o artigo que fizemos aqui sobre design de informação. Essa pode ser uma ferramenta muito importante para o ensino de português para autistas.

2) Cuidado com o som

Via de regra, autistas têm muita sensibilidade com o som e podem se agitar com barulhos altos ou estridentes. Assim, recomenda-se que se busque um ambiente de estudo livre de barulhos ou que se tente amenizá-los.

Esse ouvido apurado para sons pode ser explorado por meio de estratégias educativas. Por exemplo, pode-se utilizar canções para explicar conceitos.

3) Computador

Em alguns casos, de acordo com os pesquisadores, pessoas com autismo podem ter dificuldades motoras. Uma estratégia para superar essa barreira é utilizar computadores. Além de serem mais fáceis de manusear, eles também agregam efeitos visuais e sonoras que podem complementar o aprendizado.

Preconceito

A maior barreira, no entanto, para que autistas aprendam a língua portuguesa é o preconceito. Muitas vezes, as diferenças assustam e as pessoas tendem a isolar os diferentes. Por isso, é importante entender que a diversidade não é um problema e sim um grande trunfo para criar uma sociedade mais igualitária e inclusiva.

DICA: O Brasil possui uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Vale muito a pena conhecê-la.

Recomendamos a série sobre autismo feita pelo canal ‘Papo de infância‘:

Assista também:

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Quem tem deficiência: a pessoa ou o ambiente?

Mulher cadeirante

A deficiência é uma combinação da limitação funcional com o ambiente.

A visão sobre as pessoas com deficiência foi se alterando ao longo do tempo, transitando entre o modelo médico e o modelo social. O primeiro tem foco na reabilitação, na integração e na responsabilização do indivíduo. O segundo tem foco na inclusão, no potencial das pessoas e na responsabilização do ambiente. De acordo com a pesquisadora Cláudia Werneck:

No enfoque do modelo médico, o “problema” reside na pessoa, trazendo consequências apenas para ela e sua família. Assim, a sociedade está isenta de responsabilidade e compromisso para desconstruir processos de discriminação contra pessoas com deficiência. No modelo médico, a deficiência é uma experiência do corpo a ser “combatida” com tratamentos (2005, p.20).

Já o enfoque social coloca o foco na sociedade como um todo e nas barreiras de acesso aos diferentes ambientes. Dessa forma, reforça-se a questão da acessibilidade.

De acordo com o modelo social, a deficiência é a soma de duas condições inseparáveis: as sequelas existentes no corpo e as barreiras físicas, econômicas e sociais impostas pelo ambiente ao indivíduo que tem essas sequelas. Sob esta ótica, é possível entender a deficiência como uma construção coletiva entre indivíduos (com e sem deficiência) e a sociedade (WERNECK, 2005, p.22).

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Crianças surdas aprendem português com jogo gratuito

Descrição da imagem: A imagem mostra uma tela do jogo Wyz, na qual aparecem o personagem e uma mulher fazendo tradução para LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.

Descrição da imagem: A imagem mostra uma tela do jogo Wyz, na qual aparecem o personagem e uma mulher fazendo tradução para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Uma iniciativa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com a Apple reuniu inovação, tecnologia, acessibilidade e gameficação para criar o Wyz, jogo que auxilia na aprendizagem da língua portuguesa para crianças surdas.  A ferramenta, que é gratuita, foi lançada em março de 2016.

A equipe de desenvolvedores trabalhou em parceria com a professora Sueli Fernandes, doutora em Letras e especializada em educação para surdos. “Tudo o que tem imagem, foto, desenho e ilustração auxilia a criança a interpretar a letra. Nesse sentido, os jogos são muito legais porque são visuais e apresentam uma narrativa para a criança”, explica.

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Como saber se o conteúdo do meu site é acessível a pessoas com deficiência?

Acessibilidade

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui alguma deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. Ou seja, estamos falando de mais de 12 milhões de pessoas.

O que é acessibilidade?

Essa parcela da população, em muitos casos, demandam alguns cuidados simples para terem acesso aos conteúdos disponíveis na internet.  Segundo os pesquisadores Alberto Oliveira e Marcelo Eler, acessibilidade representa para o usuário web não só o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, mas também a disponibilidade de comunicação, inclusive em formas alternativas.

Algumas ações bem simples, como audiodescrição das imagens, legenda nos vídeos, divisão do texto em links que permitam a navegação pelas informações do post, entre outras, podem garantir que seu conteúdo sejam acessível a todos, independente de sua condição.

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