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Category: Análise sintática (page 1 of 2)

 

Apesar dela ou apesar de ela – qual a forma correta?

Quando falamos, tendemos a juntar a preposição "de" com os pronomes "ela" ou "ele". Entretanto, segundo as regras gramaticais, o termo que funciona como sujeito nunca deve ser preposicionado. Ex: Apesar de ela não ter estudado, foi bem na prova. 🔸Observe que o pronome "ela" funciona como sujeito do verbo "ter", por isso não pode ser fundido com a preposição.🔸 Vejamos outros exemplos: Ex1: Já passou da hora de ela se formar. Ex2: Júlia chegou antes de ele sair. ⚠ATENÇÃO! Esses casos nada tem a ver com a fusão da preposição "de" com os artigos "o(s)" e "a(s)". Ex: O cabelo dela é muito bonito. 🔸Aqui o pronome possessivo "dela" tem função de adjunto adnominal.🔸 #DescriçãoDaImagem A imagem mostra uma mulher sorrindo. Ela veste um blazer roxo e usa um arco de flores na cabeça. #português #gramática #educação #aprendizado #estudo #trabalho #empreendedorismo #concurso #concursopúblico #escola #faculdade #vestibular #enem #escrita #língua #linguagem #clubedoportuguês #boanoite

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A forma correta é apesar dela ou apesar de ela? Neste artigo vamos tirar essa dúvida e explicar qual a forma correta. Vamos lá!

Sujeito

Quando falamos, tendemos a juntar a preposição “de” com os pronomes “ela” ou “ele”. Entretanto, segundo as regras gramaticais, o termo que funciona como sujeito nunca deve ser preposicionado.

Ex: Apesar de ela não ter estudado, foi bem na prova.

Observe que o pronome “ela” funciona como sujeito do verbo “ter”, por isso não pode ser fundido com a preposição.

Vejamos outros exemplos:

Ex1: Já passou da hora de ela se formar.

Ex2: Júlia chegou antes de ele sair.

Preposição

ATENÇÃO! Esses casos nada tem a ver com a fusão da preposição “de” com os artigos “o(s)” e “a(s)”.

Ex: O cabelo dela é muito bonito.

Aqui o pronome possessivo “dela” tem função de adjunto adnominal.

Assista ao vídeo sobre a diferença entre orações restritivas e explicativas:

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O que é vocativo?

Vocativo é um termo importante para a construção de textos. Ele tem um papel de ênfase e de chamamento. Além disso, saber identificá-lo em uma oração é fundamental para utilizar bem a vírgula. Neste artigo, vamos explicar o que é e como utilizar. Vejamos!

PAUSA: Nós já preparamos aqui um texto sobre a diferença entre o APOSTO e o VOCATIVO. Leia ele primeiro e depois volte para este artigo. Com certeza, seu entendimento do tema ficará bem mais completo.

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Orações coordenadas x Orações subordinadas – qual a diferença?

Entenda como diferenciar os dois tipos de oração

Este texto tem como objetivo explicar as diferenças entre as orações coordenadas e as subordinadas. O fato linguístico que liga esses dois conceitos é o período composto. Subordinação e coordenação estão ligadas à relação entre duas ou mais orações. Vejamos!

Subordinação

A subordinação ocorre quando temos uma situação de dependência entre duas orações. Nesse caso, uma das orações é a principal e a outra se subordina a ela. A oração subordinada não possui  sentido completo, ou seja, ela não é sintaticamente independente.

ex¹: Assim que a mãe chegou, a filha começou o dever de casa.

Perceba que a oração “assim que a mãe chegou” não possui sentido isoladamente. Ela complementa a oração “a filha começou o dever de casa”, que é a principal. Dessa forma, podemos dizer que se trata de uma oração subordinada. No caso, é uma oração subordinada adverbial de tempo. Em outras palavras, ela exerce o papel de adjunto adverbial.

Leia também: Oração subordinada adjetiva restritiva e explicativa – como diferenciar?

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Função sintática das orações adjetivas

Entenda a função sintática das orações adjetivas

Pergunta do leitor: Olá! Minha dúvida é a seguinte: Na frase “é o mesmo problema que temos com os outros meios de comunicação”, que função sintática exerce a oração “que temos com os outros meio de comunicação”?

Resposta

Vamos analisar o período com calma.

É o mesmo problema que temos com os outros meios de comunicação.

Primeiramente, vemos que são duas orações:

  1. É o mesmo problema;
  2. que temos com os outros meios de comunicação.

Elas estão conectadas pelo pronome relativo ‘que’.

Descomplicando o pronome relativo

O pronome relativo é um instrumento de coesão textual, que é utilizado para evitar a repetição e palavras. Assim, ele retoma um vocábulo da oração anterior. Ele também introduz uma oração adjetiva restrita (sem vírgula) ou explicativa (com vírgula).

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Apesar da ou apesar de a?

Para solucionar a questão que dá título a este texto, é necessário fazer a análise sintática de cada sentenças.

Um ponto de atenção: não existe sujeito preposicionado.  O que acompanha o sujeito é  um artigo ou um numeral.

Ex¹: Apesar de a partida estar marcada para domingo, os jogadores se apresentarão na sexta-feira.

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Análise sintática na prática!

O objetivo deste texto é mostrar o passo a passo de uma análise sintática. Vamos lá!

PERÍODO: As redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

1º PASSO: Identificar o número de orações

Para fazer isso, é necessário encontrar os verbos.

As redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Identificamos dois verbos. Ou melhor, uma locução verbal (poderão fazer) e um verbo (condiciona).

2º PASSO: Analisar cada oração separadamente

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Oração sem sujeito x Sujeito indeterminado

Uma dúvida recorrente é como diferenciar uma oração sem sujeito de uma com sujeito indeterminado. Este texto vai desfazer essa confusão.

A oração sem sujeito ocorre nos seguintes casos:

a) com verbos ou expressões que denotam fenômenos da natureza

ex: Fez frio na semana passada.

b) com verbo haver no sentido de existir

ex: Na casa, havia seis quartos.

c) Com os verbos fazer, haver e ir quando indicam tempo decorrido.

ex: Faz três anos que não visito Maceió.

d) com verbo ser na indicação de tempo em geral.

ex: Era primavera, quando os ipês floresceram.

A oração com sujeito indeterminado possui sim sujeito, porém não é possível ou não há o desejo de determiná-lo. O caso mais recorrente é com o uso da 3ª pessoa do plural.

Ex: Mudaram a mesa de lugar.

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Oração subordinada adjetiva restritiva e explicativa – como diferenciar?

Como diferenciar as orações subordinadas adjetivas

Um dúvida comum em muita gente que estuda a língua portuguesa é como diferenciar as orações subordinadas adjetivas restritivas das explicativas. Antes de sanar essa dúvida, vamos explicar primeiro o que são orações subordinadas adjetivas.

Pronome relativo

Esse tipo de oração é caracterizado pela presença de um pronome relativo, que vem sempre após um substantivo e tem a função de retomar um termo anteriormente mencionado.

Exemplos de pronomes relativos: que, o qual, onde, cujo, no qual.

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Conjunções adversativas x concessivas – como identificar qual é qual?

Cada uma tem uma função específica.

As conjunções adversativas e concessivas são usadas com o mesmo propósito: ligar enunciados com orientação argumentativa contrária. Contudo, elas possuem funções diferentes e, por isso, é fundamental saber diferenciá-las para entender qual delas utilizar em cada contexto.

Conjunção adversativa

Nas adversativas, o argumento mais forte é aquele que acompanha a conjunção. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

Nesse caso, o fato de ser preguiçoso é mais relevante do que o de ser inteligente. Como bem destacam os professores Francisco Savioli e José Fiorin, a estratégia discursiva é a de indicar uma conclusão e, imediatamente, apresentar um argumento para anulá-la.

A conjunção adversativa é usada para coordenação de orações e introduz uma oração coordenada sindética adversativa. Por isso, a ordem das orações não pode ser invertida. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso. CORRETO

ex²: Mas é preguiçoso, ele é inteligente. INCORRETO

Exemplos de conjunções adversativas: mas, contudo, entretanto, todavia.

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Macete de menino

Existe um macete muito simples para descobrir a função do pronome oblíquo, aquele que, na sentença, exerce a função de complemento verbal, ou seja, objeto direto ou objeto indireto.

Basta substituí-lo pela expressão “o menino” e, então, analisar a função sintática.

Ex.: A mamãe maltratava-o muito.

Substituindo: A mãe maltratava o menino muito.

Quem maltrata, maltrata alguém, ou seja, “maltratar” é verbo transitivo direto, pede um objeto direto.

Conclusão, o pronome oblíquo “o” tem função de objeto direto!

Fácil, né?

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