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Category: Crase (page 2 of 2)

Há, À e A – quando utilizar cada um?

Muita confusão é feita sobre quando utilizar , à e a. Este texto tem como objetivo clarear as coisas e indicar quando utilizar cada um.

No sentido de existir ou de tempo decorrido, sempre utilizamos o verbo haver.  No segundo caso, basta substituir por “faz”. Veja:

ex¹: três sai de casa.

Faz três horas que sai de casa.

ex²: três pessoas na sala.

Existem três pessoas na sala.

ex³: Mudei-me para Brasília três anos.

Mudei-me para Brasília faz três anos.

ATENÇÃO: Se utilizar o verbo haver no sentido de tempo decorrido, não acrescente a palavra “atrás”, pois isso configura um pleonasmo. O verbo haver já indica que o fato ocorreu no passado.

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Em nível de x A nível de

As expressões “em nível de” e “a nível de” são muitas vezes, erroneamente, utilizadas  para expressar um sentido de contexto. Quem nunca ouviu algo como “A nível de Brasil, essas políticas não funcionam”. Pois bem, para desfazer essa confusão, vamos ver quando utilizar cada uma dessas duas locuções.

A nível de – significa na mesma altura.

ex: O Rio de Janeiro está ao nível do mar.

DICA BÔNUS: A expressão “a nível de” NUNCA tem crase, pois o núcleo da locução é uma palavra masculina – nível.

Em nível de – no âmbito ou status.

ex¹: A pesquisa foi realizada em nível nacional.

ex²: A reunião aconteceu em nível diretivo.

Veja também:

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Crase: duas dicas úteis

Existe crase antes de verbo? E entre palavras iguais? Neste vídeo, tiro essas duas dúvidas para você nunca mais se confundir!

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Contei à sua mãe ou contei a sua mãe? – Crase antes de pronomes possessivos

 

Refiro-me à sua mãe ou a sua mãe?

Pergunta do leitor: Às vezes fico em dúvida sobre crase com preposição. “Contou o que houve a sua mãe”. Tem crase? Melhor colocar para sua mãe? O melhor é usar crase ou não usar quando houver seu, sua, minha?

Resposta:

A crase é facultativa antes dos pronomes possessivos (seu, sua, minha, tua etc). Contudo, ela contribui para evitar ambiguidade.

Veja o exemplo:

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Crase e acento grave são coisas diferentes

Muita gente pensa que que acento grave é sinônimo de crase. Porém, isso não está correto. Então, sem mais delongas, vamos desfazer essa confusão.

O que é crase?

Trata-se, segundo Celso Luft, do encontro e fusão de vogais idênticas. A palavra vem do grego krásis, que significa combinação, fusão, mistura. O acento grave é uma sinal gráfico que indica que há uma crase (encontro do artigo feminino “a” com a preposição “a” ou encontro da preposição “a” com os pronomes demonstrativos “aquele, aquela, aqueles e aquelas”).

Ex¹: Ele foi à festa ontem.

Ex²: Refiro-me àquela casa que fica perto da igreja matriz.

Contudo, o acento grave tem ainda outra função, que é a de índice de preposição. Nesse caso, o objetivo é evitar ambiguidade e conferir mais clareza às frases.

Ex: Expõe frutas a venda.

Nesse caso, pode-se criar a dúvida se estamos usando a frase “A venda expõe frutas” fora da ordem direta ou se queremos dizer que as frutas estão sendo vendidas. Dessa forma, usa-se o acento grave para acabar com a confusão e esclarecer se ali há uma preposição ou um artigo definido feminino .

OBSERVE:

a) Expõe frutas a venda. (a = artigo definido feminino);

b) Expõe frutas à venda. (a = preposição).

Perceba que nesse caso não há crase, pois não há encontro de vogais idênticas.

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A partir ou à partir?

 


Em geral, só existe crase antes de palavras no feminino. Nunca haverá crase antes de verbo. Logo, o correto é a partir.

ex: Ele começa a trabalhar a partir de amanhã.

Lembrando que a crase é o encontro da preposição ‘a’ como o artigo definido ‘a’:

À = A (prep.) + A (art.)

O artigo sempre vai acompanhar um substantivo ou um termo substantivado. Ou seja, verbos não podem ser acompanhados de artigo. Logo, não é possível a ocorrência de crase.

Então, para fixar, lembre: a partir de hoje, você não usará a crase antes de verbos 🙂

Gostou da dica? Então, leia mais 6 casos de emprego da crase:

6 dicas sobre a CRASE

Veja também três casos em que a crase é facultativa:

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Contei à sua mãe ou contei a sua mãe?

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Pergunta do leitor: Às vezes fico em dúvida sobre crase com preposição. “Contou o que houve a sua mãe”. Tem crase? Melhor colocar para sua mãe? O melhor é usar crase ou não usar quando houver seu, sua, minha?

Resposta:

A crase antes dos pronomes possessivos (seu, sua, minha, tua etc) é facultativa. Contudo, é indicado que ela seja utilizada para evitar ambiguidade.

Isso fica claro no seu exemplo: “Contou o que houve a sua mãe”. Alguns leitores podem entender que houve uma inversão entre sujeito e predicado e que o sentido da frase é: “A sua mãe contou o que houve”.

Então, para evitar essa confusão, aconselha-se utilizar a crase: “Contou o que houve à sua mãe”.

Ordem direta

No exemplo anterior, a frase sem o uso da crase poderia ser entendida como uma inversão da ordem direta:

SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO VERBAL

ex: Contou o que houve a sua mãe.

No ordem direta: A sua mãe contou o que houve.

Gostou do texto? Então, veja mais 6 dicas sobre o uso da crase:

6 dicas sobre a CRASE

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“De 19h a 22h” x “das 19h às 22h”

Pergunta do leitor: Pedro, tenho dúvidas em relação às horas. De 19h às 22h ou das 19h às 22h. Quando tem crase? E qual a melhor forma de escrever expressões sobre intervalos de tempos como estes?

O segredo aqui é manter o paralelismo. Se você utilizar o “de”, então não haverá crase no “a” e ele também não poderá estar no plural. Nesse caso, o “a” é apenas uma preposição.

ex: De 19h a 22h.

Agora, se vocês utilizar “das”, que é a contratação da preposição “de” com o artigo “as”, você deve repetir o mesmo processo adiante e também usar a combinação da preposição “a” com o artigo “as” (a + as = às).

ex: Das 19h às 22h.

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Crase entre palavras iguais

Preste atenção nas palavras repetidas.

Dia a dia, ano a ano, segundo a segundo, mês a mês. Uma regra fundamental da crase é que ela não deve ser utilizada entre palavras repetidas.

Isso ocorre, porque ali não há um encontro entre uma preposição e um artigo feminino. Lembrando que:

À = A + A

O que ocorre é somente o uso da preposição ‘a’.

ex¹: No dia a dia, é difícil refletirmos sobre tudo o que estamos fazendo.

ex²: Ano a ano, essa situação vem se repetindo.

ex³: Quando estamos com pressa, contamos o tempo segundo a segundo.

Gostou dessa dica? Então leia mais!

6 dicas sobre a CRASE

Veja também os casos de crase facultativa:

 

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Crase e paralelismo

 

O uso da crase deve respeitar o paralelismo.

Leitor: Você pode explicar quando devemos repetir as preposições/conjunções/artigos quando vamos enumerar coisas? Ex. Vou à praça, feira e mercado.

Resposta:

No caso citado, você deve repetir o uso do artigo, pois você o usou na primeira menção.

Note: Vou à (preposição “a” + artigo “a”), à feira e ao mercado.

Contudo, se você utilizar somente a preposição, não há a necessidade de repeti-la.

Note: Vou a praça, feira e mercado.

O que é paralelismo?

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