Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Category: Pronomes (page 1 of 3)

Esse, essa, isso x Este, esta, isto x Aquele, aquela, aquilo

Entenda de uma vez por todas como utilizar os pronomes demonstrativos

Os pronomes demonstrativos têm três funções principais: 1) referência textual; 2) referência espacial; 3) referência temporal. Neste artigo, vamos explicar cada uma delas.

Referência textual

Nesse caso, usamos os pronomes demonstrativos da seguinte forma:

Este, esta, isto: para antecipar o referente (um termo do texto) ou para retomar o referente mais próximo.

Vejamos um exemplo do primeiro caso:

ex: O grande problema desta empresa é este: não temos metas desafiadoras.

Perceba que o pronome trata de algo que ainda será mencionado na frase – o problema da empresa.

Vamos ver agora um exemplo do segundo caso:

ex: Paulo e Maria trabalham na mesma empresa. Esta, no setor de recursos humanos; aquele, no de informática.

O pronome esta retoma o termo mais próximo, ou seja, Maria. Já o aquele se refere ao termo mais distante, Paulo.

Esse, essa e isso: para retomar um termo já citado no texto.

ex: Quando eu era criança, costumava jogar bola todos os dias. Essa brincadeira me trouxe muitos amigos.

A expressão essa brincadeira retoma o trecho jogar bola todos os dias.

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‘Entre eu e você’ ou ‘entre mim e você’?

Já falamos aqui sobre a diferença entre pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo. Neste artigo, vamos explicar qual dos dois deve ser utilizado depois das preposições. Vamos lá!

Preposição

Via de regra, após as preposições, devemos utilizar os pronomes oblíquos.

ex¹: Entre mim e você, não devem haver segredos. [CERTO]

ex²: Entre mim e ti, não devem haver segredos. [CERTO]

ex³: Entre eu e você, não devem haver segredos. [ERRADO]

Sujeito

Usamos o pronome pessoal do caso reto após as preposições, quando ele tiver o papel de sujeito.

ex¹: Ele passou um trabalho para eu fazer. [CERTO]

ex²: Ele passou um trabalho para mim fazer. [ERRADO]

***

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Pronomes de tratamento – quando utilizar cada um?

Entenda quando utilizar os pronomes de tratamento.

Dentro da classe dos pronomes, existe um grupo diferenciado – os de tratamento. Eles são utilizados para se referir a segmentos específicos. Neste texto, iremos detalhar quando usar cada um. Vamos lá!

1) Vossa Alteza

Abreviatura: V. A.

Com que se utiliza: príncipes e duques.

2) Vossa Eminência

Abreviatura: V. Ema.

Com que se utiliza: cardeais.

3) Vossa Reverendíssima

Abreviatura: V. Revma

Com que se utiliza: sacerdotes e bispos.

4) Vossa Excelência

Abreviatura: V. Exª.

Com que se utiliza: altas autoridades e oficiais-generais.

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MAL x MAU – entenda de uma vez por todas quando usar cada um

Um é o contrário de BEM e o outro, o contrário de BOM.

Usar mal no lugar de mau é um dos erros mais recorrentes na língua portuguesa. Por isso, este texto vai explicar quando empregar cada um para você acabar com as dúvidas de um vez por todas.

MAL

MAL é o contrário de BEM. Ele pode ocupar duas funções – advérbio e substantivo.

Substantivo

MAL será substantivo, quando estiver acompanhado de artigo ou pronome.

ex¹: Não conheço a cura desse mal.

ex²: O mal e o bem estão em constante batalha.

Advérbio

MAL será advérbio, quando modificar um verbo ou um adjetivo.

ex¹: Mal me conhece e já quer me julgar.

ex²: O trabalho estava mal feito.

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Crase antes de aquele e aquela

Veja quando utilizar a crase antes de pronomes demonstrativos.

A crase é um tema muito recorrente na língua portuguesa e que gera muitas dúvidas.  Neste texto, vamos tratar de um caso especial, que é a crase com os pronomes aquele e aquela. Só lembrando que já tratamos de outros 6 casos em que usamos o acento grave. Dito isso, vamos lá!

O que é mesmo a crase?

Antes de avançarmos, vale lembar que crase é o encontro de letras iguais, no caso entre as letras “a”.

À = A + A

Àquele = A + Aquele

Como identificar se há ou não crase?

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Funções do ‘que’ (parte 2)

Entenda a função do QUE como conjunção

Este texto é a continuação de outro, no qual falei das funções do QUE como substantivo, interjeição, partícula expletiva, pronome, preposição e advérbio. Recomendo a leitura!

O QUE, dentre outras funções, pode ocupar o papel de conjunção coordenativa ou subordinativa. Nos dois casos, ele conectará duas ou mais orações. Vamos entender melhor!

Conjunção coordenativa

Aditiva

Pode ser substituída por E.

ex: Come que come e nunca está satisfeito.

VEJA: Come e come e nunca está satisfeito.

Alternativa

Indica uma ideia de opções.

ex: Que venha ou que não venha, o importante é que ele nos avise com antecedência.

Adversativa

Apresenta uma condição oposta a outra.

ex: Ele pode reclamar que não mudarei de opinião.

Explicativa

Nesse caso, o QUE substitui o PORQUE.

ex: Vocês precisam estudar, que é muito importante.

Conjunção subordinativa

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Funções do ‘que’ (parte 1)

Veja algumas funções da palavra QUE

É impossível escrever sem utilizar a palavra “que”. Ela tem uma variedade de funções na língua portuguesa e, nesse texto, vou falar sobre elas. Vamos lá!

Substantivo

O que é substantivo quando está acompanhado de um artigo. Nesse caso, ele sempre será acentuado.

ex: Ela tem um quê de cozinheira.

Pronome adjetivo

Nessa situação, ele pode ser interrogativo, exclamativo ou indefinido.

ex¹: Que horas ela chega? (interrogativo).

ex²: Que beleza de cidade é Brasília. (exclamativo).

ex³: Que situação complicada estamos vivendo. (indefinido).

Leia mais sobre a classificação dos pronomes AQUI.

Pronome relativo

Já falamos muito do pronome relativo aqui no Clube do Português. O que exerce essa função, quando retoma um termo citado na oração anterior. Nesse sentido, ele introduz uma oração adjetiva restritiva ou explicativa.

ex¹: Esses são os jogadores que vão a campo hoje. (restritiva).

VEJA: Esses são os jogadores. Os jogadores vão a campo hoje.

ex²: A executiva, que estava licenciada, voltou ao trabalho para salvar a empresa. (explicativa).

VEJA: A executiva estava licenciada.

Preposição

O ocorre quando o QUE substitui o DE entre verbos.

ex: Tenho que sair amanhã bem cedo, porque tenho uma reunião.

VEJA: Tenho de sair amanhã bem cedo…

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Todas as funções do ‘se’ (parte 2)

Veja as funções do ‘se’ como conjunção e partícula expletiva.

Este texto é a continuação de outro, no qual expliquei as funções do ‘se’ como pronome. Vale a leitura!

Este post tem como objetivo descrever as funções do ‘se’ como conjunção e partícula expletiva.

Conjunção

Como conjunção subordinativa, o ‘se’ tem as seguintes classificações:

a) Conjunção causal

Ocorre quando podemos substitui por ‘visto que’, ‘porque’ ou ‘já que’. É utilizada quando a oração subordinada apresenta uma causa da oração principal.

ex: Se não chegou, tivemos que jantar sem você.

VEJA: Visto que não chegou, tivemos que jantar sem você.

b) Conjunção condicional

Apresenta uma condição da oração principal.

ex¹: Se você não guardar dinheiro, não conseguirá se aposentar.

ex²: Se chover, teremos que cancelar a festa de formatura. Se não, o planejamento deve ser seguido normalmente.

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Todas as funções do ‘se’ (parte 1)

Entenda as funções do ‘se’ como pronome.

A partícula ‘se’ é um elemento muito importante na língua portuguesa. Ela pode ocupar diferentes funções em um texto. Este post tem o objetivo de apresentar um guia completo sobre o ‘se’. Vamos lá.

Pronome

Como pronome, o ‘se’ pode ser:

a) Pronome pessoal reflexivo

Nessa situação, ele pode ser substituído pela expressão “a si mesmo”.

ex: Naquele churrasco, João cortou-se com a faca.

VEJA: Naquele churrasco, João cortou a si mesmo com a faca.

b) Pronome pessoal recíproco

É quando uma situação envolve duas pessoas que praticam a mesma ação um em relação ao outro.

ex¹: Para atravessar a rua com segurança, mãe e filha deram-se a mãos.

ex²: Romeu e Julieta se amavam profundamente.

c) Pronome apassivador

Também conhecido como partícula apassivadora, é utilizado para formar a voz passiva sintética. Nesse caso, o sujeito sofrerá a ação do verbo – o chamado sujeito paciente.

ex¹: Vendem-se carros usados.

VEJA: Carros são vendidos.

Atenção: O pronome apassivador só pode ser utilizado com verbos transitivos diretos.

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Concordância verbal – 5 casos complicados

5 casos que sempre causam dúvidas

Alguns casos de concordância verbal sempre geram dúvidas e acabam levando muitas pessoas ao erro. Por isso, neste texto, serão enumeradas 5 situações mais recorrentes.

Expressões partitivas

Nos casos em que o sujeito é formado por uma expressão partitiva (a maioria, parte de, metade de, a maior parte de) seguido de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar tanto no plural quanto no singular.

ex¹: A maioria dos deputados são a favor da proposta.

ex²: A maioria dos deputados é a favor da proposta.

ex¹: Grande parte das pessoas é a favor da democracia.

ex²: Grande parte das pessoas são a favor da democracia.

Quais de nós/ quais de vós

Em casos em que o sujeito for um pronome interrogativo ou indefinido plural (quaisquer, quais, quantos, poucos, vários) seguido da expressão de nós, o verbo pode concordar com o pronome indefinido ou com o pronome pessoal.

ex¹: Quais de nós desconfiam/desconfiávamos daquele empregado.

ex²: Quaisquer de nós poderiam/poderíamos ter cometido o mesmo erro.

O que é um pronome indefinido?

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