Como diferenciar as orações subordinadas adjetivas

Um dúvida comum em muita gente que estuda a língua portuguesa é como diferenciar as orações subordinadas adjetivas restritivas das explicativas. Antes de sanar essa dúvida, vamos explicar primeiro o que são orações subordinadas adjetivas.

Pronome relativo

Esse tipo de oração é caracterizado pela presença de um pronome relativo, que vem sempre após um substantivo e tem a função de retomar um termo anteriormente mencionado.

Exemplos de pronomes relativos: que, o qual, onde, cujo, no qual.

Exemplo de oração subordinada adjetiva: Comprei o carro daquele homem que trabalhava naquela loja.

Veja que há ali o pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo “homem”. Observe:

ex: Comprei o carro daquele homem. Aquele homem trabalhava naquela loja.

Restritiva x explicativa

Oração subordinada adjetiva restritiva – identifica que a afirmação diz respeito a apenas parte dos elementos do grupo designado pelo pronome relativo. Nesse caso, a oração subordinada não é separada por vírgula.

ex: Os políticos que são corruptos merecem repúdio da população.

Nesse caso estamos falando de um grupo específico de políticos. Subentende-se também que há um outro grupo que não é corrupto.

Oração subordinada adjetiva explicativa – identifica que a afirmação refere-se à totalidade dos elementos do grupo designado pelo pronome relativo. Em regra, na língua portuguesa, todos os termos explicativos são separados por vírgula.

ex: Os políticos, que são corruptos, merecem repúdio da população.

Aqui o que sendo dito é que ser corrupto é uma característica inerente a todos os políticos e não a um grupo específico deles.

Leia mais sobre as funções do QUE:

Funções do ‘que’ (parte 1)

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