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Tag: redação (page 1 of 2)

Dissertação: como estruturar?

Veja como estruturar uma dissertação.

Em provas de vestibulares e concursos, é muito comum que se exija que o candidato escreva uma dissertação.  Trata-se de uma redação argumentativa que defende um ponto de vista. Este texto vai detalhar as três partes que não podem faltar em uma boa dissertação.

1) Apresentação de um ponto de vista

O primeiro parágrafo deve dedicar-se a apresentar a questão em debate e explicitar os pontos de vista que serão desenvolvido. Ele pode conter já a introdução dos argumentos que serão detalhados no desenvolvimento.

ex: Uma questão que tem sido muito debatido nos últimos tempos é a reforma da previdência. Alguns defendem que o sistema não é deficitário e que não precisa de reformulação. Contudo, economistas defendem que uma mudança é urgente e que medidas, como a adoção de uma idade mínima para aposentadoria, são imprescindíveis.

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3 dicas para melhorar seu texto imediatamente

Dicas para você aplicar imediatamente.

Neste texto, darei três dicas práticas e imediatamente aplicáveis para você melhorar seu texto. Vamos lá!

1) Evite parágrafos com mais de cinco linhas

Em parágrafos muito longos, você corre o risco de ser prolixo e também de cometer mais erros. Além disso, esteticamente, é desagradável para o leitor ler um bloco enorme de texto. O ideal é um parágrafo para cada ideia ou argumento.

2) Evite começar frases com ‘mas’ e ‘e’

A conjunção mas e a preposição são utilizadas para conectar frases. Assim, não é recomendável que elas iniciem as orações. Isso não é um regra. Há sim casos nos quais é possível que esses dois elementos venham no início da sentença. Se você tiver concluído a frase anterior e tiver iniciando um novo argumento, você pode sim utilizar mas e logo de cara. Contudo, isso não é lá muito comum e, na norma culta, o ideal é que se evite esse artifício.

No caso do mas, você pode optar por outras conjunções como contudo, porém e todavia.

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3C – fórmula para escrever bons textos

Um bom texto é aquele que possui ideias claras e expostas de maneira harmoniosa, com um encadeamento lógico entre os parágrafos. Para isso, uma boa escrita deve conter os 3 Cs: coesão, coerência e consistência.

Coesão

Trata-se do uso adequado dos conectivos, que garantem unicidade à redação e criam uma ligação fluida entre as frases e parágrafos.

Os principais elementos de coesão são as preposições (a, de, para, com), as conjunções (que, porém, entretanto, todavia), os pronomes (este, cujo, o qual, ele, ela, lhe, la), os advérbios (aqui, à direita, lá, acolá) e as palavras denotativas (então, apenas, inclusive).

Coerência

Trata-se da garantia do significado lógico do texto, que evita contradições e quebras de sentido. Deve-se buscar a não contradição entre as ideias apresentadas na escrita. Veja o exemplo abaixo:

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Sem crase antes de pronome indefinido

A crase é, via de regra, o encontro entre o artigo definido ‘a’ e preposição ‘a’.  Dessa forma, antes de pronomes indefinidos (algum, muitos, pouco, pouca, nenhum etc) NÃO há crase.

Ex1: Fui a algum restaurante em São Paulo.

Ex2: Não assisti a nenhuma partida da última rodada do campeonato brasileiro.

Veja mais:

O que é um pronome indefinido?

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4 dicas sobre a vírgula

Um dos temas que mais causa dúvidas na hora de escrever é o emprego da vírgula. Por isso, aqui apresento quatro dicas para acabar com essa confusão.

1) Para separar enumerações

ex: Comprei pera, maçã, mamão e jaca.

2) Para isolar o aposto

ex: Jesus, filho de Deus, foi crucificado.

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Viagem x Viajem – quando utilizar cada um?

Quase todo mundo já se pegou pensando se o correto é viagem ou viajem. Bem, uma boa notícia é que as duas formas existem na língua portuguesa. Porém, cada uma possui uma função distinta.

Viagem – Substantivo. Todos os substantivos terminados em “-agem” escrevem-se com g (exceção: pajem e lajem).

ex¹: A mãe desejou ao filho uma boa viagem.

ex²: Ela planejou a viagem com antecedência.

Viajem – Conjugação do verbo viajar na 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo ou do imperativo.

ex¹: Pode se que eles viajem ainda hoje. (presente do subjuntivo)

ex²: Viajem no mês que vem ou o preço do pacote ficará mais caro. (imperativo afirmativo).

Esquematizando:

Viagem – Substantivo;

Viajem – Verbo (3ª pessoa do plural do subjuntivo ou do imperativo afirmativo).

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Veja mais:

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Conselhos para quem quer escrever melhor

Três dicas para escrever

Se eu pudesse dar 3 conselhos para quem quer escrever bem, seriam:

1) Não use as palavras aleatoriamente. Cada vocábulo tem um significado específico. Não existe sinônimo perfeito. Então, pense bem na hora de escrever para ver se a palavra que você escolheu é mesmo a mais adequada. Por exemplo, amar e adorar são sinônimas, mas têm sentidos distintos e carga semântica diferente.

2) Seja econômico. Nada é pior do que ler um texto de um autor prolixo. Se você pode dizer algo com duas palavras, não use três.

3) Acredite no seu potencial, desenvolva seu próprio estilo e preze pela qualidade. Escrever corretamente não é um capricho. É uma ferramenta de potencialização da credibilidade do seu texto.

Repetir palavras é bom ou ruim?

O senso comum diz que repetir palavras empobrece texto. Isso é uma meia verdade, que se aplica quando esse artifício é utilizado por conta de pobreza vocabular, ou seja, porque a pessoa não consegue encontrar sinônimos para determinada palavra.

Contudo, há casos em que a repetição é intencional e tem como objetivo gerar um efeito estilístico. É a chamada anáfora. Por exemplo, a música cantada por Elza Soares diz: “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. A repetição da palavra “carne” tem um objetivo semântico de associar a expressão “carne negra” ao racismo.

O segredo, como eu disse, é não utilizar as palavras aleatoriamente. Se você escolher de forma criteriosa os vocábulos, o leitor entenderá que a repetição não foi uma falha vocabular, mas sim uma estratégia argumentativa.

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Vultuoso x Vultoso – quando utilizar cada um?

Entenda a diferença entre vultoso e vultuoso.

No vídeo de hoje, que você está recebendo antes de todo mundo, eu explico a diferença entre vultuoso e vultoso. Essas duas palavras são parônimos, ou seja, termos com grafia e som muito parecidos, mas com significados diferentes.

E vocês verão que, neste caso, os sentidos dos dois vocábulos são BEM distintos. Um indica um quadro clínico e outro expressa uma noção de quantidade e volume. Assista e confira qual é qual!

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Crase e acento grave são coisas diferentes

Muita gente pensa que que acento grave é sinônimo de crase. Porém, isso não está correto. Então, sem mais delongas, vamos desfazer essa confusão.

O que é crase?

Trata-se, segundo Celso Luft, do encontro e fusão de vogais idênticas. A palavra vem do grego krásis, que significa combinação, fusão, mistura. O acento grave é uma sinal gráfico que indica que há uma crase (encontro do artigo feminino “a” com a preposição “a” ou encontro da preposição “a” com os pronomes demonstrativos “aquele, aquela, aqueles e aquelas”).

Ex¹: Ele foi à festa ontem.

Ex²: Refiro-me àquela casa que fica perto da igreja matriz.

Contudo, o acento grave tem ainda outra função, que é a de índice de preposição. Nesse caso, o objetivo é evitar ambiguidade e conferir mais clareza às frases.

Ex: Expõe frutas a venda.

Nesse caso, pode-se criar a dúvida se estamos usando a frase “A venda expõe frutas” fora da ordem direta ou se queremos dizer que as frutas estão sendo vendidas. Dessa forma, usa-se o acento grave para acabar com a confusão e esclarecer se ali há uma preposição ou um artigo definido feminino .

OBSERVE:

a) Expõe frutas a venda. (a = artigo definido feminino);

b) Expõe frutas à venda. (a = preposição).

Perceba que nesse caso não há crase, pois não há encontro de vogais idênticas.

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Infográfico – 7 pecados capitais da vírgula

Clique na imagem e baixe agora o infográfico sobre erros no uso da vírgula que você deve evitar de qualquer maneira.

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