Por Pedro Valadares

Mês: agosto 2016 (Page 1 of 3)

O que é elipse?

Algumas vezes, para evitar a repetição de palavras que são facilmente recuperáveis pelo contexto, omitimos termos da oração. Esse artifício é chamado de elipse. 

ex¹: Paulo morava em São Paulo e Pedro, em Brasília.

Note que o verbo “morar” foi omitido da segunda oração. Contudo, o sentido da frase não foi comprometido.

Omissão de mais de um termo

A elipse pode acontecer com mais de um termo.

ex²: João morava em uma casa de Pedro e Maria, em uma de Mauro.

Repare que houve a retirada das palavras “morava” e “casa”.

Dicas bônus

Quando ocorre a elipse verbal, ela deve ser indicada com vírgula. Voltemos ao primeiro exemplo:

Paulo morava em São Paulo e Pedro, em Brasília.

Perceba que a vírgula indica a exclusão do verbo “morar” na segunda oração.

Gostou do texto? Então, sugerimos ler o Guia Completo da Vírgula que preparamos para você e aprofundar seus estudos no tema:

Guia completo da vírgula

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Oração sem sujeito x Sujeito indeterminado

oração sem sujeito x Sujeito indeterminado

Qual a diferença entre sujeito indeterminado e oração sem sujeito? Neste artigo, vamos mostrar como diferenciar esses dois conceitos. Vejamos!

Oração sem sujeito

A oração sem sujeito, ou com sujeito inexistente, é aquela em que não é possível identificar um sujeito, porque ele simplesmente não está lá, não existe mesmo. Ela ocorre nos seguintes casos:

1) Com verbos ou expressões que denotam fenômenos da natureza:

ex: Fez frio na semana passada.

2) Com verbo haver no sentido de existir:

ex: Na casa, havia seis quartos.

3) Com os verbos fazer, haver e ir quando indicam tempo decorrido:

ex: Faz três anos que não visito Maceió.

4) Com verbo ser na indicação de tempo em geral:

ex: Era primavera, quando os ipês floresceram.

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Hiponímia e hiperonímia – o que é isso?

HIPÔNIMO-X-HIPERÔNIMO

Hiponímia e hiperonímia são relações entre termos mais amplos e outros mais específicos. Elas se caracterizam por um correlação do tipo contém/está contido. Veja a frase a seguir:

ex: Minha mãe adora flores, principalmente, rosas, margaridas e bromélias.

Hipônimo x Hiperônimo

Veja que as palavras rosas, margaridas e bromélias são categorias dentro do grupo mais amplo – flores. Nesse sentido, dizemos que flores é um hiperônimo de rosas, margaridas e bromélias, enquanto estas são hipônimos daquela. Esquematizando:

Hiperônimo – termo que caracteriza um grupo mais amplo em relação a um mais específico.

ex: Flores

Hipônimo – termo que indica uma categoria específica dentro de um grupo mais amplo.

ex: Rosas, margaridas e bromélias.

Relações de sentido

Vale destacar que a hiponímia e a hiperonímia se constroem na inter-relação entre as palavras e não com termos isolados. Como bem destaca Evanildo Bechara, “a oposição é um princípio fundamental para determinação da existência dos signos linguísticos”.  Nessa interação entre os termos, flores pode, por exemplo, em casos distintos, ocupar a função de hipônimo.

ex: A flora brasileira é composta por uma variedade de flores, árvores e outros tipos de vida vegetal.

Perceba que nesse caso flores é hipônimo de flora. Ou seja, uma categoria específica dentro de outra mais ampla.

Por fim, vale destacar que o uso de hipônimos e hiperônimos é um excelente ferramenta de coesão, pois ajuda a evitar a repetição de palavras.

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Veja mais:

Conselhos para quem quer escrever melhor

Três dicas para escrever

Três dicas para escrever

Se eu pudesse dar 3 conselhos para quem quer escrever bem, seriam:

1) Não use as palavras aleatoriamente. Cada vocábulo tem um significado específico. Não existe sinônimo perfeito. Então, pense bem na hora de escrever para ver se a palavra que você escolheu é mesmo a mais adequada. Por exemplo, amar e adorar são sinônimas, mas têm sentidos distintos e carga semântica diferente.

2) Seja econômico. Nada é pior do que ler um texto de um autor prolixo. Se você pode dizer algo com duas palavras, não use três.

3) Acredite no seu potencial, desenvolva seu próprio estilo e preze pela qualidade. Escrever corretamente não é um capricho. É uma ferramenta de potencialização da credibilidade do seu texto.

Repetir palavras é bom ou ruim?

O senso comum diz que repetir palavras empobrece texto. Isso é uma meia verdade, que se aplica quando esse artifício é utilizado por conta de pobreza vocabular, ou seja, porque a pessoa não consegue encontrar sinônimos para determinada palavra.

Contudo, há casos em que a repetição é intencional e tem como objetivo gerar um efeito estilístico. É a chamada anáfora. Por exemplo, a música cantada por Elza Soares diz: “a carne mais barata do mercado é a carne negra”. A repetição da palavra “carne” tem um objetivo semântico de associar a expressão “carne negra” ao racismo.

O segredo, como eu disse, é não utilizar as palavras aleatoriamente. Se você escolher de forma criteriosa os vocábulos, o leitor entenderá que a repetição não foi uma falha vocabular, mas sim uma estratégia argumentativa.

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Em nível de x A nível de

em-nível-de-x-a-nível-de

As expressões “em nível de” e “a nível de” são muitas vezes, erroneamente, utilizadas  para expressar um sentido de contexto. Quem nunca ouviu algo como “A nível de Brasil, essas políticas não funcionam”. Pois bem, para desfazer essa confusão, vamos ver quando utilizar cada uma dessas duas locuções.

A nível de – significa na mesma altura.

ex: O Rio de Janeiro está ao nível do mar.

DICA BÔNUS: A expressão “a nível de” NUNCA tem crase, pois o núcleo da locução é uma palavra masculina – nível.

Em nível de – no âmbito ou status.

ex¹: A pesquisa foi realizada em nível nacional.

ex²: A reunião aconteceu em nível diretivo.

Veja também:

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Incluso x Incluído

incluso x incluído

As palavras não são sinônimas.

Muita gente pensa que as palavras incluso e incluído  são sinônimas. Isso, no entanto, não é correto.

Os termos possuem diferentes funções morfológicas. Incluso é um adjetivo e incluído é o particípio do verbo “incluir”.

Ex¹: O redator tinha incluso o preço do serviço no orçamento. (ERRADO)

Ex²: O redator tinha incluído o preço do serviço no orçamento. (CORRETO)

incluso pode ser utilizado na formação da voz passiva ou ocupando o papel de predicativo nas construções com o verbo “ser”. Veja:

Ex¹: O bilhete está incluso no pacote. (CORRETO)

Ex²: O bilhete foi incluso  no cinema. (ERRADO)

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Novo acordo ortográfico: o básico que você precisa saber sobre acentuação

Acentuação

Veja o básico que você precisa saber

Vocês já viram o que mudou no uso do hífen com o novo acordo ortográfico. Agora é a vez de entender o básico das mudanças relacionadas ao uso dos acentos.

1) Não se acentuam mais os ditongos ‘oi’, ‘ei’ e ‘eu’ em palavras paroxítonas.

EX: ASSEMBLEIA, IDEIA, POLAROIDE

2) Caíram os acentos diferenciais de:

– PARA (VERBO) – Ele para para ver o que aconteceu;
– PERA (FRUTA) – Comeu um doce de pera;
– POLO (SUBSTANTIVO) – Aquele cidade é um polo vinícola;
– PELO (CABELO) – Chegamos ao mundo nus em pelo.

OBS: Os acentos de pôde e pôr continuam valendo.

OBS²: Os acentos para diferenciar terceira pessoa do singular da do plural também continuam valendo.

ex: TEM E TÊM, VEM E VÊM.

***

Há mais regras, mas os casos citados acima são os mais recorrentes e o ajudarão bastante na hora de redigir um texto.

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3 prejuízos que erros de português trazem para sua carreira

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Muitas pessoas confundem escrever corretamente com utilizar um português formal e cheio de arcaísmos. É preciso desfazer essa confusão. Aliás, muita gente acaba cometendo erros gramaticais exatamente por recorrer, desnecessariamente, a formalismos.

Dito isso, vale destacar que redigir respeitando as regras da língua é fundamental para quem quer ter sucesso na carreira. Abaixo listamos três prejuízos que erros de português podem trazer para sua carreira:

1) Perda de credibilidade

Textos mal escritos e cheios de erros denotam desleixo e falta de preparo. Isso pode acabar com sua imagem no mercado, mandando embora oportunidades de crescimento.

Segundo dados levantados pela Catho, uma das maiores empresas de recrutamento do país, os erros de português são os principais responsáveis pela eliminação de candidatos em uma seleção de emprego. Eles pesam mais que a falta de experiência.

De acordo com o levantamento, 34% são eliminados por erros de gramática contra 25% por falta de experiência.

2) Problemas de comunicação

Erros gramaticais também podem gerar ruídos na comunicação entre você e seus colegas e superiores, criando mensagens ambíguas ou deturpadas. Isso vale, especialmente, para o caso da pontuação. Veja:

ex1: Não esquece! (Trata-se de algo importante que deve ser lembrado de qualquer forma).

ex2: Não, esquece. (Refere-se a algo sem importância e que pode ser deixado de lado).

Veja que a vírgula altera totalmente o sentido das frases.

3) Perda de produtividade

Uma mensagem confusa tem impacto direto na produtividade de uma equipe. Imagine a seguinte situação: um gerente passa um e-mail mal escrito para o time. Em seguida, os colaboradores começam a saga para tentar descobrir o que o chefe de fato quis dizer.

Esse tempo perdido vai atrasar todas as ações da equipe. Tudo isso em decorrência de um texto descuidado e sem clareza.

Agora projete essa mesma situação repetida em várias unidades de uma empresa. Esse desperdício de recurso é multiplicado inúmeras vezes, causando um prejuízo imensurável.

*

Para ajudá-lo a não cair nessas ciladas, listamos cinco passos para vocês escrever textos claros e diretos:

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Novo acordo ortográfico: o básico que você precisa saber sobre o hífen

hífen

O básico que você precisa saber para escrever um bom texto.

O novo acordo ortográfico, que já nem é tão novo assim, passou a vigorar de forma definitiva em janeiro deste ano. Uma das principais mudanças foi no uso do hífen. Dentre as alterações, destaco aqui as principais.

Letra H

Sempre haverá hífen quando a segunda palavra se iniciar com H.

ex: Anti-higiênico, anti-heroico.

OBS: Os prefixos “in-” e “des-” sempre grudam na palavra.

ex: Desumano.

Letras iguais

Mantém-se o hífen, quando a primeira letra da palavra for igual à última do prefixo.

ex: Anti-inflamatório.

OBS: Quando as letras forem diferentes, não há hífen.

ex: Antioxidante, contratempo.

Letras R e S

Quando o prefixo terminar com vogal e a palavra começar com R ou S, não há hífen e dobra-se a letra inicial da palavra.

ex: Contrarregra, minissaia.

OBS: Se o prefixo terminar em consoante, mantém-se o hífen.

ex: Sub-reino, super-resistente.

Casos especiais

Mantém-se o hífen em palavras formadas com os  prefixos vice, ex, pró, pré  e pós.

ex: Vice-diretor, ex-presidiário, pré-escolar, pró-labore, pós-graduação.

OBS: Pré, pós e pró só mantêm o hífen se forem acentuados.

ex: Prefixo. (Fala-se “prêfixo” e não “préfixo”).

Nunca se usa hífen com os prefixos co, re, des, in e a.

ex: anormal, coordenar, relançar, infiel.

***

Há mais regras, mas os casos citados acima são os mais recorrentes e o ajudarão bastante na hora de redigir um texto.

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Oração subordinada adjetiva restritiva e explicativa – como diferenciar?

Restritiva x Explicativa

Como diferenciar as orações subordinadas adjetivas?

Qual a diferença entre uma oração subordinada adjetiva restritiva e uma explicativa? Essa é uma dúvida comum em muita gente que estuda a língua portuguesa.

Neste artigo, vamos te mostrar as características de cada uma e quando usá-las.

Antes, porém, vamos entender o que são orações subordinadas adjetivas.

Pronome relativo

Esse tipo de oração é caracterizada pela presença de um pronome relativo, que vem sempre após um termo substantivado (na maioria das vezes, um substantivo ou um pronome) e tem a função de retomar um termo anteriormente mencionado.

Exemplos de pronomes relativos: que, o qual, onde, cujo, no qual.

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