Por Pedro Valadares

Mês: agosto 2016 (Page 2 of 3)

Conjunções adversativas x concessivas – como identificar qual é qual?

Conjunções

Cada uma tem uma função específica.

As conjunções adversativas e concessivas são usadas com o mesmo propósito: ligar enunciados com orientação argumentativa contrária. Contudo, elas possuem funções diferentes e, por isso, é fundamental saber diferenciá-las para entender qual delas utilizar em cada contexto.

Conjunção adversativa

Nas adversativas, o argumento mais forte é aquele que acompanha a conjunção. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

Nesse caso, o fato de ser preguiçoso é mais relevante do que o de ser inteligente. Como bem destacam os professores Francisco Savioli e José Fiorin, a estratégia discursiva é a de indicar uma conclusão e, imediatamente, apresentar um argumento para anulá-la.

A conjunção adversativa é usada para coordenação de orações e introduz uma oração coordenada sindética adversativa. Por isso, a ordem das orações não pode ser invertida. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso. CORRETO

ex²: Mas é preguiçoso, ele é inteligente. INCORRETO

Exemplos de conjunções adversativas: mas, contudo, entretanto, todavia.

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Aferir x Auferir

Auferir-x-aferir

Na língua portuguesa, existem várias palavras que são parecidas, mas possuem significados totalmente diferentes. É o caso do par aferir e auferir. Uma tem o significado de verificar e a outra de obter, alcançar. Assista ao vídeo e veja mais.

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O que são verbos defectivos?

Entenda o que são verbos defectivos.

Entenda o que são verbos defectivos.

Afinal de contas, o que são verbos defectivos? Neste artigo, vamos detalhar melhor esse conceito. Vejamos!

Conjugação incompleta

Os verbos defectivos são aqueles que não possuem conjugação completa. Em outras palavras, são aqueles que não podem ser conjugados em alguns modos, tempos e pessoas. Nesses casos, o comum é substituí-los por verbos sinônimos que possuam a conjugação desejada.

Exemplos:

  • Viger;
  •  Colorir;
  • Falir;
  • Esculpir;
  • Banir;
  • Brandir;
  •  Carpir;
  • Demolir;
  • Delinquir;
  • Ruir;
  • Explodir;
  • Feder;
  • Bramir;
  • Extorquir;
  • Retorquir;
  • Doer.

Classificação dos verbos defectivos

Os verbos defectivos são classificados em: impessoais, unipessoais e pessoais.

Impessoais

Os  impessoais são aqueles que não possuem sujeito. Esse grupo é formado pelos verbos que indicam fenômenos da natureza, do verbo “haver” no sentido de existir e do verbo “fazer” no sentido de tempo decorrido.

Exemplos:

  • Choveu muito ontem à noite.
  • Faz dez anos que começamos esse trabalho.
  • Há vinte carros no estacionamento.

Unipessoais

Os unipessoais são aqueles que indicam a voz dos animais. Eles normalmente ficam na terceira pessoa — do singular ou do plural.

Exemplos:

  • As gatos miaram a noite inteira.
  • Quando saí de casa, meu cachorro latiu.
  • Em noite de lua cheia, os lobos uivam.

Pessoais

Por fim, os pessoais são aqueles que, diferentemente dos impessoais, possuem sujeito. Contudo, eles não são conjugados em algumas formas.

Exemplos:

  • Vou colorir esse desenho todo. (não existe “eu coloro”)
  • Com tanta cobrança, eu vou explodir. (não existe “eu explodo”)
  • Ele costuma a retorquir tudo o que os pais falam. (não existe “ele retorque”)

Contexto

Para finalizar, é importante destacar que os verbos defectivos são assim classificados em função de seu uso histórico. Em determinados contextos, no entanto, como o literário, esses verbos podem aparecer flexionados — mesmo que isso não esteja em linha com as normas da língua portuguesa.

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A lei está vigindo ou vigendo?

Viger é um verbo defectivo

Viger é um verbo defectivo

Há verbos que apresentam conjugações escorregadias. Um exemplo é o verbo viger. Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que a forma correta é vigir. Usamos o verbo viger, quando queremos dar o sentido de vigorar, de estar em execução.

ex: A lei já está vigendo.

Outra curiosidade é que viger é um verbo defectivo. Isso significa que ele é conjugado somente em alguns modos, tempos e pessoas. Por exemplo, ele não pode ser conjugado na 1ª pessoa do presente do indicativo:

Eu -;

Tu viges;

Ele vige;

Nós vigemos;

Vós vigeis;

Nós vigemos.

Ele também não é conjugado no presente do subjuntivo. Veja a conjugação completa AQUI.

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Sessão, seção, cessão, secção – qual a diferença e quando usar?

sessão-seção-cessão

As palavras cessão, sessão, seção e secção são homônimas homófonas. Isso significa que elas possuem grafias e significados diferentes, mas são pronunciadas praticamente da mesma maneira. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada uma delas. Vejamos!

Sessão

A palavra sessão é um substantivo feminino que indica uma reunião, um espaço de tempo, um encontro.

ex1: Joana saiu melhor da sessão de terapia.

ex2: Vamos assistir ao filme na sessão das 10h.

O termo vem do latim sessio, que significa sentar-se.

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O óculos ou os óculos?

Os óculos ou o Óculos-

A palavra “óculos” é uma pluralia tantum, ou seja, existe somente no plural. Dessa forma, o artigo ou o pronome que acompanha deve sempre estar no plural.

Ex1: Esqueci meus óculos.

Ex2: Peguei os óculos.

Jamais:

Esqueci meu óculos ou Peguei o óculos.

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Sujeito SEMPRE sem preposição

Muitas vezes,  é complicado acertar a concordância em frases com sujeitos que possuem adjuntos adnominais longos.

Ex.: A falta crônica de água de esgoto e de escola nas periferias são um problema para a humanidade.

Para evitar esse equívoco, basta se lembrar que sujeito nunca vem acompanhado de preposição. NUNCA!

Como acertar a concordância?

Para acertar a conjugação, vamos identificar as preposições. Vejamos:

Ex²: A falta crônica de água de esgoto e de escola nas periferias é um problema para a humanidade.

Perceba que o único termo não preposicionado é “falta”, logo estamos diante de um sujeito simples. Então a conjugação correta do verbo ser é:

ex³: A falta crônica de água de esgoto e de escola nas periferias é um problema para a humanidade.

Preposição “de”

Outro erro comum que envolve sujeito preposicionado é a equivocada contração da preposição “de” com o artigo definido masculino “o” que compõem o sujeito de uma oração. Vejamos um exemplo:

  • Já é hora dos deputados votarem o projeto. (errado)
  • Já é hora de os deputados votarem o projeto. (certo)

Existe algum caso de sujeito preposicionado?

Para terminar, vale ressaltar que alguns gramáticos mais antigos, como Rebelo Gonçalves e de Eduardo Carlos Pereira, consideravam legítima a contração da preposição com o artigo que inicia o sujeito de uma oração.

Em outras palavras, esses estudiosos chancelavam um caso de sujeito preposicionado.

ex: Amanhã é dia dele ir à academia.

Destaca-se, contudo, que atualmente esse tipo de construção é vista pela maioria dos gramáticos como uma infração da norma culta. Por isso, deve ser evitada.

ex: Amanhã é dia de ele ir à academia.

O que é adjunto adnominal?

O que é adjunto adnominal?

Adjunto adnominal é o termo que explica, especifica ou determina um substantivo. Trata-se de uma função sintática exercida por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos.

Ex¹: O homem jovem comprou dois pomposos ternos.

O primeiro passo para identificar os adjuntos adnominais é encontrar os substantivos da oração. Vejamos:

Ex²: O homem jovem comprou dois pomposos ternos.

O artigo “o” e o adjetivo “jovem” estão ligados ao substantivo “homem”, agindo, assim, como adjunto adnominal.

O mesmo ocorre com numeral “dois” e o adjetivo “pomposos”, que se conectam ao substantivo “ternos”.

Adjunto adnominal x Complemento nominal

De maneira geral, o adjunto adnominal refere-se ao substantivo. Já o complemento nominal refere-se a nomes de forma ampla (substantivos, adjetivos e advérbios).

Ademais, o adjunto adnominal tem função ativa, enquanto o complemento nominal tem função passiva. Para deixar mais clara essa distinção, vamos observar a frase abaixo:

  • O ataque dos Estados Unidos ao Iraque foi terrível.

Veja que o termo “dos Estados Unidos” exercem um papel ativo em relação ao substantivo “ataque” (os Estados Unidos atacaram o Iraque). Por isso, a expressão é classificada como adjunto adnominal.

Em contrapartida, o termo “ao Iraque” ocupa um papel passivo em relação a “ataque” (o Iraque foi atacado). Assim, a expressão é classificada como complemento nominal.

Vale ressaltar ainda que o adjunto adnominal pode indicar posse, agente ou espécie.

Adjunto adnominal x Predicativo

Uma outra dúvida possível é como diferenciar o adjunto adnominal do predicativo do sujeito. Para resolver essa questão, basta substituir o sujeito por um pronome.

Se, com essa substituição, o termo desaparecer, estamos diante de um adjunto adnominal. Para compreender melhor esse processo, vejamos um exemplo:

  • A recente descoberta de vacinas beneficia os pacientes graves.
    • Sujeito: A recente descoberta de vacinas
    • Predicado: beneficia os pacientes graves.
  • Substituindo o sujeito pelo pronome “ela”:
    • Sujeito: Ela
    • Predicado: beneficia os pacientes graves.

Como com a substituição os termos que acompanham o substantivo “descoberta” desaparecem, os termos “a”, “recente” e “de vacinas” são classificados como adjunto adnominal.

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