Por Pedro Valadares

Mês: maio 2020 (Page 2 of 2)

Lockdown: o que é isso?

A imagem mostra uma praça fechada e vazia. Em cima, está escrito: lockdown - significado e origem da palavra.
Entenda como utilizar esse estrangeirismo no seu texto

Com a crise do coronavírus, mais uma palavra foi incorporada ao nosso vocabulário: lockdown. Neste artigo, vamos explicar o significado e a origem do termo. Vamos lá!

Origem

A palavra vem do inglês antigo, da união das palavras “loc” e “doun”. Até 1975, o termo definia o ato de manter prisioneiros em suas celas, mas hoje ele também indica diferentes protocolos de isolamento de pessoas, em diversas situações, para evitar algum perigo ou malefício.

A tradução literal da expressão para o português é confinamento ou bloqueio. Na atual conjuntura, ela vem sendo usada para denominar a estratégia de fechar uma região para interditar vias e proibir deslocamentos e viagens não essenciais. 

É uma das medidas mais extremas para conter a proliferação da Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde.

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Milionário x Milhonário – qual a forma correta?

A imagem mostra um homem de terno e gravata. Ele está com várias notas de dólares nas mãos. Ao lado, está escrito: milionário ou milhonário.
Qual a maneiro adequada de escrever a palavra?

Afinal de contas, qual a grafia certa: milionário ou milhonário? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida e te mostrar a origem da palavra. Vamos lá!

A questão do milhão

Apesar de se referir a uma pessoa que possui milhões , o adjetivo milionário se escreve apenas com L, sem H.

Isso porque a palavra vem do francês millionnaire, que é derivada de million e cujos grafemas LL evoluíram para um L só.

Ex1: Ele se tornou milionário ainda jovem, quando herdou a empresa dos pais.

O termo também pode significar algo que custa milhões em recursos financeiros.

Ex2: O acionista teve prejuízos milionários após a fraude.

OBS: Se você quiser entender como palavras estrangeiras ingressam no nosso idioma, leia nosso artigo sobre estrangeirismo).

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A Covid-19 x O Covid-19 – qual a forma correta?

A imagem mostra o coronavírus. Por cima, em uma tarja azul, está escrito:
A expressão é feminina ou masculina?

O termo Covid-19 infelizmente entrou de vez no nosso vocabulário diário. Com isso, surgiu uma dúvida: a expressão deve ser grafada no feminino ou no masculino? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida.

A origem

Para responder essa questão, é preciso buscar a origem da palavra. De acordo com a Fiocruz, o nome é uma sigla para a expressão em inglês COronaVIrus Disease (Doença do coronavírus).

O número 19 indica o ano em que a moléstia foi identificada pela primeira vez, na cidade chinesa de Wuhan.

Pronto! Temos a nossa resposta. A forma correta é “a Covid-19“, pois o termo se refere à “doença”, que é um substantivo feminino.

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Substantivos concretos e abstratos – definição e exemplos

A imagem mostra um livro aberto. Sobre ele, há um óculos e um marca-texto. Em cima da imagem, há uma faixa onde está escrito: substantivos concretos e abstratos.
Qual a diferença entre substantivos concretos e abstratos?

O substantivo é o termo que é utilizado para designar ou nomear as coisas e os seres em geral. Em regra, eles exercem a função de núcleo do sujeito, do objeto direto, do objeto indireto e do agente da passiva.

Os substantivos podem se dividir em concretos e abstratos. Neste artigo, vamos explicar o que são e quais as diferenças desses dois grupos. Vamos lá!

1) Concretos

De acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra, chamam-se concretos os termos que designam os seres propriamente ditos. De forma simplificada, esse grupo indica as coisas que conseguimos ver no mundo real.

Exemplos de substantivos concretos

a) Nome de pessoas: Pedro, Maria, José;

b) Nome de lugares: cidade, Lisboa, Brasil, Avenida Paulista;

c) Nome de instituições: Senado, fórum, igreja;

d) Nomes de gênero: plantas, animais, fungos;

e) Nome de espécies: cedro, cavalo, cachorro;

f) Nome de objetos: mesa, cadeira, geladeira, micro-ondas.

g) Nome de frutas: maçã, abacaxi, mamão.

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Corretor do Word: 5 motivos para desconfiar dele

O corretor de texto do Microsoft Word é um instrumento valioso para quem escreve e revisa textos, mas ele está longe de ser perfeito.

Confiar cegamente que ele vai eliminar todos os erros da sua escrita é uma grande cilada. Neste artigo, vamos te apresentar 5 motivos para você ter um pé atrás com essa ferramenta.

#1 Palavras que existem x Palavras que não existem

Em um texto, você pode cometer dois tipos diferentes de erros ortográficos. O primeiro é quando você escreve uma palavra que não existe na língua portuguesa.

Por exemplo, usar “chícara” no lugar de “xícara”. Para esse tipo de escorregão, o corretor do Word é muito útil. Ele é um especialista em identificar termos que não existem na língua portuguesa.

O problema é quando você troca uma letra de uma palavra e isso resulta em uma outra que também existe. É o que ocorre quando você troca “carro” por “caro”.

Nessa situação, o corretor do Word não irá marcar isso como um erro – mesmo que a troca dos termos prejudique bastante o sentido da frase.

Veja com seus próprios olhos os dois exemplos citados aqui. No primeiro, a ferramenta indica que há um erro ortográfico. O segundo caso, porém, passa batido.

OBS: Veja que o corretor também não identificou a falta de acento em “comprá-lo”.

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