Língua Portuguesa e Literatura

Mês: setembro 2021 (Page 1 of 2)

Regência nominal – o que é, principais casos e exemplos

Regência nominal é a relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus possíveis complementos, o que geralmente ocorre por meio de preposição.

Exemplos de regência nominal:

– O acesso aos comprovantes se dá por meio do aplicativo. (substantivo acesso pede a preposição a)

– O professor está orgulhoso de seus alunos. (adjetivo orgulhoso pede a preposição de)

– O guerreiro reagiu favoravelmente a seus adversários. (advérbio favoravelmente pede a preposição a)

Como existem inúmeros casos de regência nominal, veja a seguir algumas dicas que podem te ajudar a deduzir a regência de um nome.

Nome derivados de verbos

Muitos nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Portanto, conhecer o regime de um verbo significa conhecer o regime dos nomes cognatos na maioria das vezes.

Um bom exemplo é o verbo obedecer. Tanto ele quanto os nomes derivados dele são regidos por complementos introduzidos pela preposição a. Observe:

– Quem obedece, obedece a algo ou a alguém. (Regência verbal)

– Quem é obediente, é obediente a algo ou a alguém. (Regência nominal)

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Regência verbal – conceito e principais casos

Regência verbal é a relação entre o verbo e os seus possíveis complementos, o que pode ou não ocorrer com auxílio de preposição.

O verbo é considerado o termo regente e os seus complementos são os termos regidos. Como complementos do verbo temos o objeto direto (não preposicionado) e o objeto indireto (preposicionado). Veja por qual tipo de verbo cada um deles é exigido:

– Verbo transitivo direto (VTD): exige apenas objeto direto;

– Verbo transitivo indireto (VTI): exige apenas objeto indireto;

– Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): exige tanto o objeto direto quanto o objeto indireto.

Obs.: verbos intransitivos não exigem complemento.

Confira alguns exemplos de regência verbal:

1. Este aparelho aspira o pó.

Aqui o verbo aspirar significa sorver, sugar. Nesse sentido, quem aspira, aspira algo, portanto o complemento do verbo é o objeto direto “o pó”, que não apresenta preposição.

2. Esses homens apenas aspiram ao lucro.

Agora, o verbo aspirar significa desejar, almejar. Nesse sentido, quem aspira, aspira a alguma coisa, por isso o complemento do verbo é o objeto indireto “ao lucro”, introduzido pela preposição a.

Por meio desses dois exemplos já é possível perceber como a mudança de regência de um verbo pode acarretar também na mudança de seu sentido. 

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Ponto de exclamação – o que é e como usar

O ponto de exclamação é o sinal que fundamentalmente marca algum tipo de ênfase que se pretende dar à sentença. Normalmente indica altissonância e exaltação de espírito e pode apresentar diversos valores semânticos.

Normalmente é utilizado nos seguintes casos:

1. Para exprimir espanto, surpresa, alegria, admiração, entusiasmo, cólera, dor, súplica etc.

– Que bebê fofo!

– Por favor, me perdoe!

2. Após interjeições e onomatopeias:

Valha-me Deus!

– Correu tanto que o seu coração parecia que ia sair pela boca… tum-tum! tum-tum!

3. Após vocativos enfáticos (substitui a vírgula):

– “Ai! Morena! És tão bela… perdi-me!” (Álvares de Azevedo)

João Pedro! quem quebrou este jarro?

Neste caso, é possível que venha letra minúscula após o ponto de exclamação.

4. Após verbo no imperativo:

Saia daqui agora!

Pare com essas brincadeiras!

5. Em frases volitivas (que exprimem desejo):

– Deus te ouça!

Desejo que você seja muito feliz!

6. Combinado com o ponto de interrogação para acentuar a inflexão da voz num tom de surpresa, admiração (?! ou !?):

– Você chegou atrasado no primeiro dia de trabalho!? 

– Como pode ser tão hipócrita assim?!

7. Combinado com reticências, o que lhe acrescenta um tom de incerteza, malícia, ironia ou outro sentimento:

– Coitada!… Quem poderia imaginar que acabaria assim?

– Estou muito feliz! Você nem sabe o quanto…!

8. Repetido (duas ou mais vezes) para marcar um reforço especial na duração ou intensidade da voz:

– Que golaço desse cara!!!

– Canalhas!!!!! Me vingarei de todos!!!

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Parênteses: como e quando usar

Os parênteses são sinais de pontuação empregados, normalmente, para isolar palavras, expressões ou frases que não se encaixam na sequência lógica do enunciado. Por essa razão, a informação trazida pelos parênteses é dispensável e pode ser retirada da frase sem que haja alteração no sentido dela.

Muito parecidos com os travessões e as vírgulas, os parênteses são empregados para:

1. Adicionar uma explicação circunstancial:

– Para Saussure, o signo linguístico é formado por duas partes: o significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o significado (conceito ou ideia).

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Período simples e composto: características e diferenças

Período é uma frase formada por uma ou mais orações, por isso deve apresentar pelo menos um verbo ou locução verbal.

O início do período se dá com a letra maiúscula que inicia a frase e termina em ponto, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências.

Exemplos de períodos:

– Durante as suas férias, conheceu todo o Sul do Brasil.

– A jornalista garantiu que chegará a tempo!

Seria este o homem dos meus sonhos?

Perceba que todas as frases acima são orações, pois apresentam um ou mais verbos, começam com letra maiúscula e terminam com algum tipo de pontuação. Dessa forma, cada uma dessas três frases constituem um período.

O período também pode ser classificado em simples e composto. Veja a diferença a seguir.

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Complemento nominal – o que é e como identificar?

O complemento nominal é um termo integrante da oração que completa o sentido de certos nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio terminado em -mente).

É obrigatoriamente regido por preposição e normalmente tem valor semântico passivo, ou seja, a ação recai sobre ele. Exemplo:

– Temos certeza da vitória.

O complemento nominal é da vitória, pois liga-se ao substantivo certeza, está acompanhado da preposição de e tem valor semântico passivo, pois quem tem a certeza (sujeito agente) é o sujeito oculto nós.

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Orações intercaladas – o que é e como identificar?

Orações intercaladas, também chamadas de interferentes, são aquelas que acrescentam um comentário em relação ao que está sendo dito em outra oração e não exercem função sintática no período.

Tais orações aparecem sempre isoladas por vírgula, travessão, parênteses ou colchete e o comentário que realizam costuma ser uma opinião, observação, desejo, desculpa, ressalva ou advertência do emissor.

Exemplo de oração intercalada:

– Tu necessitas (mais uma vez eu digo) de bom-senso.

Perceba que temos duas orações no período acima:

1. Tu necessitas de bom-senso.

2. mais uma vez eu digo.

A primeira é a que contém a mensagem principal que se quer passar; a segunda, no entanto, foi incorporada à primeira com os parênteses para acrescentar um comentário.

Portanto, chamamos a segunda de oração intercalada, e por não haver conectivo para ligá-la à primeira, foi incorporada a ela por justaposição. Dessa forma, podemos dizer que as orações intercaladas são um tipo de oração justaposta.

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Aspecto verbal – definição e exemplos

Aspecto verbal é uma categoria gramatical que trata do tempo gasto na duração do processo verbal.

Esse tempo é expresso de acordo com o ponto de vista do locutor e pode ser considerado concluído (resultado da ação) ou não concluído (começo, duração ou repetição da ação).

Exemplos:

– A criança começou a andar. (tempo do verbo começar: pretérito) 

– A criança começará a andar. (tempo do verbo começar: futuro)

Apesar de as duas formas verbais estarem em tempos diferentes, o aspecto é o mesmo, pois nos dois casos trata-se do início da ação de falar. Portanto, na primeira oração, temos início da ação de falar no passado e, na segunda oração, temos início da ação de falar no futuro. Ou seja, aspecto e tempo coexistem.

Tipos de aspecto verbal

Os aspectos verbais dividem-se em quatro, sendo que três deles apresentam subdivisões. Acompanhe:

1. Imperfectivo: o processo verbal não tem limites claros e seu prolongamento é impreciso. Subdivide-se em:

a) inceptivo / incoativo: algo está em seu início.

Começou a reclamar da vida.

Passou a fazer curso de Filosofia.

b) cursivo / durativo: algo teve um início e continuou ou continua, sem conclusão, ignorando limites de início e fim.

– O discurso permanece igual.

– O aluno tem estudado muito a Língua Portuguesa.

c) terminativo / conclusivo: indica a conclusão de um fato.

– O jogo acabou.

Conseguimos fazer todos os exercícios.

2. Perfectivo: o processo verbal está concluso, finalizado. Subdivide-se em:

a) pontual: o fato ocorre no momento da declaração ou o seu fim ocorre tão logo ele inicie.

– A criança se levantou e caiu.

Estou dirigindo agora, depois eu te ligo.

b) resultativo: resultado que decorre da conclusão de uma ação.

– Depois da reunião, o discurso está decidido.

– A atitude dos políticos irá impactar o Congresso.

c) cessativo: interrupção de um processo no presente.

Cale a boca!

Pare de falar tantas besteiras.

3. Iterativo / frequentativo: o processo verbal indica repetição, hábito, costume, frequência. Subdivide-se em:

a) iterativo imperfectivo: ação repetida com duração.

Estão falando mal de você!

– Maria costuma meditar pelas manhãs.

b) iterativo perfectivo: um coletivo de ações pontuais.

– Já caí muitos tombos na vida.

Acordei muitas vezes em braços alheios.

4. Indeterminado: trata de verdades absolutas ou tomadas como tal, científica, religiosa ou culturalmente. Não apresenta subdivisões.

– Quem cala consente.

– Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

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Prefixos gregos e latinos

O prefixo é um tipo de morfema que se posiciona antes do radical para formar novas palavras. A depender do contexto, o prefixo também pode mudar de sentido e sofrer alomorfia (mudança de forma).

Na palavra despedaçar, por exemplo, o prefixo des- significa partir, dividir; mas na palavra desinquieto, o des- significa intensificação. Por outro lado, esse mesmo prefixo sofre alomorfia quando forma palavras como decompor, distenso e difícil.

Os prefixos podem ser tanto de origem grega quanto latina. Veja os principais a seguir.

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