Pouca gente sabe, mas uma das maiores polêmicas sobre a Reforma Ortográfica aconteceu no Acre. O debate mexeu com a identidade regional e envolveu até o governo do estado e uma consulta a toda a população local. Neste artigo, vamos explicar o que aconteceu. Vamos lá!

Iano x Eano

A confusão aconteceu, porque, segundo o Acordo Ortográfico, palavras que terminam com vogal átona “e” ou “i” obrigatoriamente devem formar sufixo “iano”.

Dessa forma, quem nasceu no estado do Norte passaria a ser acriano e não acreano, como de costume.

ex¹: Os cidadãos acrianos não gostaram das mudanças na ortografia do português.

ex²: O governo acriano se revoltou contra a Reforma Ortográfica.

A volta do acreano

A revolta foi tão grande que, em 2016, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), atendendo a uma consulta pública realizada com a população, criou uma lei que restaurava o termo “acreano”.

Na época, a chefe da Casa Civil do Acre, Márcia Regina, defendeu que o gentílico era parte do patrimônio histórico e cultural dos acreanos.

Esse episódio demonstra que um idioma é muito mais do que um amontoado de regras. Ele tem uma conexão direta com a cultura e as tradições dos falantes. Por isso, as mudanças devem, na medida do possível, estarem ligadas ao uso da língua. Alterações feitas em gabinetes fechados tendem a ser bastante ineficientes.

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