A imagem mostra um texto. Em cima, há uma tarja, na qual está escrito: ponto final: dentro ou fora das aspas?
Onde colocar o ponto final?

Quando usamos as aspas, o ponto que encerra a frase deve ficar dentro ou fora delas? Neste artigo, vamos acabar de vez com essa dúvida.

Dentro das aspas

De acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra, quando as aspas abrangem todo o período, sentença, frase ou expressão, o ponto deve ficar dentro delas.

ex: : “Eu decidi ficar com amor. O ódio é um fardo muito grande para carregar.” (Martin Luther King)

Fora das aspas

Cunha e Cintra explicam que, quando as aspas se aplicam somente a parte de uma frase, o ponto deve ficar fora delas.

Ex: O poeta espera a hora da morte e só aspira a que ela “não seja vil, manchada de medo, submissão ou cálculo”.

Regra para citações

De acordo com Napoleão Mendes de Almeida, no fim de uma citação, o sinal de pontuação ficará dentro das aspas se pertencer à própria citação. Dito de outra forma, se representar a fala de outra pessoa, diferente do autor do texto.

ex: Ele perguntou: “Você vai?”

Já se a citação for do próprio autor, o ponto deve vir depois das aspas. Nesse caso, a frase representa uma fala do próprio escritor.

ex: Por que você não disse “eu vou”?

Resumo

Para ajudar você a guardar todas as regras enumeradas pelos três gramáticos, preparamos um mapa mental sobre tema:

A imagem mostra um mapa mental de quando usar o ponto final dentro e fora das aspas.

Quando usar as aspas

Segundo Napoleão Mendes de Almeida, usam-se as aspas, principalmente, em três situações:

a) No princípio e no fim de citações:

ex1: “Agir na paixão é embarcar durante a tempestade.”

ex2: “Muito ajuda quem não atrapalha.”

b) Para distinguir palavras ou expressões estranhas ao nosso vocabulário:

ex1: Pedro vive em um verdadeiro “dolce far niente”.

ex2: Essa é uma condição “sine qua non” para resolver o problema.

c) Para dar destaque ou chamar atenção para determinada expressão:

ex1: A palavra “mandar” nem sempre significa o mesmo que “enviar”.

ex2: “Paciente” pode ser um substantivo ou um adjetivo.

Origem das aspas

O sinal, que também é conhecido como vírgulas dobradas ou coma, teve seu uso documento a partir de 1516.

Elas funcionavam como marcas de citação. Antes da sua criação, as citações eram destacadas no texto por meio do uso de um formato ou uma cor diferente de letra

Na língua portuguesa, já se tinha registro do uso das aspas desde 1606, como mostra a Ortografia da língua portuguesa, de Duarte Nunes de Leão.