Por Pedro Valadares

Autor: admin (Page 1 of 63)

Acento circunflexo – quando usar?

O acento circunflexo é um sinal diacrítico (ou notação lexical) que pode ser utilizado sobre as vogais a, e ou o para indicar que a sílaba tônica de uma palavra deve ter o timbre fechado.

O som emitido por esse acento gráfico é o oposto do que é emitido pelo acento agudo, que tem o timbre aberto. Duas boas palavras que diferenciam muito bem esses dois fonemas são:

avô (com acento circunflexo e timbre fechado);

avó (com acento agudo e timbre aberto).

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Ortoépia e prosódia – definição e exemplos

Ortoépia e prosódia são assuntos da gramática ligados à fonologia, à ortografia e à acentuação.

Provavelmente você já ouviu alguém falar “morTANdela”, “aDEvogado”, “menDINgo”, “RÚbrica”… Porém, todas essas escritas e pronúncias estão em desacordo com a norma culta da língua portuguesa, que as registra assim: “mortadela”, “advogado”, “mendigo”, “rubrica” (em negrito estão as sílabas tônicas).

Portanto, para todos que desejam falar e escrever corretamente as palavras, o estudo da ortoépia e da prosódia é essencial.

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Norma culta – o que é e por que estudá-la?

Desde a pré-história, o ser humano sente a necessidade de se comunicar para sobreviver. Por essa razão, a linguagem foi sendo cada vez mais desenvolvida e, consequentemente, moldada para ser uma língua (idioma), o que permitiu a perpetuação de diversas culturas através do tempo e do espaço.

Língua é um instrumento social à disposição do falante e também uma das formas encontradas pelo homem de organizar a linguagem. Essa organização se dá, principalmente, por meio da gramática normativa, que regista a norma culta.

Porém, a língua é mutável e está sujeita à ação do tempo e do meio, refletindo as diferenças individuais de cada falante. É por isso que existem os níveis de fala, os quais podem ser: culto, coloquial, literário, regional etc. De todos esses, o que é mais ensinado nas escolas e também o mais cobrado em concursos e provas em geral é o culto, o qual requer estudo profundo das normas gramaticais.

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Coesão textual – tipos e exemplos

Coesão textual é a estratégia de conexão entre as partes do texto. Ela é feita, basicamente, empregando pronomes, conjunções, sinônimos e outros elementos textuais de retomada.

Portanto, a coesão faz com que as palavras estejam bem conectadas em uma progressão de compreensão simples. Isso garante a amarração de cada parágrafo, estruturalmente falando, a fim de que seu texto não fique com frases soltas.

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Coerência textual – tipos e exemplos

Coerência textual consiste na garantia da relação lógica entre as ideias de um texto. Assim dizemos que um texto está coerente quando é possível entendê-lo de forma clara, sem contradições.

Para que isso ocorra no seu texto, é importante que você observe com atenção alguns pontos essenciais para a manutenção da coerência. São eles: 

  • Inter-relação entre os elementos do texto: todas as partes do texto devem estar inter-relacionadas. Ou seja, não fuja bruscamente do tema, tampouco mude bruscamente de assunto em parágrafos próximos. Tente realizar uma transição gradual entre os assuntos do texto. 
  • Progressão de ideias: fale sobre as novas faces do mesmo assunto, mas evite a repetição de ideias já mencionadas. Você deve conduzir o leitor para os demais elementos possíveis dentro do assunto em questão com cuidado para não ser prolixo e redundante.
  • Aprofundamento de conceitos: desenvolva de maneira mais aprofundada aquilo que você defende. Dizer apenas que concorda ou não ou que algo é certo ou errado, por exemplo, não basta. Explique de maneira detalhada as suas ideias.
  • Não contradição: não seja contraditório ao abordar a sua temática. Demonstre anuência em relação a um ponto de vista, pois o seu posicionamento deve ficar claro para o seu leitor.
  • Fundamentação de ideias: todo novo argumento de um texto deve estar fundamentado. Isso significa que é importante mostrar qual é o órgão, a instituição e/ou a pessoa notável que defende o mesmo que você, quais são os estudos e pesquisas que comprovam o seu argumento, quais são os exemplos reais e amplamente conhecidos que ilustram o que você defende etc.
  • Consistência e relevância: apresente argumentos consistentes, isto é, que façam sentido; e também apresente argumentos relevantes, que causem algum impacto em relação ao tema. Fuja dos clichês e dos achismos.
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Elementos da comunicação – definição e exemplos

O propósito primeiro de qualquer linguagem é gerar comunicação

Você, inclusive, já deve ter percebido que o ato de comunicar é realizado por algo ou alguém e consiste em transmitir uma mensagem para um determinado público-alvo podendo utilizar tanto a linguagem verbal quanto a linguagem não verbal. Além disso, todo esse processo ocorre dentro de um contexto e necessita da intermediação de algum canal.

Dessa forma, podemos perceber que o processo de comunicação necessita de seis elementos básicos para existir, os quais são:

A imagem mostra a relação entre os elementos da comunicação: emissor, mensagem, referente, código, canal e receptor.
A imagem acima mostra a relação entre os elementos da comunicação

1. Emissor

Também chamado de locutor ou falante, o emissor é o remetente da mensagem, ou seja, é quem a transmite para um ou mais receptores. Exemplos de emissores: uma pessoa, um grupo de pessoas, uma empresa, uma marca, uma organização, etc.

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Funções e usos do “como”

O vocábulo como, da mesma forma que diversos outros vocábulos da língua portuguesa, apresenta muitas classificações morfológicas e sintáticas.

Para identificar corretamente a sua classificação, é indispensável analisar o contexto em que está inserido. Portanto, veja abaixo as classificações possíveis para o vocábulo como, além de suas variações semânticas.

1. Substantivo

O como será substantivo sempre que aparecer acompanhado de algum determinante (artigo, adjetivo, pronome ou numeral). Neste caso, poderá exercer todas as funções sintáticas próprias de substantivo.

– Já sabemos tudo sobre o como. Estamos prontos para a prova!

– Este “como” está ambíguo.

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Regência nominal – o que é, principais casos e exemplos

Regência nominal é a relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus possíveis complementos, o que geralmente ocorre por meio de preposição.

Exemplos de regência nominal:

– O acesso aos comprovantes se dá por meio do aplicativo. (substantivo acesso pede a preposição a)

– O professor está orgulhoso de seus alunos. (adjetivo orgulhoso pede a preposição de)

– O guerreiro reagiu favoravelmente a seus adversários. (advérbio favoravelmente pede a preposição a)

Como existem inúmeros casos de regência nominal, veja a seguir algumas dicas que podem te ajudar a deduzir a regência de um nome.

Nome derivados de verbos

Muitos nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Portanto, conhecer o regime de um verbo significa conhecer o regime dos nomes cognatos na maioria das vezes.

Um bom exemplo é o verbo obedecer. Tanto ele quanto os nomes derivados dele são regidos por complementos introduzidos pela preposição a. Observe:

– Quem obedece, obedece a algo ou a alguém. (Regência verbal)

– Quem é obediente, é obediente a algo ou a alguém. (Regência nominal)

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Regência verbal – conceito e principais casos

Regência verbal é a relação entre o verbo e os seus possíveis complementos, o que pode ou não ocorrer com auxílio de preposição.

O verbo é considerado o termo regente e os seus complementos são os termos regidos. Como complementos do verbo temos o objeto direto (não preposicionado) e o objeto indireto (preposicionado). Veja por qual tipo de verbo cada um deles é exigido:

– Verbo transitivo direto (VTD): exige apenas objeto direto;

– Verbo transitivo indireto (VTI): exige apenas objeto indireto;

– Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): exige tanto o objeto direto quanto o objeto indireto.

Obs.: verbos intransitivos não exigem complemento.

Confira alguns exemplos de regência verbal:

1. Este aparelho aspira o pó.

Aqui o verbo aspirar significa sorver, sugar. Nesse sentido, quem aspira, aspira algo, portanto o complemento do verbo é o objeto direto “o pó”, que não apresenta preposição.

2. Esses homens apenas aspiram ao lucro.

Agora, o verbo aspirar significa desejar, almejar. Nesse sentido, quem aspira, aspira a alguma coisa, por isso o complemento do verbo é o objeto indireto “ao lucro”, introduzido pela preposição a.

Por meio desses dois exemplos já é possível perceber como a mudança de regência de um verbo pode acarretar também na mudança de seu sentido. 

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Ponto de exclamação – o que é e como usar

O ponto de exclamação é o sinal que fundamentalmente marca algum tipo de ênfase que se pretende dar à sentença. Normalmente indica altissonância e exaltação de espírito e pode apresentar diversos valores semânticos.

Normalmente é utilizado nos seguintes casos:

1. Para exprimir espanto, surpresa, alegria, admiração, entusiasmo, cólera, dor, súplica etc.

– Que bebê fofo!

– Por favor, me perdoe!

2. Após interjeições e onomatopeias:

Valha-me Deus!

– Correu tanto que o seu coração parecia que ia sair pela boca… tum-tum! tum-tum!

3. Após vocativos enfáticos (substitui a vírgula):

– “Ai! Morena! És tão bela… perdi-me!” (Álvares de Azevedo)

João Pedro! quem quebrou este jarro?

Neste caso, é possível que venha letra minúscula após o ponto de exclamação.

4. Após verbo no imperativo:

Saia daqui agora!

Pare com essas brincadeiras!

5. Em frases volitivas (que exprimem desejo):

– Deus te ouça!

Desejo que você seja muito feliz!

6. Combinado com o ponto de interrogação para acentuar a inflexão da voz num tom de surpresa, admiração (?! ou !?):

– Você chegou atrasado no primeiro dia de trabalho!? 

– Como pode ser tão hipócrita assim?!

7. Combinado com reticências, o que lhe acrescenta um tom de incerteza, malícia, ironia ou outro sentimento:

– Coitada!… Quem poderia imaginar que acabaria assim?

– Estou muito feliz! Você nem sabe o quanto…!

8. Repetido (duas ou mais vezes) para marcar um reforço especial na duração ou intensidade da voz:

– Que golaço desse cara!!!

– Canalhas!!!!! Me vingarei de todos!!!

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