Por Pedro Valadares

Autor: admin (Page 2 of 56)

Orações coordenadas – conceito e exemplos

As orações coordenadas são aquelas que exercem relação de independência sintática uma da outra, apesar de serem dependentes semanticamente. Em outras palavras, ligam-se pelo sentido ao mesmo tempo em que cada uma possui estrutura sintática completa.

Quando falamos de estrutura sintática completa, quer dizer que cada oração possui, pelo menos, sujeito (ainda que esteja oculto) e predicado. No caso das orações sem sujeito, estas apresentam apenas predicado.

Além disso, por apresentarem dois ou mais verbos, podemos dizer que as orações coordenadas constituem um período composto por coordenação

Existem dois tipos de orações coordenadas: as assindéticas e as sindéticas. Vejamos cada uma a seguir.

Orações coordenadas assindéticas

As orações coordenadas assindéticas são aquelas que não possuem síndeto. O prefixo a- significa “não”, e síndeto vem do grego “sýndetos”, que significa “conjunção” ou “conectivo”, logo “assindética” significa ausência de conjunção.

Exemplo:

Faz muito frio lá fora – leve agasalho!

1ª oração: Faz muito frio lá fora;

2ª oração: leve agasalho!

Perceba que não há nenhuma conjunção ligando essas duas orações, por isso ambas são classificadas como orações coordenadas assindéticas.

Outros exemplos:

Subo por uma velha escada de madeira mal iluminada, chego a uma espécie de salão. (Moacyr Scliar)

Grita, sacode a cabeleira negra, agita os braços, para, olha, ri. (Érico Veríssimo)

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Aberto x Abrido – qual a forma correta?

A grafia correta é aberto. A palavra abrido não existe e não pode ser usada como particípio do verbo “abrir”. Neste artigo, vamos explicar por que só a primeira forma está certa. Vejamos!

Particípio

Antes de qualquer coisa, vamos rememorar o que é o particípio. Trata-se de uma das formas nominais do verbo. Ele representa uma ação já finalizada e apresenta, normalmente, terminação “-ado” ou “-ido”.

ex: comprado, imprimido, pagado, chegado, partido, morrido, etc.

Em determinadas circunstâncias, o particípio pode assumir função de adjetivo ou advérbio. 

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Correlação verbal – conceito e exemplos

Correlação verbal é a uniformidade entre tempos e modos verbais num período composto por subordinação. Seu objetivo é evitar incoerências na estruturação de frases, como ocorre no exemplo a seguir:

– Se eu fosse rico, compro uma casa.

Perceba que o primeiro verbo está no pretérito imperfeito do subjuntivo – o que indica uma hipótese –, e o segundo está no presente do indicativo – o que indica certeza.

Essa mistura entre hipótese e certeza numa mesma sentença acaba por fugir da lógica esperada na afirmativa.

Portanto, a correlação de tempos e modos verbais trata dessa necessidade de uma lógica na semântica entre os verbos de uma oração.

Lista de correlações verbais

Vejamos, então, algumas possibilidades de articulação correta entre os tempos e modos verbais numa frase.

1) Correlação verbal quando a oração principal está no tempo presente:

a) presente do indicativo + presente do indicativo:

– Eu sei que você come muito durante as festas. 

b) presente do indicativo + futuro do presente do indicativo:

– Eu sei que você comerá muito durante as festas.

c) presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo:

Espero que ele tenha trazido um presente para mim.

d) presente do indicativo + presente do subjuntivo:

Espero que ele traga um presente para mim.

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Chego x Chegado – qual a forma correta?

A grafia correta é chegado. A palavra chego não existe e não pode ser usada como particípio do verbo “chegar”. Neste artigo, vamos explicar por que somente a primeira forma é aceita. Vejamos!

Particípio

Antes de continuar, vamos lembrar o que é o particípio. Trata-se de uma das formas nominais do verbo. Ela indica uma ação já finalizada e apresenta, normalmente, terminação “-ado” ou “-ido”.

Muitas vezes, o particípio assume função de adjetivo ou advérbio. 

ex: imprimido, morrido, pagado, chegado, partido, comprado, etc.

Particípio regular x Particípio irregular

Os verbos podem ter dois tipos de particípio: regular e irregular. Também podem ser verbos abundantes (possuem os dois tipos de particípio).

particípio regular é terminado em “-ado” ou “-ido”. A maior parte dos verbos apresenta esse tipo de particípio, como vimos acima.

Em contrapartida, o particípio irregular, em geral, é formado pelo radical do verbo e pelos sufixos “-to” e “-so”.

ex: escrito, pago, visto, feito, coberto.

Ademais, os verbos abundantes são aqueles que têm os dois tipos de particípio.

ex: morrido x morto, pago x pagado, salvado x salva, impresso x imprimido .

Chegado

Nesse contexto, vale dizer que chegar não é um verbo abundante. Dito de outra forma, ele possui apenas uma forma de particípio, que é o particípio regular chegado. Assim, vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Antes da festa começar, ele já tinha chegado.
  • Se até às 16h eu ainda não tiver chegado, vocês podem começar a reunião sem mim.
  • A essa hora, já era para João ter chegado.

Gênero

Vale ressaltar que o particípio pode ser utilizado como adjetivo ou substantivo. Nesse âmbito, ele apresenta flexão de gênero e de número:

  • Chegada a hora, estávamos preparados para o desafio.
  • Era chegada a oportunidade de mudarmos o rumo dessa história.

Quando usar “chego”?

A palavra chego é a conjugação do verbo “chegar” na primeira pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Sempre que eu chego em algum lugar, gosto de cumprimentar todas as pessoas.
  • Eu chego cedo todo dia na academia.
  • Hoje eu chego na hora marcada. Pode confiar.

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Gostou do texto? Então, vale a pena ler também os seguintes artigos:

80 pares de parônimos e homônimos

A Língua Portuguesa tem algumas peculiaridades. Uma delas são as palavras que possuem grafias iguais ou parecidas, mas significados diferentes.

Há casos em que o sentido é até mesmo contrário. Esses casos são conhecidos como homônimos e parônimos. Vejamos mais detalhadamente esses conceitos.

Homônimos

Homônimos são palavras iguais com sentidos diferentes. Eles se dividem em três categorias:

  • Homônimos perfeitos: têm grafias e som iguais. Ex: manga (de camisa) e manga (fruto) ou bote (o bote da cobra) e bote (tipo de barco).
  • Homônimos homógrafos: têm a mesma grafia, mas a pronúncia é diferente. Ex: Ele (pronome) e Ele (letra ‘L’) ou almoço (refeição) e almoço (verbo: eu almoço).
  • Homônimos homófonos: têm a mesma pronúncia, mas a grafia é distinta. Ex: sessão (de cinema) e seção (departamento de loja) ou senso (bom senso) e censo (levantamento de dados).

Parônimos

Os parônimos, por sua vez, são palavras similares na grafia e/ou na pronúncia. Vejamos abaixo alguns exemplos:

  • Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
  • Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico)
  • Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
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Preposição – definição e classificações

Preposição é a palavra invariável que tem como função estabelecer uma relação entre dois termos de uma oração.

Nesse sentido, segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, as palavras conectadas passam a funcionar de tal modo que a primeira (antecedente) é explicada ou completada pela segunda (consequente). Vejamos alguns exemplos:

  • Vou a Brasília.
  • Eles saíram do carro.
  • O gato entrou pela janela.

Neste artigo, vamos falar mais sobre essa classe gramatical. Vejamos!

Índice do artigo:

Semântica e Sintaxe

De acordo com Fernando Pestana, do ponto de vista semântico, a preposição estabelece determinadas relações de sentido, que são dependentes do contexto. Afinal, por si só, a preposição é vazia de sentido. Vejamos alguns exemplos:

  • Joana falou a Jorge.
  • Joana falou após Jorge.
  • Joana falou contra Jorge.
  • Joana falou de Jorge.
  • Joana falou sobre Jorge.

Percebeu como a troca do conectivo alterou o sentido da frase?

Já do ponto de vista sintático, é importante destacar que as preposições não exercem função sintática alguma. Contudo, elas participam do sistema de transitividade verbal e nominal, introduzindo os complementos. Vejamos:

  • Eu discordo dos seus argumentos. (introduz o complemento verbal)
  • Esse tipo de programa é impróprio para menores de idade. (introduz o complemento nominal)

Pestana reforça que o papel da preposição é subordinar um termo a outro. Dessa forma, o primeiro (que vem antes do conectivo) é subordinante, e o segundo (que vem após o conector) é subordinado.

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Maça, maçã e massa – quando utilizar cada termo?

As palavras maça, maçã e massa existem na língua portuguesa, mas possuem significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada termo.

Maça

Maça é um substantivo feminino que indica um bastão de metal ou madeira. Esse instrumento pode ser usado como uma arma (uma clava) ou como um elemento ornamental (veja na imagem abaixo a maça cerimonial britânica).

O imagem mostra um senhor segurando a maça cerimonial britânica.
Fonte da imagem: Site Renacença
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Em meio à pandemia ou a pandemia – tem crase?

A expressão correta é “em meio à pandemia“, com crase. Neste artigo, vamos explicar porque devemos utilizar o acento grave neste caso. Vejamos!

O que é a crase?

Antes de seguirmos, vamos rememorar o que é a crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

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Hífen com o prefixo “mini” – quando utilizar?

O uso do prefixo mini sempre gera muitas dúvidas. Afinal de contas, os substantivos compostos com esse termo devem ou não ser separados com hífen? Neste artigo, respondemos esta questão. Vamos lá!

Com hífen

Usa-se hífen com palavras iniciadas com prefixo “mini” se o termo posterior começar com I ou H.

Ex: mini-incidente, mini-histórico, mini-hotel, mini-internato, etc.

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