Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

Autor: admin (Page 2 of 83)

Despesa x Despeza – qual a forma correta?

A forma correta é despesa, com “s”. A palavra despeza, com “z”, não existe e está errada. Neste artigo, vamos fazer uma análise da palavra. Vejamos!

Origem, significado e classificação

O vocábulo despesa vem do latim dispensa. O termo é um substantivo feminino, que designa a ação de despender, de realizar um gasto ou de empregar tempo e dinheiro em algo.

Trata-se de uma palavra paroxítona (a antepenúltima sílaba é a tônica) e trissílaba (possui três sílabas: des-pe-sa).

Vale destacar que, na língua portuguesa, quando a letra “s” está entre vogais, ela tem som de “z”.

É importante ressaltar que a palavra também indica a conjugação do verbo despesar na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo e na 2ª pessoa do imperativo afirmativo:

Presente do indicativo

  • Eu despeso
  • Tu despesas
  • Ele despesa
  • Nós despesamos
  • Vós despesais
  • Eles despesam

Imperativo afirmativo

  • Despesa tu
  • Despese ele
  • Despesemos nós
  • Despesai vós
  • Despesem vocês
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Alfabetização de crianças autistas – métodos e desafios

O processo de alfabetização é a etapa mais importante do desenvolvimento infantil. É por meio dela que a criança cria a habilidade da leitura e da escrita e passa a se expressar através de textos e frases, no entanto, a metodologia nem sempre é igual para todos, e a alfabetização de crianças autistas pode e deve ocorrer de maneira diferenciada.

Neste artigo, vamos falar sobre os desafios e métodos da alfabetização de crianças autistas. Confira!

Como se dá a alfabetização de crianças autistas?

As crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm características individuais e percebem o mundo de maneira diferente. Por esse motivo, é importante que os educadores investiguem as principais dificuldades e o desenvolvimento linguístico de cada uma delas.

É fundamental que os pais e profissionais da educação trabalhem em conjunto para que seja feita uma avaliação completa de cognição e psicomotricidade da criança com autismo, a fim de se criar métodos de alfabetização que se adequem às necessidades dela.

Para que a criança autista seja capaz de assimilar as habilidades necessárias para o processo de alfabetização, é imprescindível que se ocorra uma estimulação adequada, isto é, uma técnica que auxilie no processo de aprendizagem, como é o caso da metodologia fônica, que ensina os sons das letras antes da pronúncia de cada palavra.

Apresentar aos alunos com TEA o som das letras é uma tática que visa mapear a fala, tornando o método de alfabetização mais compreensível e concreto.

A maioria das crianças com autismo possui dificuldades no momento do aprendizado, entre elas, a organização e compreensão da linguagem, o bloqueio da atenção e a falta de entendimento dos sentimentos do outro. Por essa razão, é fundamental que as estratégias respeitem a forma como o cérebro da criança se comporta. 

Logo, trabalhar a sonorização das letras é uma maneira de fazer com que o cérebro assimile o som, antes mesmo de a criança conseguir pronunciar a palavra. Dessa forma, o aspecto cognitivo é beneficiado e os resultados tendem a ser satisfatórios. 

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Adentro x A dentro – quando usar cada um?

Ainda que possuam grafias muito parecidas, algumas expressões na Língua Portuguesa possuem significados diferentes. É o caso da dupla adentro e a dentro. Neste artigo, vamos mostrar como e quando utilizar cada uma. Vejamos!

Adentro – quando usar?

O vocábulo adentro é um advérbio que tem o sentido de “em direção ao interior de algo”, “dentro de”, “no meio de”, dentre outros. 

É uma palavra gerada a partir da formação por uma justaposição, isto é, combinação da vogal “a” + a palavra “dentro”. O termo tem como antônimo o vocábulo “afora”. Vejamos alguns exemplos com o uso dele:

  • Ela fugiu de casa pela noite adentro.
  • Ele empurrou toda a bebida pela goela adentro.
  • Vou trabalhar pela madrugada adentro.
  • Eles saíram pela viela adentro.

O termo adentro também pode funcionar como a conjugação do verbo adentrar na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Eu adentro
  • Tu adentras
  • Ele adentra
  • Nós adentramos
  • Vós adentrais
  • Eles adentram
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Alfabetização e psicomotricidade – qual a relação?

Você sabe de que maneira a psicomotricidade contribui para a alfabetização? Neste artigo vamos pontuar os principais benefícios de se alfabetizar em conjunto com os exercícios psicomotores. Confira!

Qual o objetivo da psicomotricidade na alfabetização?

Psicomotricidade e alfabetização são duas áreas interligadas no que diz respeito à educação, isso porque, antes de uma criança ler ou escrever, ela precisa ter o domínio do próprio corpo.

Ao apresentarmos uma folha de papel para um aluno, antes de mais nada, precisamos ensiná-lo a dimensão de espaço das linhas do caderno, a superfície que ela ocupa, a forma de conduzir o lápis. E tudo isso se dá por meio da psicomotricidade. 

O período de alfabetização é, sem dúvida, um dos mais importantes no processo de crescimento de um indivíduo e é papel da escola e dos pais tornar essa etapa mais proveitosa e agradável. 

A criança, desde os primeiros meses de vida, passa a ter noção do mundo por intermédio dos movimentos corporais: ela se arrasta no chão, engatinha, toca nos objetos, leva-os à boca, ou seja, explora o seu arredor com o auxílio do corpo. 

Quando ingressa na escola, esse desenvolvimento continua, porém com a introdução da leitura e da escrita, ou seja, o conhecimento das letras, números, atividades em grupos, jogos, dentre outros. 

O desenvolvimento motor é o antecessor de todas as demais áreas, isto é, para ler e escrever bem, para a progressão do raciocínio, concentração e memória, é necessário, primeiramente, ter-se o controle corporal, e isso só é possível através da psicomotricidade.

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Fases da leitura – quais são e como diferenciar?

É muito comum associarmos a alfabetização apenas à decodificação de letras e sons, porém o processo é muito mais abrangente, envolvendo a leitura, escrita e a interpretação de textos. Neste artigo, vamos mostrar todas as fases ou estágios da leitura e mostrar suas principais características. Confira!

Quais são as etapas de desenvolvimento da leitura?

O primeiro contato com a leitura pode ocorrer ainda antes do nascimento. É através da contação de histórias feita pelos pais, ainda na gravidez, que a relação acontece. É chamada fase intrauterina, na qual a criança tem a proximidade com o hábito da leitura, mesmo que ainda não tenha nascido. 

Nas primeiras fases da infância, o crescimento do hábito da leitura é muito importante para a evolução do desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Por esse motivo é fundamental que os pais ou responsáveis estimulem a criança ao prazer pela leitura desde cedo. 

A habilidade de ler e escrever precisa ser motivada, pois naturalmente é mais difícil de ser construída. É necessário que a criança tenha uma relação ativa e cotidiana com a prática da leitura e escrita, para que o processo de aprendizagem seja prazeroso. 

Abaixo vamos listar as 3 fases desse processo de apresentação e interação com a leitura na alfabetização. 

Estágio Logográfico

No estágio logográfico, a criança utiliza o texto como se fosse um desenho, ou seja, ainda não tem o discernimento de distinguir os códigos e combinações de letras. 

Nesta fase, se reconhece apenas as palavras as quais possuem mais contato, como por exemplo, um rótulo, uma marca conhecida, um cartaz ou um símbolo famoso.

A criança é capaz de acionar a memória visual e fazer a ligação com o que se está vendo no momento, como é o caso da identidade visual de uma loja ou outdoor de um fast food. Porém, a identificação só ocorre por esse motivo. 

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Letramento Digital –  O que é e como fazer?

Você alguma vez já se deparou com o termo “Letramento Digital”? Sabe o que significa? Esse conceito faz referência à capacidade da leitura e escrita por intermédio dos meios digitais, isto é, ao uso da tecnologia para ensinar e aprender. 

Neste artigo, vamos abordar detalhadamente esse conceito e tirar as dúvidas que permeiam o assunto. Também vamos explorar o objetivo e as principais vantagens do seu uso para a educação. Confira! 

O que é Letramento Digital?

Com a pandemia do novo coronavírus, ficou evidente a necessidade imediata de preparação dos campos de ensino para os meios digitais. Em outras palavras, ficou clara a urgência em conduzir a educação via ensino híbrido. 

A tecnologia, antes já presente, se tornou essencial e levantou inúmeras questões acerca do ensino remoto, tanto para os alunos, quanto para os profissionais de educação de todas as áreas. 

A palavra “letramento”, que tem a sua origem pela expressão inglesa literacy, remete às letras e ao desenvolvimento da alfabetização dos educandos. O termo porém, vai além do simples processo de reconhecimento das palavras. Para haver letramento, é fundamental que se haja a compreensão dos contextos inseridos na produção de textos. 

O conceito de letramento, já presente na educação brasileira desde os anos 80, é conhecido como a capacidade de um indivíduo em ler, escrever e interpretar o que se escreve. Inclusive se refere tanto aos textos escritos, como orais e verbais. 

Logo, ele pode ser entendido como “interpretação de um todo”, permitindo que se tenha uma maior compreensão a respeito das circunstâncias comunicativas que nos envolvem.

Este conceito, quando usado com o termo “digital”, representa a competência responsável pelo entendimento dos cenários de leitura e escrita que acontecem nas esferas tecnológicas, ou seja, Letramento Digital é a aprendizagem feita através das mídias eletrônicas. 

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Crase com a palavra “terra” – quando usar?

A palavra “terra” tem muitos significados, por esse motivo, o emprego da acento grave com esse termo gera muitas dúvidas. Neste artigo, vamos esclarecer quando ocorre a crase. Vejamos!

Conceito de crase

Antes de tudo, é importante relembrarmos o que é a crase. Basicamente, trata-se da fusão entre duas vogais idênticas, representada pelo acento grave (`).

  • a + a = à.

De modo geral, a crase é empregada nas seguintes situações:

  1. encontro da preposição “a” com pronomes demonstrativos (aquilo, aquela, aquele, aquelas, aquelas);
  2. encontro dos artigos definidos “a” ou “as” com a preposição “a”;
  3. encontro da preposição “a” com o pronome demonstrativo “a”.

Significado de “terra”

O termo “terra” é apositivo e substantivo de dois gêneros, além de ser uma flexão verbo terrar (2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo e 3ª pessoa do singular do presente do indicativo).

Entre seus diversos significados, podemos destacar:

  • solo;
  • planeta, mundo (inicial maiúscula);
  • terreno;
  • lugar, região, território, localidade;
  • pátria, país de nascimento.

Crase com a palavra “terra”

Basicamente, o uso da crase com a palavra “terra” é definido a partir do significado do termo. Vejamos:

Quando não usar crase com “terra”?

Não se deve empregar a crase com a palavra “terra” quando o termo se opõe a “mar”, “bordo” e “chão” — isto é, significa “terra firme”. Veja os exemplos:

  • Desci do barco e andei até a terra.
  • Os marinheiros desceram a terra assim que o navio aportou.
  • Vamos a terra pois a bordo está muito calor.
  • Após navegar durante muitos dias, finalmente chegamos a terra.

Quando usar crase com “terra”?

A crase é empregada com a palavra “terra” em qualquer outra situação. Veja os exemplos:

  • Ela está se referindo à Terra.
  • Eu e minha família vamos à terra dos meus avós.
  • Os astronautas retornaram à Terra.
  • O pássaro voou próximo à terra.
  • Chegamos à terra natal.
  • Após uma missão espacial, ele voltou à Terra.
  • Voltamos à terra onde nascemos;

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Setecentos x Setessentos – como se escreve 700 por extenso?

A forma correta é setecentos, com “c”. A palavra setessentos, com “ss”, está errada e não existe na língua portuguesa. Neste artigo, vamos fazer uma análise deste termo. Vamos lá!

Origem e significado de setecentos

Para entender bem como se escreve 700, é importante decompor o vocábulo e entender sua origem.

A palavra “cento” vem do latim centum e indica um conjunto de 100 elementos. Nesse sentido, o termo setecentos indica 7 conjuntos de 100 elementos ou sete centos. Por isso, a grafia correta é com “c” de cento, e não com “ss”.

Essa mesma regra vale para todos os numerais que representam multiplicação de centenas:

  • 600: seiscentos
  • 800: oitocentos
  • 900: novecentos
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10 gramáticas mais vendidas do Brasil

Ter boas gramáticas é fundamental para quem quer dominar a língua portuguesa. Por isso, neste artigo, fizemos a lista das 10 gramáticas mais vendidas do país segundo dados da Amazon. Vamos lá!

1º) Novíssima Gramática da Língua Portuguesa

Essa obra é de autoria do professor Domingos Paschoal Cegalla. O foco principal da gramática são os estudantes do Ensino Médio, mas é útil para qualquer pessoa que quer se aprofundar no estudo da língua portuguesa.

Número de páginas: 776

2ª) Moderna Gramática Portuguesa

Trata-se de uma obra de um dos principais gramáticos brasileiros ainda vivos: Evanildo Bechara (membro da Academia Brasileira de Letras – ABL). Trata-se de um livro com uma linguagem mais técnica e pouco menos acessível que a gramática anterior.

Número de página: 720

3ª) Gramática normativa da língua portuguesa

Essa obra do professor Carlos Henrique da Rocha Lima teve sua primeira edição em 1957. Sua última atualização ocorreu em 2010, para incorporar as mudanças trazidas pela Reforma Ortográfica. O livro está dividido em quatro partes: fonética e fonologia, morfologia, sintaxe e rudimentos de estilística e poética, totalizando 35 capítulos.

Número de páginas: 658

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Crase com nomes próprios – quando usar?

Você já se perguntou se o uso da crase com nome próprio é correto? A resposta é: depende. Neste artigo, vamos explicar o porquê. Acompanhe a leitura!

Crase

Primeiro, vale relembrar o conceito de crase. Basicamente, trata-se da união de duas vogais iguais, assinalada pelo acento grave (`).

  • a + a = à.

Geralmente, a crase é empregada em três situações:

  1. encontro da preposição “a” com pronomes demonstrativos (aquilo, aquela, aquele, aquelas, aquelas);
  2. encontro dos artigos definidos “a” ou “as” com a preposição “a”;
  3. encontro da preposição “a” com o pronome demonstrativo “a”.

Crase com nome próprio 

Agora, vamos à explicação sobre crase com nomes próprios masculinos e femininos.

Crase com nomes próprios masculinos

Como vimos acima, a crase é caracterizada  pela fusão de duas vogais idênticas e, por esse motivo, só é empregada, em regra, diante de palavras femininas. Com isso, o acento grave não é usado com nomes próprios masculinos, salvo raras exceções. 

Por exemplo, a crase pode surgir antes de um nome próprio masculino quando a expressão “à moda de” estiver implícita na frase.

  • A música foi cantada à Roberto Carlos (A música foi cantada à moda de Roberto Carlos).
  • Você bateu uma falta à Pelé. (Você bateu uma falta à moda de Pelé).
  • Vamos comer picanha à Oswaldo Aranha no almoço (Vamos comer picanha à moda Oswaldo Aranha).

Crase com nomes próprios femininos 

Já o uso da crase com nomes próprios femininos é facultativo. Em outras palavras, o acento grave pode ou não ser utilizado quando a expressão ou o verbo diante do nome exigir a preposição “a”.

Isso porque usamos o artigo definido “a” antes de alguns nomes próprios femininos, mas não antes de outros. E, normalmente, o que define esse uso é a familiaridade com a pessoa em pauta.

Além disso, também há uma questão regional. No Sul e no Sudeste, por exemplo, o uso do artigo antes de nomes próprios é habitual. 

Em resumo, funciona da seguinte forma: caso você use o artigo definido “a” antes de nomes próprios femininos, pode empregar a crase quando a situação pedir.

  • Confessei à Carla que contei seu segredo à Maria.
  • Confessei a Carla que contei seu segredo a Maria.

Regras gerais

Por fim, existem regras válidas para os dois gêneros. São elas:

  • a crase não é empregada quando o nome de uma pessoa é mencionado formalmente;
  • a crase é empregada se, mesmo formalmente, o nome de uma pessoa for mencionado de forma carinhosa ou afetiva.

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