Por Pedro Valadares

Autor: admin (Page 3 of 59)

E-mail x Email – tem hífen?

A forma mais indicada é e-mail, com hífen. Contudo, a palavra email, sem hífen, aparece em vários dicionários de língua inglesa e, por isso, também é aceita por alguns estudiosos da língua portuguesa.

Neste artigo, vamos explicar melhor essa situação. Vejamos!

E-mail x Email

No caso da palavra aqui em análise, temos um estrangeirismo sem aportuguesamento. Contudo, tivemos uma mudança sutil na grafia.

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), enquanto, na língua inglesa, a forma mais utilizada é email, por aqui a forma reconhecida pela Academia Brasileira de Letras é e-mail.

Vale ressaltar, no entanto, que a forma email é muito difundida entre os falantes e é aceita por alguns estudiosos da língua portuguesa.

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Redação no Enem: passo a passo para a nota mil

Uma redação nota mil no Enem tornou-se o sonho de muitos jovens brasileiros nos últimos anos. No entanto, escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa nesse exame vai muito além de escrever de forma coerente e sem erros de português.

A banca do Enem possui regras bem específicas, e você deve conhecê-las para não perder ponto à toa. Portanto, veja a seguir como você será avaliado e as principais dicas que o Clube separou para você fazer uma redação nota mil no Enem!

Conheça as cinco competências do Enem 

As competências do Enem são os critérios que norteiam a avaliação da sua redação pela banca examinadora. Para cada competência, o corretor aplica uma nota de 1 a 5, sendo:

1 – Descumprimento total da competência;

5 – Desenvolvimento pleno da competência.

Vejamos cada uma.

Competência I: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

A primeira competência da Matriz de Referência do Enem avalia o domínio que o candidato possui da norma culta da Língua Portuguesa. Na prática, o que a banca espera do candidato é um léxico variado, respeito à ortografia e boas estruturas sintáticas, a fim de garantir uma leitura fluida e clara.

Contudo, é importante não confundir léxico variado, que é um amplo conhecimento e emprego de palavras, com preciosismo linguístico!

O preciosismo é um vício de linguagem que consiste no uso excessivo de palavras rebuscadas e não usuais, o famoso “falar difícil”. Muitos pensam que isso automaticamente passa certa credibilidade e demonstra domínio da língua, enquanto, na verdade, esses vocábulos afastam a clareza e a inteligibilidade imediata do leitor. Portanto, evite correr riscos e aposte numa linguagem simples, porém correta.

No mais, preocupe-se principalmente com a forma como seus períodos são construídos, certificando-se de que eles estão completos e contribuem para a fluidez da leitura. De modo geral, prefira orações na ordem direta e períodos curtos, entre duas e três linhas, no máximo. 

De qualquer forma, para dominar esta competência, não há outro caminho a não ser muita leitura e estudo da gramática normativa.

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Intertextualidade: conceito, classificações e tipos

Intertextualidade é um conceito que indica a relação entre vários textos. Ela acontece quando um autor usa referências de outras produções textuais. Isso pode ocorrer de forma explícita ou implícita.

Neste artigo, vamos detalhar esse tema e apresentar as categorias e tipos de intertextualidade. Vejamos!

Classificações da intertextualidade

A intertextualidade é dividia em duas categorias: explícita e implícita. Assim, vamos entender melhor as característica de cada um desses grupos.

Intertextualidade explícita

A modalidade explícita é aquela em que fica claro para o leitor a referência que o autor está utilizando em seu texto.

Um exemplo são as citações, que, em geral, são marcadas pelas aspas. Dessa forma, estabelece-se uma relação direta e nítida com o texto-fonte.

As principais característica dessa categoria são:

  • Fácil identificação da intertextualidade por parte do leitor;
  • Não necessidade de conhecimento prévio;
  • Relação direta com o texto original.

Intertextualidade implícita

Em contrapartida, a modalidade implícita é mais sutil. Ela envolve uma referência indireta ao texto-fonte, o que exige do leitor uma bagagem cultural maior para compreender a relação entre os textos.

Um exemplo são as alusões, que aparecem na produção textual de forma apenas sugerida, mas sem explicitação da origem.

As principais característica dessa categoria são:

  • Difícil identificação da intertextualidade por parte do leitor;
  • Necessidade de conhecimento prévio;
  • Relação indireta com o texto original.
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Concordância nominal: conheça os principais casos

Concordância nominal é a adequada flexão em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) dos determinantes que caracterizam um determinado substantivo. Os determinantes podem ser: artigos, adjetivos, numerais e pronomes.

 Exemplo de concordância nominal:

– Aquelas duas lindas moças já disputaram o Miss Brasil.

Ao classificar morfologicamente cada termo em destaque, temos:

  • Aquelas: pronome
  • duas: numeral
  • lindas: adjetivo
  • moças: substantivo

O substantivo é a peça-chave nesse tipo de concordância. Logo, pelo fato de moças estar no feminino e no plural, as demais palavras que caracterizam esse substantivo (aquelas, duas e lindas) também devem estar no feminino e no plural, conforme a regra geral de concordância nominal.

No entanto, alguns casos vão além dessa simples regra. Vejamos os principais a seguir.

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Hipertexto – o que é isso?

Hipertexto é uma forma não linear de escrita e leitura, que coloca o leitor como protagonista na construção interativa de textos. Neste artigo, vamos detalhar esse conceito. Vejamos!

Linguística e Tecnologia

Quando o computador ainda era um objeto raro na vida das pessoas, o filósofo e sociólogo americano Theodor H. Nelson criou o conceito de hipertexto, lá na década de 60.

Segundo o pesquisador, hipertexto são “escritas associadas não sequenciais, conexões possíveis de se seguir, oportunidades de leitura em diferentes direções”.

O exemplo mais claro disso são os links e hiperlinks que encontramos nos textos da internet. Eles permitem a criação de uma rede de informações que dá origem a uma experiência de leitura que pode seguir por diferentes caminhos de maneira não hierarquizada.

Nesse contexto, há o empoderamento tanto do leitor quanto do autor e a possibilidade de trabalhar com diferentes níveis de aprofundamento. Você pode, por exemplo, escolher uma leitura rápida e superficial, mas pode também optar por navegar por diferentes fontes para explorar até os mínimos detalhes de determinado tema.

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Bem-feito, bem feito e benfeito – quando usar cada um?

Bem-feito, bem feito e benfeito: as três formas estão corretas, mas cada uma deve ser utilizada em um contexto específico. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada termo. Vejamos!

Benfeito

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), benfeito, junto e sem hífen, é um substantivo, sinônimo de benfeitoria e de benefício. Vejamos alguns exemplos de uso dessa palavra:

  • O benfeito da administração contribuiu para o bem-estar dos moradores do bairro.
  • Para recuperar essa praça, a prefeitura terá que fazer muitos benfeitos.
  • Esse benfeito vai deixar a fachada do prédio muito mais bonita.
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Tipologia textual: conceito e exemplos

A tipologia textual trata das diferentes formas de organização e apresentação linguística de um texto. Também conhecido apenas como tipo textual ou ainda modo de organização do discurso e modo textual, esse tipo de classificação de um texto se dá por meio dos seus aspectos sintáticos, dos tempos verbais empregados, das relações lógicas, do objetivo comunicativo, etc. 

Existem cinco categorias de texto dentro da tipologia textual:

  1. Texto narrativo;
  2. Texto descritivo;
  3. Texto dissertativo (informativo ou argumentativo);
  4. Texto injuntivo;
  5. Texto dialogal.

Neste artigo, vamos falar sobre cada uma delas e trazer exemplos. Vejamos!

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Holonímia x Meronímia – qual a diferença?

Holonímia e meronímia são dois conceitos relacionados à hierarquia semântica. Eles estabelecem uma relação de parte e todo entre palavras. Neste artigo, vamos detalhar melhor esse dois termos. Vejamos!

Holonímia

De acordo com o Dicionário Terminológico, na holonímia, há uma relação entre palavras em que o significado de uma (holônimo) refere-se a um todo do qual a outra (merônimo) é parte constituinte.

Para entender melhor esse conceito, vejamos alguns exemplos:

  • Carro x Parabrisa – a palavra carro estabelece uma relação de holonímia com a palavra parabrisa.
  • Casa x Quarto – a palavra casa estabelece uma relação de holonímia com a palavra quarto.
  • Rosto x Nariz – a palavra rosto estabelece uma relação de holonímia com a palavra nariz.
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Descanso x Descanço – qual a forma correta?

A forma correta é descanso, com “s”. Assim, a palavra descanço, com “ç” não existe na língua portuguesa. Por isso, não deve ser utilizada. Neste artigo, vamos analisar melhor este termo. Vejamos!

Classificação morfológica

Descanso é um substantivo masculino formado por derivação regressiva do verbo descansar. Ademais, vale ressaltar que se trata também de um substantivo uniforme, ou seja, só possui um gênero.

Além disso, destaca-se que o termo também pode funcionar como verbo, sendo a conjugação do verbo descansar na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo.

ex: Em geral, eu descanso aos domingos.

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Gêneros textuais – o que são e exemplos

Os gêneros textuais são formatos de textos que apresentam uma função social, ou seja, apresentam uma finalidade.

Assim, uma carta, uma receita, uma lista de compras, uma história em quadrinho, um conto, um bilhete são gêneros textuais diferentes, pois possuem formatos distintos e funções sociais também distintas.

O formato de uma receita é diferente do formato de uma história em quadrinho, que é diferente de um bilhete, etc. Cada um desses gêneros possui uma finalidade: a receita instrui, a história em quadrinho entretém e o bilhete dá um aviso.

Quando estamos diante de uma bula de remédio, por exemplo, esperamos que ela nos forneça informações de um determinado medicamento. Ninguém espera encontrar nela uma notícia, uma crítica ou uma história engraçada, pois sabemos que essas não são as funções sociais desse gênero.

É pelo formato, portanto, que sabemos o que esperar de um texto. Neste artigo, vamos explicar melhor este conceito e apresentar exemplos de gêneros textuais. Vejamos!

Gêneros textuais x tipologias textuais

É normal que muitos confundam gênero textual com tipologia textual e até pensem que são a mesma coisa, mas é importante frisar que não são!

Enquanto o gênero textual trata da forma como o texto se apresenta, a tipologia textual – ou apenas “tipo textual” – trata da organização do discurso de um texto, dos aspectos morfossintáticos, das relações lógicas, etc.

De modo geral, podemos dizer que a tipologia contempla a estrutura linguística, enquanto o gênero textual contempla a forma de apresentação. Além disso, por ser possível elaborar um texto de inúmeras formas, temos inúmeros gêneros, os quais se dividem em apenas cinco tipos textuais: narrativo, descritivo, injuntivo, dissertativo e dialogal.

Em outras palavras, os gêneros são desdobramentos das tipologias.

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