Por Pedro Valadares

Categoria: Coronavírus

Esta categoria reúne todos os artigos relacionados a dúvidas sobre a origem e a grafia de termos ligados à crise do coronavírus (ex: cloroquina, lockdown, Covid-19, etc).

Serviços não-essenciais ou não essenciais – tem hífen?

Com a crise causada pela Covid-19, muito se tem falado sobre os serviços não essenciais. Ou seria não-essenciais? Neste artigo, vamos mostrar se a expressão tem ou não tem hífen. Vejamos!

“Não” e o hífen

Antes da Reforma Ortográfica, o termo “não” como prefixo, em determinados casos, ligava-se ao substantivo por hífen.

Essa regra, contudo, foi alterada. Atualmente, nenhuma palavra composta formada pelo prefixo “não” recebe hífen.

Logo, a forma correta é: serviços não essenciais.

ex: Em momentos de lockdown, os governantes estabelecem o fechamento dos serviços não essenciais.

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Auxílio emergencial x Auxílio-emergencial – tem hífen?

O correto é auxílio emergencial ou auxílio-emergencial? Afinal, o nome desse benefício tem ou não tem hífen? Neste artigo, vamos resolver essa questão. Vejamos.

Nome ou tipo?

Diferentemente do que acontece com substantivos compostos – como auxílio-moradia, auxílio-alimentação e auxílio-doença–, no caso de auxílio emergencial, o que temos é um encontro de dois termos distintos: um substantivo simples (auxílio) e um adjetivo (emergencial), que o caracteriza.

É o mesmo que acontece, por exemplo, nas expressões “obra emergencial” ou “medidas emergenciais”.

Por isso, a expressão deve ser grafada sem hífen, porque não temos a criação de um novo significado por meio da composição de dois radicais. Em outras palavras, não temos um novo nome, temos apenas a indicação de um tipo de auxílio.

ex: Com a crise causada pela Covid19, foi necessário criar um auxílio emergencial para amparar as famílias mais vulneráveis.

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Plato x Platô – tem acento?

A crise do coronavírus popularizou uma série de termos. Com isso, surgem dúvidas sobre a grafia de determinadas palavras. Afinal de contas, o correto é plato ou platô? Devemos ou não devemos usar o acento?

Neste artigo, vamos resolver essa questão. Vejamos!

Oxítona

As palavras oxítonas – aquelas que tem a última sílaba como tônica – são acentuadas quando terminam:

  1. Em vogal que venham seguidas de outra vogal com pronúncia distinta (baús, Tuiuiú, Piauí);
  2. Em “EM” e “ENS” (alguém, ninguém, parabéns);
  3. Com as vogais “E” e “A” abertas, nas formas verbais seguidas de hífen (dá-la, qué-lo, trá-lo-ia);
  4. Com as vogais “A”, “E” e “O”, seguidas ou não de S. (chaminé, pés, cajá, platô).

Pronto! Agora já matamos a charada. O vocábulo platô é sim acentuado.

Ex: Em alguns locais, a curva de contaminação da Covid19 atingiu um platô.

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Assintomático x Pré-sintomático – qual a diferença?

Qual a diferença entre pré-sintomático e assintomático?
As palavras expressam dinâmicas distintas de aparecimento de sintomas

Com a pandemia de coronavírus, várias palavras entraram no nosso vocabulário cotidiano. Neste artigo, vamos falar de duas delas: assintomático e pré-sintomático.

Vamos mostrar a diferença entre os dois termos. Também analisaremos o processo de formação de cada um. Vamos lá!

Assintomático

É um adjetivo que indica alguém que não desenvolveu sintomas esperados de determinada doença em nenhum estágio após o contágio.

Também pode indicar uma moléstia que não gera sintomas (ex: doença assintomática).

A palavra é formada por derivação prefixal, com a junção do prefixo “a” – que indica oposição ou negação – com o adjetivo sintomático.

O termo recebe o acento agudo por ser uma proparoxítona, ou seja, por ter como tônica a antepenúltima sílaba.

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Cloroquina – qual a origem da palavra?

Cloroquina: essa palavra ganhou muito destaque por causa da crise gerada pela Covid-19. Neste artigo, você vai conhecer a origem e os usos do termo e o processo de formação do vocábulo. Vamos lá!

Etimologia

A foto mostra a planta chamada quina ou quinina, que deu origem à cloroquina.
Quina ou Quinina (foto do site “Tua Saúde”)

O termo nasceu da junção do prefixo cloro, que designa algo que é verde ou – mais modernamente – algo que contém cloro, com o substantivo feminino quina ou quinina, que é o nome de uma planta usada originalmente pelos indígenas para curar suas dores e febres.

Então, estamos diante de um substantivo feminino derivado, formado por derivação prefixal: cloro + quina.

Vale destacar ainda que o prefixo cloro vem do grego khlōris. Ele indica, como dito antes, algo esverdeado. É usado, por exemplo, no vocábulo clorofila.

O prefixo é utilizado também na química para indicar a presença de cloro em algum composto ou substância (ex: clorofórmio).

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Lockdown: o que é isso?

A imagem mostra uma praça fechada e vazia. Em cima, está escrito: lockdown - significado e origem da palavra.
Entenda como utilizar esse estrangeirismo no seu texto

Com a crise do coronavírus, mais uma palavra foi incorporada ao nosso vocabulário: lockdown. Neste artigo, vamos explicar o significado e a origem do termo. Vamos lá!

Origem

A palavra vem do inglês antigo, da união das palavras “loc” e “doun”. Até 1975, o termo definia o ato de manter prisioneiros em suas celas, mas hoje ele também indica diferentes protocolos de isolamento de pessoas, em diversas situações, para evitar algum perigo ou malefício.

A tradução literal da expressão para o português é confinamento ou bloqueio. Na atual conjuntura, ela vem sendo usada para denominar a estratégia de fechar uma região para interditar vias e proibir deslocamentos e viagens não essenciais. 

É uma das medidas mais extremas para conter a proliferação da Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde.

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A Covid-19 x O Covid-19 – qual a forma correta?

A imagem mostra o coronavírus. Por cima, em uma tarja azul, está escrito: "A Covid-19 ou O Covid-19".
A expressão é feminina ou masculina?

O termo Covid-19 infelizmente entrou de vez no nosso vocabulário diário. Com isso, surgiu uma dúvida: a expressão deve ser grafada no feminino ou no masculino? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida.

A origem

Para responder essa questão, é preciso buscar a origem da palavra. De acordo com a Fiocruz, o nome é uma sigla para a expressão em inglês COronaVIrus Disease (Doença do coronavírus).

O número 19 indica o ano em que a moléstia foi identificada pela primeira vez, na cidade chinesa de Wuhan.

Pronto! Temos a nossa resposta. A forma correta é “a Covid-19“, pois o termo se refere à “doença”, que é um substantivo feminino.

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Coronavírus ou coronavirus – tem acento?

Infelizmente, essa palavra se popularizou rapidamente. E com esse crescimento no uso do termo, surge a dúvida se ele tem ou não tem acento (o certo seria coronavírus ou coronavirus?). Neste artigo, vamos tratar dessa questão. Vamos lá!

Um lembrete

Identificar corretamente a sílaba tônica é meio caminho andado para utilizar bem os acentos. Por isso, vamos relembrar rapidamente alguns conceitos importantes:

OXÍTONA – Sílaba tônica é a última da palavra. ex: picolé, chulé, chaminé.
PAROXÍTONA – Sílaba tônica é a penúltima da palavra. ex: caráter, difícil, médio.
PROPAROXÍTONA – Sílaba tônica é a antepenúltima da palavra.
ex: oxítona, médico, penúltima.
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