Língua Portuguesa e Literatura

Categoria: Hífen (Page 1 of 7)

Hífen com “para” – quando usar?

As palavras composta formadas com “para” podem ou não ter hífen. Isso vai depender se o termo é um verbo ou um prefixo. Neste artigo, vamos mostrar quais regras se aplicam a cada caso. Vejamos!

Verbo

Quando o termo “para” for um verbo combinado com um substantivo, devemos utilizar o hífen.

Ex: para-raio, para-choque, para-lama.

Neste caso, temos um processo de formação de palavras chamado de composição por justaposição, que é quando os termos são colocados lado a lado, isto é, são justapostos. Nesse processo, os radicais das palavras não sofrem alteração e mantêm sua grafia original.

Há, contudo, uma importante exceção a essa regra, que é a palavra paraquedas. Segundo o Acordo Ortográfico, o vocábulo deverá ser escrito sem hífen, porque se perdeu a noção de formação por composição deste termo.

Para complementar, destacamos que, no plural dos substantivos compostos formados por verbo, apenas o segundo termo deve ser flexionado:

  • Para-raio > Para-raios
  • Para-choque > Para-choques
  • Para-lama > Para-lamas
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Reeleição x Re-eleição – tem hífen?

A forma correta é reeleição, sem hífen. Neste artigo, vamos explicar qual regra se aplica a essa palavra. Vejamos!

Hífen com prefixo “re-“

Segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o prefixo “re-“, que indica a repetição, acopla-se com o termo seguinte.

Isso vale inclusive quando a segunda palavra se inicia com vogal, mesmo com a vogal “e”. Assim, temos uma exceção à regra geral para outros prefixos.

Vejamos alguns exemplos de termos com o prefixo “re-“: reeleição, reencontro, redesignar, reorganizar, reinaugurar.

Vale destacar que, quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, essas letras devem ser dobradas (ex: rerratificação e ressalgar).

É importante pontuar também que, se a segunda palavra começar com “h”, essa letra deve ser suprimida (ex: reidratar e reumanização).

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Maus-tratos x Maus tratos – quando usar cada um?

Tanto “maus-tratos” quanto “maus tratos” são construções que existem na língua portuguesa. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada uma. Vejamos!

Quando usar maus-tratos?

A expressão maus-tratos, com hífen, é um substantivo masculino composto que indica um tratamento desumano, uma crueldade, uma malvadeza.

Trata-se de uma palavra composta por justaposição, o que justifica o uso do hífen. Vale destacar que o termo deve sempre ser escrito no plural. Vemos conferir alguns exemplos de uso do vocábulo:

  • Aquele homem foi preso por maus-tratos aos animais.
  • Essas mulheres foram vítimas de maus-tratos.
  • Muitos escravos eram submetidos a anos e anos de maus-tratos.
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Passo a passo x Passa-a-passo – tem hífen?

A forma correta é passo a passo, sem hífen. A forma passo-a-passo não existe na língua portuguesa e por isso não deve ser utilizada. Neste artigo, vamos explicar qual regra se aplica a essa expressão. Vejamos!

Hífen com locuções

Segundo as regras do Acordo Ortográfico, não se deve utilizar o hífen nas locuções em geral (substantivas, adjetivas, adverbiais, entre outras). É por isso que a expressão passo a passo é escrita sem o uso desse sinal gráfico.

Vejamos outros exemplos de termos que seguem o mesmo regramento: dia a dia, à toa, à mão, caso a caso, etc.

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Criptomoeda x Cripto-moeda – tem hífen?

A forma correta é criptomoeda, sem hífen. Neste artigo, vamos analisar esse vocábulo e explicar qual regra de formação de palavra se aplica a ele. Vejamos!

Hífen

A palavra criptomoeda é formada pelo prefixo grego “cripto-“, que indica algo secreto ou oculto, e pelo substantivo feminino “moeda”. A origem do termo também está relacionada com a criptografia, uma ciência que estuda e práticas, princípios e técnicas para comunicação segura, muito utilizada no campo da programação.

De acordo com as regras da Reforma Ortográfica, em regra, não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com consoante. É exatamente o caso de criptomoeda. Vejamos outros exemplos:

ex: antinatural, contracheque, geopolítica, semicircunferência.

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Afro-brasileiro x Afrobasileiro – qual a forma correta?

A forma correta é afro-brasileiro. Neste artigo, vamos explicar por que essa palavra é escrita com hífen. Vejamos.

Adjetivos pátrios

Quando faz parte de adjetivos pátrios compostos, o termo afro exerce a função de adjetivo (como abreviação de “africano”), e não de prefixo. Por essa razão, devemos utilizar o hífen para separá-lo do vocábulo seguinte. Assim, a grafia correta é afro-brasileiro.

  • Minha avó é afro-brasileira.
  • Gosto muito de cantores afro-brasileiros.

Vale destacar que essa mesma regra se aplica a outros gentílicos formados com “afro”:

  • afro-americano;
  • afro-lusitano;
  • afro-inglês;
  • afro-francês;
  • afro-asiático;
  • afro-cubano.
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Autoamor x Auto-amor – tem hífen?

A forma correta, de acordo com a Reforma Ortográfica, é autoamor, sem hífen. Neste artigo, vamos explicar por que não devemos utilizar o hífen nesse termo. Vejamos!

Hífen com prefixo auto

Segundo as regras do Acordo Ortográfico, as palavras compostas formadas com o falso prefixo auto só são escritas com hífen se o segundo vocábulo começar com a letra “H” ou com a vogal “O”.

ex: Auto-hidratação, auto-observação, auto-hipnose, auto-orientação.

Em todas as outras situações, não devemos utilizar o hífen. Dessa forma, a grafia correta é autoamor.

Vale ressaltar que, se o segundo termo de um substantivo composto começar com “R” ou “S”, essas letras devem ser duplicadas.

ex: autorretrato e autosserviço.

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Anticaspa x Anti-caspa – tem hífen?

A forma correta é anticaspa, sem hífen. Neste artigo, vamos explicar como funciona o uso do hífen com o prefixo anti. Vejamos!

Hífen com prefixo anti-

O prefixo grego anti quer dizer “em oposição a” ou “contra”. Ele só deve ser seguido por hífen quando a segunda palavra começa com as letras “i” e “h”.

ex: anti-inflamatório, anti-higiênico, anti-inflacionário, anti-histamínico.

Em todos os outros casos, os termos formados com o prefixo anti não devem ser hifenizados. É exatamente o caso de anticaspa. Nesse sentido, vejamos outros exemplos que se encaixam nesta regra.

ex: antiaéreo, antiestético, anticristo, antitetânica.

Ademais, vale dizer que, quando a segunda palavra começar com “r” e “s”, essas letras devem ser dobradas.

ex: antissocial e antirrábica.

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Boca a boca x Boca-a-boca – tem hífen?

Afinal, a forma correta é boca a boca ou boca-a-boca? A expressão tem ou não tem hífen? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida.

Reforma ortográfica

Antes do Acordo Ortográfico, existia uma diferença entre as expressões boca a boca, sem hífen, e boca-a-boca, com hífen. A primeira era utilizada como locução adverbial ou adjetiva e a segunda como substantivo.

Contudo, com o advento da Reforma, o hífen foi abolido. Assim, a forma correta é somente boca a boca, sem hífen, independentemente da função que a palavra exerça. Vejamos alguns usos desse termo:

  • O boca a boca é a melhor forma de divulgação.
  • O paciente precisou de respiração boca a boca.
  • A notícia correu boca a boca.
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Anglo-saxão x Anglosaxão – tem hífen?

A forma correta é anglo-saxão, com hífen. Neste artigo, vamos explicar por que a palavra é escrita dessa maneira e qual regra se aplica a ela. Vejamos!

Hífen com prefixo anglo

Segundo as regras do Acordo Ortográfico, prefixos como anglo, afro, luso, indo, franco, latino, quando fazem parte de adjetivos pátrios, devem sempre ser separados por hífen.

ex: anglo-saxão, afro-brasileiro, indo-americano, franco-africano, luso-brasileiro, latino-americano, etc.

Qual o plural de anglo-saxão?

Como elemento de composição, anglo é um termo invariável. Assim, somente o segundo termo sobre a flexão de número. Dessa forma, o plural de anglo-saxão é anglo-saxões.

ex: Os anglo-saxões tiveram origem da união dos anglos com os saxões.

Ressalta-se que as formas anglo-saxães e anglo-saxãos estão incorretas e não devem ser utilizadas.

Qual o feminino de anglo-saxão?

Como dito anteriormente, anglo é um termo que não pode ser flexionado. Assim, somente o segundo termo vai para o feminino: anglo-saxã.

ex: A Inglaterra é uma nação anglo-saxã.

Origem do termo

O termo anglo-saxão surgiu para designar os povos germânicos que invadiram a Grã-Bretanha nos séculos V e VI. Ele abrange quatro tribos germânicas distintas: os anglos, os saxões, os frísios e os justos.

A denominação também inclui grupos celtas britânicos (bretões) que adotaram alguns aspectos da cultura e língua anglo-saxônica.

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