Língua Portuguesa e Literatura

Categoria: Morfologia (Page 1 of 6)

5 classificações do vocábulo “a”

O vocábulo “a” pode exercer diferentes funções na língua portuguesa. Neste artigo, vamos detalhar as 5 classificações que esse termo pode ter. Vejamos!

1) Artigo

Quando é usado para determinar o substantivo, o “a” atua como artigo definido feminino. Vejamos alguns exemplos:

  • A casa foi vendida no mês passado.
  • Passei o presente para a menina.
  • Você pode abrir a porta, por favor?
Continue reading

Vozes verbais – quais são e para que servem

Vozes verbais ou vozes do verbo é a forma como o verbo se encontra para indicar se o sujeito da oração pratica ou sofre a ação expressa pelo verbo. Por essa razão, não há voz verbal em orações sem sujeito.

São três as vozes verbais: ativa, passiva e reflexiva. 

Voz ativa

Ocorre voz ativa quando o verbo (ou locução verbal) indica que o sujeito a que se refere é o agente da ação. Ou seja, a ação é praticada pelo sujeito.

Exemplos de voz ativa:

– A mãe chamou o filho.

– Um tsunami destruiu aquele país.

– O funcionário resolveu todas as pendências do dia.

– Eu escrevo o livro.

Continue reading

Funções e usos do “como”

O vocábulo como, da mesma forma que diversos outros vocábulos da língua portuguesa, apresenta muitas classificações morfológicas e sintáticas.

Para identificar corretamente a sua classificação, é indispensável analisar o contexto em que está inserido. Portanto, veja abaixo as classificações possíveis para o vocábulo como, além de suas variações semânticas.

1. Substantivo

O como será substantivo sempre que aparecer acompanhado de algum determinante (artigo, adjetivo, pronome ou numeral). Neste caso, poderá exercer todas as funções sintáticas próprias de substantivo.

– Já sabemos tudo sobre o como. Estamos prontos para a prova!

– Este “como” está ambíguo.

Continue reading

Regência verbal – conceito e principais casos

Regência verbal é a relação entre o verbo e os seus possíveis complementos, o que pode ou não ocorrer com auxílio de preposição.

O verbo é considerado o termo regente e os seus complementos são os termos regidos. Como complementos do verbo temos o objeto direto (não preposicionado) e o objeto indireto (preposicionado). Veja por qual tipo de verbo cada um deles é exigido:

– Verbo transitivo direto (VTD): exige apenas objeto direto;

– Verbo transitivo indireto (VTI): exige apenas objeto indireto;

– Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): exige tanto o objeto direto quanto o objeto indireto.

Obs.: verbos intransitivos não exigem complemento.

Confira alguns exemplos de regência verbal:

1. Este aparelho aspira o pó.

Aqui o verbo aspirar significa sorver, sugar. Nesse sentido, quem aspira, aspira algo, portanto o complemento do verbo é o objeto direto “o pó”, que não apresenta preposição.

2. Esses homens apenas aspiram ao lucro.

Agora, o verbo aspirar significa desejar, almejar. Nesse sentido, quem aspira, aspira a alguma coisa, por isso o complemento do verbo é o objeto indireto “ao lucro”, introduzido pela preposição a.

Por meio desses dois exemplos já é possível perceber como a mudança de regência de um verbo pode acarretar também na mudança de seu sentido. 

Continue reading

Aspecto verbal – definição e exemplos

Aspecto verbal é uma categoria gramatical que trata do tempo gasto na duração do processo verbal.

Esse tempo é expresso de acordo com o ponto de vista do locutor e pode ser considerado concluído (resultado da ação) ou não concluído (começo, duração ou repetição da ação).

Exemplos:

– A criança começou a andar. (tempo do verbo começar: pretérito) 

– A criança começará a andar. (tempo do verbo começar: futuro)

Apesar de as duas formas verbais estarem em tempos diferentes, o aspecto é o mesmo, pois nos dois casos trata-se do início da ação de falar. Portanto, na primeira oração, temos início da ação de falar no passado e, na segunda oração, temos início da ação de falar no futuro. Ou seja, aspecto e tempo coexistem.

Tipos de aspecto verbal

Os aspectos verbais dividem-se em quatro, sendo que três deles apresentam subdivisões. Acompanhe:

1. Imperfectivo: o processo verbal não tem limites claros e seu prolongamento é impreciso. Subdivide-se em:

a) inceptivo / incoativo: algo está em seu início.

Começou a reclamar da vida.

Passou a fazer curso de Filosofia.

b) cursivo / durativo: algo teve um início e continuou ou continua, sem conclusão, ignorando limites de início e fim.

– O discurso permanece igual.

– O aluno tem estudado muito a Língua Portuguesa.

c) terminativo / conclusivo: indica a conclusão de um fato.

– O jogo acabou.

Conseguimos fazer todos os exercícios.

2. Perfectivo: o processo verbal está concluso, finalizado. Subdivide-se em:

a) pontual: o fato ocorre no momento da declaração ou o seu fim ocorre tão logo ele inicie.

– A criança se levantou e caiu.

Estou dirigindo agora, depois eu te ligo.

b) resultativo: resultado que decorre da conclusão de uma ação.

– Depois da reunião, o discurso está decidido.

– A atitude dos políticos irá impactar o Congresso.

c) cessativo: interrupção de um processo no presente.

Cale a boca!

Pare de falar tantas besteiras.

3. Iterativo / frequentativo: o processo verbal indica repetição, hábito, costume, frequência. Subdivide-se em:

a) iterativo imperfectivo: ação repetida com duração.

Estão falando mal de você!

– Maria costuma meditar pelas manhãs.

b) iterativo perfectivo: um coletivo de ações pontuais.

– Já caí muitos tombos na vida.

Acordei muitas vezes em braços alheios.

4. Indeterminado: trata de verdades absolutas ou tomadas como tal, científica, religiosa ou culturalmente. Não apresenta subdivisões.

– Quem cala consente.

– Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

*

Quer aprofundar seus conhecimentos na língua portuguesa? Então, continue seus estudos com a Gramática On-line do Clube do Português.

Prefixos gregos e latinos

O prefixo é um tipo de morfema que se posiciona antes do radical para formar novas palavras. A depender do contexto, o prefixo também pode mudar de sentido e sofrer alomorfia (mudança de forma).

Na palavra despedaçar, por exemplo, o prefixo des- significa partir, dividir; mas na palavra desinquieto, o des- significa intensificação. Por outro lado, esse mesmo prefixo sofre alomorfia quando forma palavras como decompor, distenso e difícil.

Os prefixos podem ser tanto de origem grega quanto latina. Veja os principais a seguir.

Continue reading

Radicais gregos e latinos

As palavras contêm vários elementos denominados morfemas, e o principal morfema de uma palavra é o radical.

O radical é o elemento que contém o sentido básico da palavra e é responsável pela formação de outras novas, não podendo ser decomposto em unidades menores. Exemplo:

amargo, amargor, amargura, amargurar e amargurado são palavras formadas a partir do radical amarg-.

Normalmente, as palavras da língua portuguesa vêm do latim e do grego. Conheça os radicais dessas línguas a seguir.

Continue reading

Alomorfia – conceito e exemplos

Alomorfia é uma variação sofrida por algum morfema de uma palavra a fim de que ela seja melhor pronunciada.

O morfema é estudado pela morfologia, parte da gramática que trata da estrutura das palavras, o processo de formação pelo qual elas passam e as classes gramaticais em que se dividem.

A estrutura das palavras é composta por um radical e outras partes que se ligam a ele. Tanto o radical quanto essas outras partes são chamadas de morfema

O morfema é a menor parte significativa de uma palavra e pode ser dividido em: radical, desinências (nominal e verbal), vogal temática e afixos (prefixos e sufixos). Além disso, também pode decompor-se em fonemas, que são as unidades mínimas que não têm significado gramatical ou semântico.

Continue reading

O que é morfologia?

Morfologia é a parte da gramática que estuda a forma dos vocábulos.  Para isso, ela ocupa-se da estrutura e do processo de formação das palavras, além de dividi-las em dez classes de palavras (ou classes gramaticais) conforme as semelhanças morfológicas que apresentam.

Uma análise morfológica, portanto, é aquela que analisa a palavra de forma isolada, sem que haja, necessariamente, um contexto.

Continue reading

Pronomes interrogativos – o que são e como usá-los

Os pronomes interrogativos são palavras que empregamos em perguntas diretas (com ponto de interrogação) ou perguntas indiretas (sem ponto de interrogação). São considerados pronomes interrogativos: que, quem, qual e quanto.

Exemplos de uso dos pronomes interrogativos

Exemplos de perguntas diretas:

Quem mexeu na minha carteira?

Quanto custa esta calça?

Exemplos de perguntas indiretas:

– Quero saber quem mexeu na minha carteira!

– Pergunte quanto custa esta calça.

Continue reading
« Older posts

© 2022 Clube do Português

Theme by Anders NorenUp ↑