Por Pedro Valadares

Categoria: Para professores

História do ensino da Língua Portuguesa no Brasil

No Brasil, o ensino da língua portuguesa como disciplina começou a tomar forma apenas em meados do século XIX. Antes, no período colonial, o estudo do idioma era um privilégio da elite, que aprendia a ler e escrever com os jesuítas.

Esse processo de alfabetização não estava organizado em um componente curricular e tampouco tinha continuidade, visto que o objetivo era aprender o básico de português para iniciar os estudos da gramática em latim.

Além disso, havia um misto de idiomas em terras brasileiras até o século XVIII. Contávamos com a língua tupi-guarani, de origem indígena; o português, devido à colonização portuguesa; e línguas africanas, pois mais de um milhão de africanos foram trazidos para o Brasil nesse período. 

Língua portuguesa como idioma oficial do Brasil

Em 1758, Marquês de Pombal proibiu o ensino do tupi e oficializou a língua portuguesa como a única língua do Brasil. O objetivo desse estadista português, responsável pela expulsão da Companhia de Jesus da então Colônia, era fazer com que a escola servisse aos interesses do Estado e não mais os da igreja.

Porém, um pouco antes disso, em 1746, o filósofo iluminista português Luís António Verney defendeu o ensino da gramática portuguesa após a alfabetização, para só depois se passar ao latim. As reformas educacionais do Marquês de Pombal, na década de 1750, acompanharam as ideias de Verney.

Contudo, a educação escolarizada não jesuítica de Pombal contemplava apenas uma irrisória parcela da população. Apenas com a chegada da família real portuguesa, em 1808, é que as instituições de ensino começaram a ser instaladas. De toda forma, elas estavam longe de chegar à maioria da população.

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Língua Portuguesa na BNCC – tudo que você precisa saber

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define os conhecimentos e as habilidades que todos os alunos devem desenvolver no período escolar. Logo, ela abarca toda a Educação Básica, que vai desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

A BNCC é dividida em quatro áreas do conhecimento: Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Ela também dialoga com documentos já existentes na nossa educação, como os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, e traz como grande novidade a introdução das tecnologias digitais e seu impacto no ensino-aprendizagem da língua.

Promulgada em dezembro de 2017, a versão final do documento é resultante de quatro anos de debates com vários setores envolvidos na educação. Por ser um documento oficial do Ministério da Educação (MEC), tem força de lei e precisa ser cumprida.

A Língua Portuguesa na BNCC

A Língua Portuguesa é um dos componentes da área de Linguagens da BNCC, que também conta com Educação Física, Arte e Língua Estrangeira Moderna. Quando falamos de linguagem, falamos de comunicação, a qual pode se dar de forma oral e escrita, mas também por meio de linguagem corporal, linguagem de sinais, linguagem artística etc.

Por essa razão, a BNCC propõe um ensino de Língua Portuguesa centrado no texto, pois por meio dele é possível trabalhar todos os eixos da esfera linguística. Agora, as aulas de Língua Portuguesa devem contemplar novos gêneros textuais, como os gêneros digitais, e os campos de atuação possuem práticas de linguagem.

As práticas da linguagem são:

– Oralidade;

– Leitura/escuta;

– Produção de texto;

– Análise linguística/semiótica.

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3 maneiras de usar o Google Sites na sua aula de português

A ferramenta mostra a logo do Google Sites. No artigo, mostramos como utilizar esse recurso nos aulas de português.
Veja como usar a ferramenta nas aulas de Língua Portuguesa

O Google Sites é uma ferramenta gratuita que permite criar websites colaborativos. Neste artigo, vamos mostrar como usar esse recurso para tornar suas aulas de português mais interativas.

Para isso, listamos três sugestões de atividades que você pode aplicar com seus estudantes.

1) Livro colaborativo

Uma forma de estimular a escrita é usar o Google Sites para criar um livro colaborativo. Cada estudante ficará responsável por um capítulo da história.

Para isso, pode ser criada uma página para cada parte e cada aluno deve continuar a narrativa de onde o colega parou.

Além de estimular o trabalho em equipe, essa atividade ajudará a desenvolver o raciocínio analítico e contextual e a criatividade.

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