Por Pedro Valadares

Categoria: Redação(Page 1 of 7)

Conectivos para redação: tipos e exemplos

Neste artigo, você vai encontrar uma lista de articuladores textuais. Esses conectivos têm a função de relacionar as diferentes partes de um texto e de garantir a coesão da escrita.

Segundo as professores Ingedore Koch e Vanda Maria Elias, os articuladores se dividem em cinco grandes grupos. Vejamos!

Articuladores de ordenação no tempo e no espaço

O objetivo desse grupo de articuladores é sinalizar relações espaciais ou temporais, indicando e organizando a sequência de episódios e referências em um texto.

ex: antes, depois, em seguida, defronte de, além, do lado direito, do lado esquerdo, a primeira vez que, a última vez que, muito tempo depois, logo depois, etc.

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Comunicação não violenta: 3 atitudes que bloqueiam o diálogo

As palavras têm poder. Esse velho ditado representa bem o objetivo central da Comunicação Não Violenta. Essa metodologia visa estabelecer uma forma mais eficaz e empática de criar relações entre as pessoas.

O processo vem sendo estudado e difundido pelo pesquisador Marshall Rosenberg. Ele enfatiza a importância de estabelecer base de valores comuns para as ações.

Muitas vezes, duas pessoas podem entrar em conflito simplesmente por que sua forma de falar cria uma barreira, em vez de estabelecer um entendimento.

Nesse sentido, Rosenberg destaca três comportamentos que bloqueiam a compaixão na nossa comunicação. Vamos analisar cada um deles.

1) Julgamentos moralizadores

Muitas vezes, queremos submeter as outras pessoas às nossas necessidades e aos nossos valores. Dessa forma, passamos a medir o próximo com base na nossa régua. Começamos a julgar como errado tudo aquilo que diverge das nossas crenças.

Esse tipo de comportamento ficou bem evidente nos últimos anos, por conta dos diversos embates políticos que vivenciamos no Brasil. Amigos de longa data se afastaram apenas por não concordarem ideologicamente. Isso tudo é fruto dos famigerados julgamentos moralizadores.

Se eu defendo determinado campo político e você discorda dele, passo a te tratar como um inimigo e encho minha comunicação de violência.

A pergunta que fica é: como resolver esse problema? O caminho é observar sem julgar. É buscar compreender antes de classificar ou criticar. Também é importante ter consciência de que nossos valores não são absolutos e que outras pessoas podem ter crenças distintas das nossas.

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Anáfora – o que é isso?

Afinal de contas, o que é uma anáfora? O termo pode indicar uma figura de linguagem ou um processo de coesão. Neste artigo, vamos explicar o que é e quando utilizar cada um dos casos. Vejamos!

Figura de linguagem

A anáfora é a repetição de vocábulos ou expressões no início de cada frase ou verso. O professor Fernando Pestana traz dois exemplos do uso desse recurso estilístico:

ex1: Quando não tinha nada, eu quis/ Quando tudo era ausência, esperei/ Quando tive frio, tremi… (Chico César).

ex2: Era uma estrela tão alta!/ Era uma estrela tão fria! / Era uma estrela sozinha… (Manuel Bandeira).

7 lições que aprendi em dez anos como produtor e revisor de conteúdo

A imagem mostra uma caneta tinteira. Ao lado está escrito: 7 dicas sobre produção e revisão de textos.

Trabalho como revisor e produtor de textos há mais de uma década. Nessa jornada, deparei-me com as mais diferentes situações e com vários tipos e formatos de conteúdos.

Isso me trouxe várias lições. Neste artigo, vou compartilhar 7 delas com você. Vamos lá!

1) Mais precisão, menos floreio

Existe uma regra de ouro em bons textos: eles são precisos.

Isso foi algo que demorei a perceber. Antes, eu achava que uma escrita cheia de ideias subjetivas me faria parecer mais inteligente.

Foi quando li o livro “Como escrever bem” do William Zinsser. Lá, ele mostra a importância dos termos concretos nos textos de não ficção.

Por exemplo, se queremos dizer que uma montanha é alta, ao invés de falar que ela é um gigante de pedra, é mais assertivo dizer que do chão você não consegue enxergar o pico.

O segundo caso trará uma referência mais clara para o leitor que primeiro.

E essa deve ser a meta de qualquer bom conteudista: passar a informação da forma mais direta possível. Só assim é que se cria uma conexão real com seu público. 

Usar figuras de linguagem e artifícios poéticos é como andar na corda bamba. Se você chega do outro lado, é lindo. Mas se algo dá errado, o tombo é feio. Muito feio. Eu levei muito tempo para aprender essa lição. 

Isso com certeza me fez falar sozinho mais vezes do que eu gostaria de admitir.

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Corretor do Word: 5 motivos para desconfiar dele

O corretor de texto do Microsoft Word é um instrumento valioso para quem escreve e revisa textos, mas ele está longe de ser perfeito.

Confiar cegamente que ele vai eliminar todos os erros da sua escrita é uma grande cilada. Neste artigo, vamos te apresentar 5 motivos para você ter um pé atrás com essa ferramenta.

#1 Palavras que existem x Palavras que não existem

Em um texto, você pode cometer dois tipos diferentes de erros ortográficos. O primeiro é quando você escreve uma palavra que não existe na língua portuguesa.

Por exemplo, usar “chícara” no lugar de “xícara”. Para esse tipo de escorregão, o corretor do Word é muito útil. Ele é um especialista em identificar termos que não existem na língua portuguesa.

O problema é quando você troca uma letra de uma palavra e isso resulta em uma outra que também existe. É o que ocorre quando você troca “carro” por “caro”.

Nessa situação, o corretor do Word não irá marcar isso como um erro – mesmo que a troca dos termos prejudique bastante o sentido da frase.

Veja com seus próprios olhos os dois exemplos citados aqui. No primeiro, a ferramenta indica que há um erro ortográfico. O segundo caso, porém, passa batido.

OBS: Veja que o corretor também não identificou a falta de acento em “comprá-lo”.

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Interrogativa geral x Interrogativa parcial – qual a diferença?

Existem dois tipo de entoação interrogativa: a geral e a parcial. Neste artigo, vamos explicar a diferença e quando utilizar cada uma. Vamos lá!

Interrogação geral

De acordo com o mestre Evanildo Bechara, em seu livro “Lições de Português pela análise sintática”, a interrogativa geral é aquela em que a resposta se resume a “sim” ou “não”.

Ex1: Você vai na festa a amanhã?

Ex2: Vai chover amanhã?

Ex3: A loja abre aos domingos?

Normalmente, quando utilizamos esse tipo de pergunta, buscamos respostas curtas e factuais. Não há uma preocupação de se aprofundar muito no tema.

Essas interrogativas normalmente sugerem uma conversa rápida. Por isso, quando essa expectativa é quebrada, gera-se um incômodo.

Por exemplo, se você pergunta se a padaria estará aberta amanhã, fica implícito que não deseja receber uma resposta longa e detalhada.

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O Que é Estrangeirismo e quais as palavras mais adotadas no nosso vocabulário?

A imagem mostra um quadro com vários nomes em inglês, como workshop, motivation, success, results, etc.
Imagem: Unist

A língua portuguesa teve suas origens no latim, assim como o italiano, francês, romano, espanhol e outras. E ela evoluiu ao longo dos anos juntamente com seus falantes. E podemos dizer, através de uma metáfora, que toda língua é um organismo vivo que está sujeito a constantes mudanças e adaptações.

Basta olhar registros de falantes de décadas ou centenas de anos atrás para perceber o caráter mutável e o fenômeno da transformação. E uma das formas que potencializam essas mudanças é a entrada de outras palavras através de falantes de outras línguas.

Esse fenômeno conhecido como estrangeirismo não é recente. Desde sempre as línguas se beneficiaram de palavras advindas de outros idiomas.

O Brasil, particularmente, agregou milhares de termos de línguas estrangeiras através da cultura e das pessoas que chegavam ao nosso país, fazendo com que o português falado no Brasil tivesse nuances que acabam por diferenciá-lo daquele falado em Portugal. E esses “empréstimos linguísticos” acabaram por acrescentar termos que enriqueceram nossa forma de se comunicar, apesar de alguns linguistas tradicionais olharem com cautela tal fato.

Um dos idiomas que mais contribuíram e ainda contribuem para a construção do nosso vocabulário é a língua inglesa. E apesar de existirem algumas diferenças entre o português e o inglês, nós incorporamos várias expressões utilizadas comumente em diversas áreas.

Isso se dá porque o inglês é a mais influentes das línguas faladas no mundo, sendo considerada a linguagem universal, assim como o francês já foi um dia.

As palavras e expressões são utilizadas em diversas áreas comuns: alimentação, hábitos, moda, comportamento, tecnologia e informática, comunicação e marketing, dentre outras.

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Gerundismo: evite esse vício de linguagem

Gerúndio: usado por muitos, odiado por vários.Essa forma nominal do verbo sofre de mau uso. Por isso, acaba por levar uma fama que não merece.

Quando usar o gerúndio?

O gerúndio deve ser utilizado para indicar atividades contínuas. O problema é que muita gente o usa para expressar ações que não têm essa característica.

Um caso clássico é o telemarketing.

Atire a primeira pedra que nunca ouviu um “vou estar transferindo sua ligação”.

O correto aqui seria um simples e efetivo “vou transferir sua ligação”. Mais prático impossível.

Uma dica matadora sobre o gerúndio é: empregue essa forma verbal com significado adverbial.

Mas que diabo é isso, Pedro? Calma, eu explico.

Use o gerúndio para mostrar a forma como determinada ação é praticada.

Ex1: Paulo vai para casa caminhando.

Ex2: O pintor trabalha assobiando.

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Queísmo: 5 dicas práticas para não repetir o “QUE”

O queísmo é uma vício de linguagem que empobrece seu texto. Confira 5 dicas práticas para fugir dele.

Hoje quero falar com você sobre um vício que estraga bons textos: o queísmo. Essa partícula é a erva daninha da escrita. É só você se distrair e logo seu conteúdo está infestado de “que” pra todo lado.

Por isso, vou compartilhar 5 técnicas para eliminar essa praga.

1) Use a oração reduzida de infinitivo

Ex: Planeje-se para que não haja prejuízo.

Agora, com o infinitivo.

Ex: Planeje-se para não haver prejuízo.

2) Use a oração reduzida de particípio passado

Ex: O chefe quer que as obras recomecem.

Vejamos como fica com o particípio.

Ex: O chefe quer as obras recomeçadas.

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Colocação pronominal: quando usar próclise, ênclise e mesóclise?

Hoje vou falar de um tema que sempre gera muitas dúvidas: colocação pronominal.Quando o pronome deve vir antes do verbo? Quando deve vir depois? Quando deve vir no meio?

Neste artigo, vou detalhar todos os casos para você dominar de vez esse tópico. O texto é mais longo, mas se você ler até o fim, garanto que não vai mais escorregar nessa questão.

Já adianto uma estratégia bem efetiva: na dúvida, use o pronome antes do verbo.

Próclise

É a mais famosa e recorrente de todas. É quando o pronome vem antes do verbo.

O segredo aqui é se lembrar dos fatores de próclise. São termos que atraem o pronome para perto deles:

a) Pronomes relativos: que, o/a qual, cujo, onde, quem, etc.

ex: Fui eu que lhe dei aquele presente.

b) Pronomes interrogativos: quem, quando, como, etc.

ex: Quem te ligou?

c) Pronomes indefinidos: alguém, algum, vários, muitos, etc.

ex: Alguém me disse que amanhã teremos uma reunião.

d) Advérbios ou locuções adverbiais: sempre, talvez, ontem, etc.

ex: Sempre se diz que a prática leva à perfeição.

e) Conjunção subordinativa (aquelas que ligam as orações subordinadas à principal): quando, embora, assim que, visto que, etc.

Embora se saiba que exercício faz bem para saúde, há ainda muitas pessoas sedentárias.

f) Em + pronome + gerúndio: em se tratando de, em se falando de, etc.

ex: Em se tratando de escrita, a prática diária é fundamental.

g) Negação: não, nem, nunca, etc.

ex: Não a vi hoje o dia inteiro.

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