Por Pedro Valadares

Categoria: Produção de texto (Page 1 of 8)

Coesão textual – tipos e exemplos

Coesão textual é a estratégia de conexão entre as partes do texto. Ela é feita, basicamente, empregando pronomes, conjunções, sinônimos e outros elementos textuais de retomada.

Portanto, a coesão faz com que as palavras estejam bem conectadas em uma progressão de compreensão simples. Isso garante a amarração de cada parágrafo, estruturalmente falando, a fim de que seu texto não fique com frases soltas.

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Coerência textual – tipos e exemplos

Coerência textual consiste na garantia da relação lógica entre as ideias de um texto. Assim dizemos que um texto está coerente quando é possível entendê-lo de forma clara, sem contradições.

Para que isso ocorra no seu texto, é importante que você observe com atenção alguns pontos essenciais para a manutenção da coerência. São eles: 

  • Inter-relação entre os elementos do texto: todas as partes do texto devem estar inter-relacionadas. Ou seja, não fuja bruscamente do tema, tampouco mude bruscamente de assunto em parágrafos próximos. Tente realizar uma transição gradual entre os assuntos do texto. 
  • Progressão de ideias: fale sobre as novas faces do mesmo assunto, mas evite a repetição de ideias já mencionadas. Você deve conduzir o leitor para os demais elementos possíveis dentro do assunto em questão com cuidado para não ser prolixo e redundante.
  • Aprofundamento de conceitos: desenvolva de maneira mais aprofundada aquilo que você defende. Dizer apenas que concorda ou não ou que algo é certo ou errado, por exemplo, não basta. Explique de maneira detalhada as suas ideias.
  • Não contradição: não seja contraditório ao abordar a sua temática. Demonstre anuência em relação a um ponto de vista, pois o seu posicionamento deve ficar claro para o seu leitor.
  • Fundamentação de ideias: todo novo argumento de um texto deve estar fundamentado. Isso significa que é importante mostrar qual é o órgão, a instituição e/ou a pessoa notável que defende o mesmo que você, quais são os estudos e pesquisas que comprovam o seu argumento, quais são os exemplos reais e amplamente conhecidos que ilustram o que você defende etc.
  • Consistência e relevância: apresente argumentos consistentes, isto é, que façam sentido; e também apresente argumentos relevantes, que causem algum impacto em relação ao tema. Fuja dos clichês e dos achismos.
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Tipos de narrador: quais são e exemplos

O texto narrativo tem como objetivo central contar uma história e apresenta os seguintes elementos: narrador, personagem, tempo, espaço e enredo. Gêneros como novelas, romances, contos, fábulas e algumas crônicas, por exemplo, são basicamente narrativos.

Nesses tipos de textos, quem conta a história é o narrador, que pode ou não ser apresentado de forma explícita. Portanto, narrador é aquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos; conta o que aconteceu, o que acontece, o que acontecerá, o que não aconteceu e também o que poderia ter acontecido.

Narrador x autor

É importante destacar que, de modo geral, a figura do narrador é diferente da figura do autor. O autor, ao criar a história, ele também cria o narrador. Claro que nada impede que autor também seja o narrador, por isso existem os textos do gênero autobiografia, em que o autor conta a história da própria vida.

Contudo, na maioria das vezes não é isso que acontece, e o autor cria uma história fictícia com um narrador também fictício. Como consequência, geralmente o narrador conta a história sob o seu ponto de vista, a sua perspectiva dos fatos, e a isso damos o nome de foco narrativo ou simplesmente tipos de narrador.

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Redação no Enem: passo a passo para a nota mil

Uma redação nota mil no Enem tornou-se o sonho de muitos jovens brasileiros nos últimos anos. No entanto, escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa nesse exame vai muito além de escrever de forma coerente e sem erros de português.

A banca do Enem possui regras bem específicas, e você deve conhecê-las para não perder ponto à toa. Portanto, veja a seguir como você será avaliado e as principais dicas que o Clube separou para você fazer uma redação nota mil no Enem!

Conheça as cinco competências do Enem 

As competências do Enem são os critérios que norteiam a avaliação da sua redação pela banca examinadora. Para cada competência, o corretor aplica uma nota de 1 a 5, sendo:

1 – Descumprimento total da competência;

5 – Desenvolvimento pleno da competência.

Vejamos cada uma.

Competência I: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

A primeira competência da Matriz de Referência do Enem avalia o domínio que o candidato possui da norma culta da Língua Portuguesa. Na prática, o que a banca espera do candidato é um léxico variado, respeito à ortografia e boas estruturas sintáticas, a fim de garantir uma leitura fluida e clara.

Contudo, é importante não confundir léxico variado, que é um amplo conhecimento e emprego de palavras, com preciosismo linguístico!

O preciosismo é um vício de linguagem que consiste no uso excessivo de palavras rebuscadas e não usuais, o famoso “falar difícil”. Muitos pensam que isso automaticamente passa certa credibilidade e demonstra domínio da língua, enquanto, na verdade, esses vocábulos afastam a clareza e a inteligibilidade imediata do leitor. Portanto, evite correr riscos e aposte numa linguagem simples, porém correta.

No mais, preocupe-se principalmente com a forma como seus períodos são construídos, certificando-se de que eles estão completos e contribuem para a fluidez da leitura. De modo geral, prefira orações na ordem direta e períodos curtos, entre duas e três linhas, no máximo. 

De qualquer forma, para dominar esta competência, não há outro caminho a não ser muita leitura e estudo da gramática normativa.

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Tipologia textual: conceito e exemplos

A tipologia textual trata das diferentes formas de organização e apresentação linguística de um texto. Também conhecido apenas como tipo textual ou ainda modo de organização do discurso e modo textual, esse tipo de classificação de um texto se dá por meio dos seus aspectos sintáticos, dos tempos verbais empregados, das relações lógicas, do objetivo comunicativo, etc. 

Existem cinco categorias de texto dentro da tipologia textual:

  1. Texto narrativo;
  2. Texto descritivo;
  3. Texto dissertativo (informativo ou argumentativo);
  4. Texto injuntivo;
  5. Texto dialogal.

Neste artigo, vamos falar sobre cada uma delas e trazer exemplos. Vejamos!

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Gêneros textuais – o que são e exemplos

Os gêneros textuais são formatos de textos que apresentam uma função social, ou seja, apresentam uma finalidade.

Assim, uma carta, uma receita, uma lista de compras, uma história em quadrinho, um conto, um bilhete são gêneros textuais diferentes, pois possuem formatos distintos e funções sociais também distintas.

O formato de uma receita é diferente do formato de uma história em quadrinho, que é diferente de um bilhete, etc. Cada um desses gêneros possui uma finalidade: a receita instrui, a história em quadrinho entretém e o bilhete dá um aviso.

Quando estamos diante de uma bula de remédio, por exemplo, esperamos que ela nos forneça informações de um determinado medicamento. Ninguém espera encontrar nela uma notícia, uma crítica ou uma história engraçada, pois sabemos que essas não são as funções sociais desse gênero.

É pelo formato, portanto, que sabemos o que esperar de um texto. Neste artigo, vamos explicar melhor este conceito e apresentar exemplos de gêneros textuais. Vejamos!

Gêneros textuais x tipologias textuais

É normal que muitos confundam gênero textual com tipologia textual e até pensem que são a mesma coisa, mas é importante frisar que não são!

Enquanto o gênero textual trata da forma como o texto se apresenta, a tipologia textual – ou apenas “tipo textual” – trata da organização do discurso de um texto, dos aspectos morfossintáticos, das relações lógicas, etc.

De modo geral, podemos dizer que a tipologia contempla a estrutura linguística, enquanto o gênero textual contempla a forma de apresentação. Além disso, por ser possível elaborar um texto de inúmeras formas, temos inúmeros gêneros, os quais se dividem em apenas cinco tipos textuais: narrativo, descritivo, injuntivo, dissertativo e dialogal.

Em outras palavras, os gêneros são desdobramentos das tipologias.

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Discurso direto, indireto e indireto livre: o que são e quando usar?

Em um texto narrativo, é comum nos depararmos com algumas formas distintas de discurso, são elas: discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Esses três tipos de discurso nos ajudam a conhecer os pensamentos e as falas das personagens no texto.

Discurso direto

É considerado discurso direto aquele em que o narrador apresenta a personagem e transcreve suas falas na íntegra, sem qualquer alteração. Exemplos:

Ela escrevia e o pai lia; num dado momento, ele disse:

— Sabes quem vem aí, minha filha?

— Quem é?

— Teu padrinho. (…)

(Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto)

Por fim Rui Soeiro rompeu o silêncio:

— Não foi decerto para espairecer pelos matos ao romper da alva, que nos fizestes vir aqui, misser Loredano?

— Não — respondeu o italiano laconicamente.

— Mas então desembuchai de uma vez, e não percamos tempo.

(O Guarani, José de Alencar)

Esse tipo de discurso apresenta, normalmente, as seguintes características:

a) Presença de verbos elocutivos, tais como: dizer, responder, afirmar, perguntar, sugerir, indagar ou sinônimos.

b) Presença de aspas, dois-pontos e travessão.

c) Mudança de linha.

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Títulos: quando usar maiúscula e minúscula?

Quando usar letra maiúscula e minúscula nos títulos? Neste artigo, vamos mostrar que há três formas de fazer isso. Vejamos!

Facultativo

De acordo com o Acordo Ortográfico, os bibliônimos, ou seja, os títulos podem ser escritos de três formas distintas:

1) Somente a primeira letra da primeira palavra em maiúscula:

  • A pedra do reino — Ariano Suassuna;
  • Diário de um mago — Paulo Coelho;
  • Dona Flor e seus dois maridos — Jorge Amado.

2) Todas as letras iniciais das palavras em maiúscula:

  • A Pedra do Reino — Ariano Suassuna;
  • Diário de Um Mago — Paulo Coelho;
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos — Jorge Amado.

3) Todas as palavras inteiramente em maiúsculas:

  • A PEDR DO REINO — Ariano Suassuna;
  • DIÁRIO DE UM MAGO — Paulo Coelho;
  • DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS — Jorge Amado.
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Título tem ponto final?

O uso do ponto final nos títulos, apesar de não ser uma prática comum, é permitido em determinadas situações. Neste artigo, vamos mostrar quando usar e quando não usar esse tipo de pontuação. Vejamos!

Título com ponto final

De acordo com as normas ortográficas da língua portuguesa, o título só precisa ser finalizado com ponto final quando contiver um verbo.

Em outras palavras, só usaremos essa pontuação quando o título for uma oração:

  • Os políticos de hoje não sabem legislar.
  • Vasco joga mal e perde para o Madureira.
  • A carga de vacinas chegou hoje ao aeroporto.

Vale ressaltar, contudo, que essa regra não é plenamente seguida atualmente. Assim, é comum vermos títulos com verbo e sem o ponto final.

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Conectivos para redação: tipos e exemplos

Neste artigo, você vai encontrar uma lista de articuladores textuais. Esses conectivos têm a função de relacionar as diferentes partes de um texto e de garantir a coesão da escrita.

Segundo as professores Ingedore Koch e Vanda Maria Elias, os articuladores se dividem em cinco grandes grupos. Vejamos!

Articuladores de ordenação no tempo e no espaço

O objetivo desse grupo de articuladores é sinalizar relações espaciais ou temporais, indicando e organizando a sequência de episódios e referências em um texto.

ex: antes, depois, em seguida, defronte de, além, do lado direito, do lado esquerdo, a primeira vez que, a última vez que, muito tempo depois, logo depois, etc.

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