Clube do Português

Por Pedro Valadares

Categoria: Redação (page 1 of 7)

Corretor do Word: 5 motivos para desconfiar dele

O corretor de texto do Microsoft Word é um instrumento valioso para quem escreve e revisa textos, mas ele está longe de ser perfeito.

Confiar cegamente que ele vai eliminar todos os erros da sua escrita é uma grande cilada. Neste artigo, vamos te apresentar 5 motivos para você ter um pé atrás com essa ferramenta.

#1 Palavras que existem x Palavras que não existem

Em um texto, você pode cometer dois tipos diferentes de erros ortográficos. O primeiro é quando você escreve uma palavra que não existe na língua portuguesa.

Por exemplo, usar “chícara” no lugar de “xícara”. Para esse tipo de escorregão, o corretor do Word é muito útil. Ele é um especialista em identificar termos que não existem na língua portuguesa.

O problema é quando você troca uma letra de uma palavra e isso resulta em uma outra que também existe. É o que ocorre quando você troca “carro” por “caro”.

Nessa situação, o corretor do Word não irá marcar isso como um erro – mesmo que a troca dos termos prejudique bastante o sentido da frase.

Veja com seus próprios olhos os dois exemplos citados aqui. No primeiro, a ferramenta indica que há um erro ortográfico. O segundo caso, porém, passa batido.

OBS: Veja que o corretor também não identificou a falta de acento em “comprá-lo”.

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Interrogativa geral x Interrogativa parcial – qual a diferença?

Existem dois tipo de entoação interrogativa: a geral e a parcial. Neste artigo, vamos explicar a diferença e quando utilizar cada uma. Vamos lá!

Interrogação geral

De acordo com o mestre Evanildo Bechara, em seu livro “Lições de Português pela análise sintática”, a interrogativa geral é aquela em que a resposta se resume a “sim” ou “não”.

Ex1: Você vai na festa a amanhã?

Ex2: Vai chover amanhã?

Ex3: A loja abre aos domingos?

Normalmente, quando utilizamos esse tipo de pergunta, buscamos respostas curtas e factuais. Não há uma preocupação de se aprofundar muito no tema.

Essas interrogativas normalmente sugerem uma conversa rápida. Por isso, quando essa expectativa é quebrada, gera-se um incômodo.

Por exemplo, se você pergunta se a padaria estará aberta amanhã, fica implícito que não deseja receber uma resposta longa e detalhada.

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O Que é Estrangeirismo e quais as palavras mais adotadas no nosso vocabulário?

A imagem mostra um quadro com vários nomes em inglês, como workshop, motivation, success, results, etc.
Imagem: Unist

A língua portuguesa teve suas origens no latim, assim como o italiano, francês, romano, espanhol e outras. E ela evoluiu ao longo dos anos juntamente com seus falantes. E podemos dizer, através de uma metáfora, que toda língua é um organismo vivo que está sujeito a constantes mudanças e adaptações.

Basta olhar registros de falantes de décadas ou centenas de anos atrás para perceber o caráter mutável e o fenômeno da transformação. E uma das formas que potencializam essas mudanças é a entrada de outras palavras através de falantes de outras línguas.

Esse fenômeno conhecido como estrangeirismo não é recente. Desde sempre as línguas se beneficiaram de palavras advindas de outros idiomas.

O Brasil, particularmente, agregou milhares de termos de línguas estrangeiras através da cultura e das pessoas que chegavam ao nosso país, fazendo com que o português falado no Brasil tivesse nuances que acabam por diferenciá-lo daquele falado em Portugal. E esses “empréstimos linguísticos” acabaram por acrescentar termos que enriqueceram nossa forma de se comunicar, apesar de alguns linguistas tradicionais olharem com cautela tal fato.

Um dos idiomas que mais contribuíram e ainda contribuem para a construção do nosso vocabulário é a língua inglesa. E apesar de existirem algumas diferenças entre o português e o inglês, nós incorporamos várias expressões utilizadas comumente em diversas áreas.

Isso se dá porque o inglês é a mais influentes das línguas faladas no mundo, sendo considerada a linguagem universal, assim como o francês já foi um dia.

As palavras e expressões são utilizadas em diversas áreas comuns: alimentação, hábitos, moda, comportamento, tecnologia e informática, comunicação e marketing, dentre outras.

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Gerundismo: evite esse vício de linguagem

Gerúndio: usado por muitos, odiado por vários.Essa forma nominal do verbo sofre de mau uso. Por isso, acaba por levar uma fama que não merece.

Quando usar o gerúndio?

O gerúndio deve ser utilizado para indicar atividades contínuas. O problema é que muita gente o usa para expressar ações que não têm essa característica.

Um caso clássico é o telemarketing.

Atire a primeira pedra que nunca ouviu um “vou estar transferindo sua ligação”.

O correto aqui seria um simples e efetivo “vou transferir sua ligação”. Mais prático impossível.

Uma dica matadora sobre o gerúndio é: empregue essa forma verbal com significado adverbial.

Mas que diabo é isso, Pedro? Calma, eu explico.

Use o gerúndio para mostrar a forma como determinada ação é praticada.

Ex1: Paulo vai para casa caminhando.

Ex2: O pintor trabalha assobiando.

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Queísmo: 5 dicas práticas para não repetir o “QUE”

O queísmo é uma vício de linguagem que empobrece seu texto. Confira 5 dicas práticas para fugir dele.

Hoje quero falar com você sobre um vício que estraga bons textos: o queísmo. Essa partícula é a erva daninha da escrita. É só você se distrair e logo seu conteúdo está infestado de “que” pra todo lado.

Por isso, vou compartilhar 5 técnicas para eliminar essa praga.

1) Use a oração reduzida de infinitivo

Ex: Planeje-se para que não haja prejuízo.

Agora, com o infinitivo.

Ex: Planeje-se para não haver prejuízo.

2) Use a oração reduzida de particípio passado

Ex: O chefe quer que as obras recomecem.

Vejamos como fica com o particípio.

Ex: O chefe quer as obras recomeçadas.

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Colocação pronominal: quando usar próclise, ênclise e mesóclise?

Hoje vou falar de um tema que sempre gera muitas dúvidas: colocação pronominal.Quando o pronome deve vir antes do verbo? Quando deve vir depois? Quando deve vir no meio?

Neste artigo, vou detalhar todos os casos para você dominar de vez esse tópico. O texto é mais longo, mas se você ler até o fim, garanto que não vai mais escorregar nessa questão.

Já adianto uma estratégia bem efetiva: na dúvida, use o pronome antes do verbo.

Próclise

É a mais famosa e recorrente de todas. É quando o pronome vem antes do verbo.

O segredo aqui é se lembrar dos fatores de próclise. São termos que atraem o pronome para perto deles:

a) Pronomes relativos: que, o/a qual, cujo, onde, quem, etc.

ex: Fui eu que lhe dei aquele presente.

b) Pronomes interrogativos: quem, quando, como, etc.

ex: Quem te ligou?

c) Pronomes indefinidos: alguém, algum, vários, muitos, etc.

ex: Alguém me disse que amanhã teremos uma reunião.

d) Advérbios ou locuções adverbiais: sempre, talvez, ontem, etc.

ex: Sempre se diz que a prática leva à perfeição.

e) Conjunção subordinativa (aquelas que ligam as orações subordinadas à principal): quando, embora, assim que, visto que, etc.

Embora se saiba que exercício faz bem para saúde, há ainda muitas pessoas sedentárias.

f) Em + pronome + gerúndio: em se tratando de, em se falando de, etc.

ex: Em se tratando de escrita, a prática diária é fundamental.

g) Negação: não, nem, nunca, etc.

ex: Não a vi hoje o dia inteiro.

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Fórmula CCE: 3 características de um texto irresistível


Neste artigo, você vai conhecer a fórmula CCE. Trata-se de uma estratégia com três elementos para escrever um texto incrível.

Mas o que é isso?

Na minha jornada como revisor e produtor de conteúdo, aprendi que um texto de qualidade tem três características essenciais.

1) Correção

Essa é a base de tudo.

A língua é um sistema de regras que permite que as pessoas se comuniquem.

Se você desrespeita as normas gramaticais, seu leitor terá dificuldade de compreender sua mensagem.

E quem não se entende, não se comunica.

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Outline: a fórmula infalível para destravar a escrita

Começar um texto. Essa é uma dificuldade tão recorrente, que recebeu até um nome: síndrome da folha em branco.

William Zinsser, no seu excelente livro “Como escrever bem”, diz que essa trava inicial se deve ao fetiche do produto final.

Antes mesmo de começarmos a escrever, já idealizamos um conteúdo pronto e acabado.

Essa abstração – aos poucos – consome nossa confiança.

Começamos a acreditar que não somos capazes de criar aquele texto maravilhoso que está na nossa cabeça.

Como começar um texto?

Para vencer essa barreira, podemos usar uma técnica chamada outline.

É uma espécie de esqueleto do texto. Uma estrutura de tópicos simplificada. Funciona da seguinte forma:

1) Defina o tema central;
2) Crie subtemas;
3) Liste 3 ideias-chaves para cada subtema.

Outline na prática

Vejamos um exemplo:

TEMA CENTRAL: Violência nas escolas

SUBTEMA 1: A escola como espaço de socialização.

Ideias-chaves: a) A escola recebe estudantes com valores diferentes: b) A diferença de valores pode gerar conflitos; c) Os professores se veem no papel de mediadores.

SUBTEMA 2: Escola como parte da sociedade.

Ideias-chaves: a) Não podemos enxergar a escola como um ambiente isolado; b) O ambiente onde a escola está inserida influência a vida escolar; c) Conflitos externos podem se refletir no ambiente interno da escola

SUBTEMA 3: Possíveis soluções para a violência nas escolas.

Ideias-chaves: a) Envolver a comunidade e os pais na gestão da escola; b) Promover ações para incentivar a paz nas escolas; c) Desenvolver atividades que fortaleçam os laços entre os estudantes.

Pronto! Agora temos um caminho claro de como construir o conteúdo.

Basta conectar os subtemas e as ideias-chaves e teremos um texto coeso e bem estruturado.

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir ao vídeo no qual falo sobre como escrever o parágrafo perfeito:

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3 estratégias para guiar a atenção do seu leitor

estratégias para guiar a atenção do leitor
Entenda como guiar seu leitor pelo texto.

Um texto bem escrito deixa claro para o leitor quais são as informações mais importantes.

Ao final da leitura, a pessoa deve ser capaz de identificar os pontos-chaves da sua mensagem.

A língua portuguesa possui vários mecanismos para enfatizar os principais tópicos. Hoje vou te apresentar três deles.

✅ O início da frase

O professor Othon Garcia ensina que as informações que vêm no começo do período são as mais importantes.

São nelas que o leitor vai prestar mais atenção. Veja os exemplos abaixo.

ex1: A mãe deixou o menino em casa na tarde de domingo.

ex2: O menino foi deixado pela mãe em casa na tarde de domingo.

No primeiro período, o destaque é para a mãe. Já no segundo, o foco é o menino. Percebeu como a ordem da sentença faz diferença?

✅ Intercalação com travessões

A intercalação acorre quando quebramos a ordem direta (sujeito – verbo – complemento).

A inversão da sequência natural da frase já chama atenção por si só. Mas, quando usamos o travessão, essa estratégia fica mais forte e evidente. Veja o período abaixo.

ex: O escritor de verdade – diferentemente dos amadores – pratica seu ofício diariamente.

Viu como o trecho entre os travessões puxou seu olhar?

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3 dicas para vencer a insegurança na hora de escrever

3 passos simples para você ter mais segurança na hora de escrever

Insegurança. Era isso que eu sentia quando comecei a escrever. Por isso, hoje quero dar três dicas práticas pra quem também se sente assim. Elas me ajudaram a vencer o medo de começar a escrever.

A primeira vez que postei um texto me senti muito vulnerável. Deu um baita frio na barriga.E se ninguém lesse? Pior: e se alguém lesse e achasse ridículo? E se…e se…e se…

Com o tempo, aprendi que a parte mais difícil é quebrar a inércia. É dar o primeiro passo. E para fugir do receio do julgamento dos outros, você pode seguir estes pontos.

✅ Comece pequeno

Você não precisa escrever um tratado teológico logo no primeiro dia.

Comece com um parágrafo só. Faça um comentário breve sobre algum tema da sua área ou sobre alguma notícia do dia.

Quando se sentir mais seguro, passe para dois parágrafos, depois para três e assim por diante.

Com a prática, você vai ganhar mais fluidez na escrita e vai se sentir mais confortável com o processo.

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