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Língua portuguesa para produtores de conteúdo

Categoria: Redação (page 1 of 7)

Gerundismo: evite esse vício de linguagem

Gerúndio: usado por muitos, odiado por vários.Essa forma nominal do verbo sofre de mau uso. Por isso, acaba por levar uma fama que não merece.

Quando usar o gerúndio?

O gerúndio deve ser utilizado para indicar atividades contínuas. O problema é que muita gente o usa para expressar ações que não têm essa característica.

Um caso clássico é o telemarketing.

Atire a primeira pedra que nunca ouviu um “vou estar transferindo sua ligação”.

O correto aqui seria um simples e efetivo “vou transferir sua ligação”. Mais prático impossível.

Uma dica matadora sobre o gerúndio é: empregue essa forma verbal com significado adverbial.

Mas que diabo é isso, Pedro? Calma, eu explico.

Use o gerúndio para mostrar a forma como determinada ação é praticada.

Ex1: Paulo vai para casa caminhando.

Ex2: O pintor trabalha assobiando.

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Queísmo: 5 dicas práticas para não repetir o “QUE”

O queísmo é uma vício de linguagem que empobrece seu texto. Confira 5 dicas práticas para fugir dele.

Hoje quero falar com você sobre um vício que estraga bons textos: o queísmo. Essa partícula é a erva daninha da escrita. É só você se distrair e logo seu conteúdo está infestado de “que” pra todo lado.

Por isso, vou compartilhar 5 técnicas para eliminar essa praga.

1) Use a oração reduzida de infinitivo

Ex: Planeje-se para que não haja prejuízo.

Agora, com o infinitivo.

Ex: Planeje-se para não haver prejuízo.

2) Use a oração reduzida de particípio passado

Ex: O chefe quer que as obras recomecem.

Vejamos como fica com o particípio.

Ex: O chefe quer as obras recomeçadas.

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Colocação pronominal: quando usar próclise, ênclise e mesóclise?

Hoje vou falar de um tema que sempre gera muitas dúvidas: colocação pronominal.Quando o pronome deve vir antes do verbo? Quando deve vir depois? Quando deve vir no meio?

Neste artigo, vou detalhar todos os casos para você dominar de vez esse tópico. O texto é mais longo, mas se você ler até o fim, garanto que não vai mais escorregar nessa questão.

Já adianto uma estratégia bem efetiva: na dúvida, use o pronome antes do verbo.

Próclise

É a mais famosa e recorrente de todas. É quando o pronome vem antes do verbo.

O segredo aqui é se lembrar dos fatores de próclise. São termos que atraem o pronome para perto deles:

a) Pronomes relativos: que, o/a qual, cujo, onde, quem, etc.

ex: Fui eu que lhe dei aquele presente.

b) Pronomes interrogativos: quem, quando, como, etc.

ex: Quem te ligou?

c) Pronomes indefinidos: alguém, algum, vários, muitos, etc.

ex: Alguém me disse que amanhã teremos uma reunião.

d) Advérbios ou locuções adverbiais: sempre, talvez, ontem, etc.

ex: Sempre se diz que a prática leva à perfeição.

e) Conjunção subordinativa (aquelas que ligam as orações subordinadas à principal): quando, embora, assim que, visto que, etc.

Embora se saiba que exercício faz bem para saúde, há ainda muitas pessoas sedentárias.

f) Em + pronome + gerúndio: em se tratando de, em se falando de, etc.

ex: Em se tratando de escrita, a prática diária é fundamental.

g) Negação: não, nem, nunca, etc.

ex: Não a vi hoje o dia inteiro.

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Fórmula CCE: 3 características de um texto irresistível


Neste artigo, você vai conhecer a fórmula CCE. Trata-se de uma estratégia com três elementos para escrever um texto incrível.

Mas o que é isso?

Na minha jornada como revisor e produtor de conteúdo, aprendi que um texto de qualidade tem três características essenciais.

1) Correção

Essa é a base de tudo.

A língua é um sistema de regras que permite que as pessoas se comuniquem.

Se você desrespeita as normas gramaticais, seu leitor terá dificuldade de compreender sua mensagem.

E quem não se entende, não se comunica.

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Outline: a fórmula infalível para destravar a escrita

Começar um texto. Essa é uma dificuldade tão recorrente, que recebeu até um nome: síndrome da folha em branco.

William Zinsser, no seu excelente livro “Como escrever bem”, diz que essa trava inicial se deve ao fetiche do produto final.

Antes mesmo de começarmos a escrever, já idealizamos um conteúdo pronto e acabado.

Essa abstração – aos poucos – consome nossa confiança.

Começamos a acreditar que não somos capazes de criar aquele texto maravilhoso que está na nossa cabeça.

Como começar um texto?

Para vencer essa barreira, podemos usar uma técnica chamada outline.

É uma espécie de esqueleto do texto. Uma estrutura de tópicos simplificada. Funciona da seguinte forma:

1) Defina o tema central;
2) Crie subtemas;
3) Liste 3 ideias-chaves para cada subtema.

Outline na prática

Vejamos um exemplo:

TEMA CENTRAL: Violência nas escolas

SUBTEMA 1: A escola como espaço de socialização.

Ideias-chaves: a) A escola recebe estudantes com valores diferentes: b) A diferença de valores pode gerar conflitos; c) Os professores se veem no papel de mediadores.

SUBTEMA 2: Escola como parte da sociedade.

Ideias-chaves: a) Não podemos enxergar a escola como um ambiente isolado; b) O ambiente onde a escola está inserida influência a vida escolar; c) Conflitos externos podem se refletir no ambiente interno da escola

SUBTEMA 3: Possíveis soluções para a violência nas escolas.

Ideias-chaves: a) Envolver a comunidade e os pais na gestão da escola; b) Promover ações para incentivar a paz nas escolas; c) Desenvolver atividades que fortaleçam os laços entre os estudantes.

Pronto! Agora temos um caminho claro de como construir o conteúdo.

Basta conectar os subtemas e as ideias-chaves e teremos um texto coeso e bem estruturado.

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir ao vídeo no qual falo sobre como escrever o parágrafo perfeito:

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3 estratégias para guiar a atenção do seu leitor

estratégias para guiar a atenção do leitor
Entenda como guiar seu leitor pelo texto.

Um texto bem escrito deixa claro para o leitor quais são as informações mais importantes.

Ao final da leitura, a pessoa deve ser capaz de identificar os pontos-chaves da sua mensagem.

A língua portuguesa possui vários mecanismos para enfatizar os principais tópicos. Hoje vou te apresentar três deles.

✅ O início da frase

O professor Othon Garcia ensina que as informações que vêm no começo do período são as mais importantes.

São nelas que o leitor vai prestar mais atenção. Veja os exemplos abaixo.

ex1: A mãe deixou o menino em casa na tarde de domingo.

ex2: O menino foi deixado pela mãe em casa na tarde de domingo.

No primeiro período, o destaque é para a mãe. Já no segundo, o foco é o menino. Percebeu como a ordem da sentença faz diferença?

✅ Intercalação com travessões

A intercalação acorre quando quebramos a ordem direta (sujeito – verbo – complemento).

A inversão da sequência natural da frase já chama atenção por si só. Mas, quando usamos o travessão, essa estratégia fica mais forte e evidente. Veja o período abaixo.

ex: O escritor de verdade – diferentemente dos amadores – pratica seu ofício diariamente.

Viu como o trecho entre os travessões puxou seu olhar?

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3 dicas para vencer a insegurança na hora de escrever

3 passos simples para você ter mais segurança na hora de escrever

Insegurança. Era isso que eu sentia quando comecei a escrever. Por isso, hoje quero dar três dicas práticas pra quem também se sente assim. Elas me ajudaram a vencer o medo de começar a escrever.

A primeira vez que postei um texto me senti muito vulnerável. Deu um baita frio na barriga.E se ninguém lesse? Pior: e se alguém lesse e achasse ridículo? E se…e se…e se…

Com o tempo, aprendi que a parte mais difícil é quebrar a inércia. É dar o primeiro passo. E para fugir do receio do julgamento dos outros, você pode seguir estes pontos.

✅ Comece pequeno

Você não precisa escrever um tratado teológico logo no primeiro dia.

Comece com um parágrafo só. Faça um comentário breve sobre algum tema da sua área ou sobre alguma notícia do dia.

Quando se sentir mais seguro, passe para dois parágrafos, depois para três e assim por diante.

Com a prática, você vai ganhar mais fluidez na escrita e vai se sentir mais confortável com o processo.

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É correto falar “maiores informações”?

Dizer "maiores informações" não é correto. O melhor é usar "mais informações"
Dizer “maiores informações” não é correto. O melhor é usar “mais informações”

Dica rápida para você não cometer mais este erro. É muito comum esbarrarmos com e-mails e informativos que terminam com a expressão: “para maiores informações, entre em contato”. Neste artigo, vamos explicar por que dizer isso está errado.

Tamanho

Informação não tem tamanho. Então, não pode ser maior, nem menor. Logo, o correto é: “para mais informações, entre em contato”, pois a ideia que se deseja passar é que a pessoa poderá encontrar informações adicionais ou complementares em outro espaço.

Maiores detalhes

A regra também se aplica à expressão maiores detalhes. Não é possível medir o tamanho de um detalhe. Por isso, não temos como compará-los usando esse tipo de escala. Dessa forma, o certo é dizer mais detalhes.

ex: Para mais detalhes, consulte nosso site.

Gostou do texto? Então, vale a pena conferir o vídeo que fizemos sobre se o correto é mais que ou mais do que:

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Figuras de linguagem – método prático para usá-las nos seus textos

Este aprendizado mudou radicalmente minha forma de escrever. Se você ler até o final, com certeza, vai mudar a sua também.

Tem coisas incríveis que aprendemos e não fazemos ideia de como colocar em prática. Isso acontecia comigo com as figuras de linguagem.

Sempre achei o tema fascinante, mas não entendia como inserir no texto. Me parecia algo que só poetas eram capazes de fazer.

Até que descobri um macete prático para resolver esse problema. Hoje vou mostrar pra você como é fácil.

O método

Primeiro, você deve escrever o conteúdo mais cru, sem se preocupar com as figuras de linguagem. Veja o exemplo abaixo:

Ex: A leitura constante melhora a escrita.

A partir daqui, acrescentamos algumas figuras de linguagem. Vamos começar pela apóstrofe (um chamamento ao leitor no início ou no meio do texto).

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita.

Agora, vamos colocar uma metáfora para reforçar o argumento.

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente.

Já tá com outra cara, né? Mas cabe ainda uma prosopopeia (atribuição de ações humanas a objetos inanimados).

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente. As histórias que as páginas contam enriquecem seu repertório.

Pronto! Agora temos um parágrafo com um argumento central apoiado por três figuras de linguagem. É esse o papel da estilística.

Pratique

Esse método de gramática aplicada ao texto é o que eu uso no meu curso e também nos meus textos.

É super prático. É como montar uma árvore de Natal. Você vai escolhendo os enfeites que a deixam mais bonita.

Que tal praticar? Montamos uma playlist completa sobre várias figuras de linguagem. Escolha uma e tente inserir no seu texto.

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Sintagma e paradigma: os mecanismos ocultos por trás dos grandes textos

Imagem retirada do site: helioborgesblog

Existe um mecanismo que está por trás de todo texto. Aqueles que o entendem e o dominam conseguem produzir conteúdos de alta qualidade. Quando aprendi esse tema, dei um salto na minha compreensão de como melhorar minha escrita.

Por isso, quero compartilhar esse conhecimento com vocês (o post é um pouco longo, mas você vai entender algo que muito pouca gente conhece se chegar até o final).

A língua portuguesa se divide em dois grandes eixos: o da seleção (também chamado de paradigma) e o da combinação (também conhecido como sintagma).

Esses conceitos foram cunhados pelo linguista  suíço Ferdinand de SaussureNeste artigo, vamos falar um pouco sobre cada um deles.

Paradigma

O primeiro está ligado à escolha das palavras em um texto (também é conhecido com eixo vertical). Ele está relacionado com a semântica. Um ponto importante aqui é que duas palavras não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Também é conhecido com eixo vertical.

Então, a seleção vocabular busca o termo que melhor expresse sua ideia. Olhe, por exemplo, as expressões abaixo:

– presidente eleito;

– mandatário eleito.

As duas estão no mesmo campo semântico, mas têm nuances que impactam a mensagem que vamos passar. “Presidente” expressa uma ideia mais ligada a institucionalidade. Já “mandatário” traz uma relação hierárquica (aquele que recebe um mandato de alguém).

A escolha dos termos deve ser feita de forma estratégica para passar a mensagem precisa ao leitor.

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