A forma correta é criptomoeda, sem hífen. Neste artigo, vamos analisar esse vocábulo e explicar qual regra de formação de palavra se aplica a ele. Vejamos!

Hífen

A palavra criptomoeda é formada pelo prefixo grego “cripto-“, que indica algo secreto ou oculto, e pelo substantivo feminino “moeda”. A origem do termo também está relacionada com a criptografia, uma ciência que estuda e práticas, princípios e técnicas para comunicação segura, muito utilizada no campo da programação.

De acordo com as regras da Reforma Ortográfica, em regra, não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com consoante. É exatamente o caso de criptomoeda. Vejamos outros exemplos:

ex: antinatural, contracheque, geopolítica, semicircunferência.

Significado

Segundo o dicionário Priberam, criptomoeda é a designação dada a qualquer moeda digital criada para uso em transações em linha, sem ligação a um banco ou instituição financeira.

A mais conhecida das criptomoedas é o bitcoin, criado em 2009 por usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Contudo, hoje já existem várias outras, como Ethereum, Binance coin, Cardano, Tether, Solana, XRP, Polkadot, Dogecoin, USD Coin, etc.

Essas moedas são usadas tanto como meio de troca quanto como ativo financeiro e são baseadas principalmente em dois pilares: criptografia e blockchain.

Criptomoeda é um neologismo?

Para finalizar, vale dizer que o substantivo feminino criptomoeda já está registrado no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), organizado pela Academia Brasileira de Letras.

Dessa forma, ele não pode mais ser considerado um neologismo. Ademais, vários dicionários também já incorporaram o termo.

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