Língua Portuguesa e Literatura

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Caqui x Cáqui – qual a diferença?

Tanto caqui quanto cáqui são palavras que existem na língua portuguesa. Elas, contudo, têm significados bem distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada um dos termos. Vejamos! 

Caqui – quando usar?

Caqui, sem o acento agudo na primeira sílaba, é um substantivo masculino que faz referência a uma fruta avermelhada de sabor doce, originada do caquizeiro. 

Trata-se de uma palavra oxítona (a última sílaba é a tônica), que tem origem da palavra japonesa kaki. Veja alguns exemplos com o uso dela:

  • O caqui é uma fruta bem doce, rica em ferro, proteína e cálcio.
  • Gosto muito de comer caqui durante o dia.
  • No Brasil, temos uma plantação enorme de caqui.
  • Meus filhos amam comer caqui
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Adjetivo relacional, restritivo e explicativo

Na sintaxe da língua portuguesa, o adjetivo é uma palavra que pode tanto expressar uma qualidade ou característica do ser/objeto quanto se “encaixar” ao lado de um substantivo, garantindo ênfase. 

Vejamos como exemplo a palavra “amorosa”: além de significar a qualidade daquilo que é carinhoso, afetuoso e expressar amor e carinho, também pode ser colocada ao lado de substantivos: mulher amorosa, criança amorosa, personalidade amorosa. Logo, o adjetivo funciona como um modificador do substantivo

Neste artigo, vamos estudar três classificações: adjetivos relacionais, restritivos e explicativos.

O que é adjetivo relacional?

O adjetivo relacional, geralmente, deriva de um nome, estabelecendo relações de posse, origem, propriedade, nacionalidade, etc. 

Exemplos:

  • Tinha um ar juvenil. (relacionado a juventude)
  • Adoro comida indiana. (relacionada ao país, Índia)
  • Por que as bonecas russas são tão caras? (relacionada ao país, Rússia)
  • Meu cartão é internacional. (relacionado à internacionalização, além das fronteiras)
  • Todo bulbo capilar precisa de hidratação. (relacionada a cabelo). 

Em resumo: quando pensar em adjetivo relacional, pense em “relacionado com”, assim, ficará mais fácil identificar de onde deriva a palavra em questão. 

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Particípio: quando é verbo e quando é adjetivo?

O particípio é uma das formas nominais do verbo. Ele pode tanto funcionar como verbo quanto como adjetivo. Neste artigo, vamos mostrar como diferenciar essas funções. Vejamos!

Particípio como verbo

Quando indica ação, o particípio atua como verbo. Nesses casos, o termo compõe uma locução verbal, junto com um verbo auxiliar. Vejamos alguns exemplos para entender melhor este ponto:

  • O legumes foram cozidos a vapor.
  • O documento foi anexado ao projeto.
  • A carne foi resfriada no frigorífico.
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Afro-brasileiro x Afrobasileiro – qual a forma correta?

A forma correta é afro-brasileiro. Neste artigo, vamos explicar por que essa palavra é escrita com hífen. Vejamos.

Adjetivos pátrios

Quando faz parte de adjetivos pátrios compostos, o termo afro exerce a função de adjetivo (como abreviação de “africano”), e não de prefixo. Por essa razão, devemos utilizar o hífen para separá-lo do vocábulo seguinte. Assim, a grafia correta é afro-brasileiro.

  • Minha avó é afro-brasileira.
  • Gosto muito de cantores afro-brasileiros.

Vale destacar que essa mesma regra se aplica a outros gentílicos formados com “afro”:

  • afro-americano;
  • afro-lusitano;
  • afro-inglês;
  • afro-francês;
  • afro-asiático;
  • afro-cubano.
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Plural das cores – como funciona?

O plural das cores sempre gera muitas dúvidas. Isso acontece, porque temos regras específicas que se aplicam a esses casos. Neste artigo, vamos mostrar tudo que você precisa saber para escrever com segurança. Vejamos!

Adjetivo

Quando a cor for representada por um adjetivo, o termo deve ser flexionado de acordo com o substantivo que o acompanha:

  • Naquele jardim, havia muitas folhas verdes.
  • Janaina tinha muitos vestidos pretos no seu armário.
  • Nos países escandinavos, muitas pessoas têm olhos azuis e cabelos loiros.
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Complemento nominal – o que é e como identificar?

O complemento nominal é um termo integrante da oração que completa o sentido de certos nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio terminado em -mente).

É obrigatoriamente regido por preposição e normalmente tem valor semântico passivo, ou seja, a ação recai sobre ele. Exemplo:

– Temos certeza da vitória.

O complemento nominal é da vitória, pois liga-se ao substantivo certeza, está acompanhado da preposição de e tem valor semântico passivo, pois quem tem a certeza (sujeito agente) é o sujeito oculto nós.

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Bem-feito, bem feito e benfeito – quando usar cada um?

Bem-feito, bem feito e benfeito: as três formas estão corretas, mas cada uma deve ser utilizada em um contexto específico. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada termo. Vejamos!

Benfeito

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), benfeito, junto e sem hífen, é um substantivo, sinônimo de benfeitoria e de benefício. Vejamos alguns exemplos de uso dessa palavra:

  • O benfeito da administração contribuiu para o bem-estar dos moradores do bairro.
  • Para recuperar essa praça, a prefeitura terá que fazer muitos benfeitos.
  • Esse benfeito vai deixar a fachada do prédio muito mais bonita.
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O correto é tons pastel, e não tons pastéis

A forma correta é tons pastel, e não tons pastéis. Neste artigo, vamos explicar por que a concordância é feita dessa forma. Vejamos!

Substantivo x Adjetivo

Em geral, quando um substantivo funciona como um adjetivo, ele fica invariável. Em outras palavras, ele não sofre flexão de gênero (masculino x feminino) nem de número (singular x plural).

É nesse contexto que se encaixa a expressão tons pastel. Assim, perceba que o substantivo pastel funciona como adjetivo, qualificando outro substantivo (tons).

Nesse sentido, o termo pastel indica uma suave, tênue ou clara.

Confira outros exemplos que se encaixam nessa regra: ternos cinza, camisetas violeta, encontros relâmpago, tintas creme, decorações rosa.

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Analista judiciário: qual é o feminino?

Afinal de contas, qual o feminino de analista judiciário? Neste artigo, vamos resolver essa questão por meio da análise de cada um dos termos da expressão. Vejamos!

Analista

O substantivo analista é comum de dois gêneros. Isso significa que ele possui somente um gênero para feminino e masculino, sendo a distinção entre um e outro feita pelo uso dos artigos (a, o, um, uma).

ex1: Júlio é um ótimo analista.

ex2: Márcia é uma ótima analista.

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Glamoroso, glamouroso ou glamuroso – qual a forma correta?

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), as formas glamouroso e glamoroso estão corretas. Já a palavra glamuroso está errada.

Usamos essas expressões para nos referirmos a alguém ou algo que tem glamour, charme, fascínio ou encanto. Elas são sinônimas das palavras sedutor, cativante, deslumbrante, encantador, maravilhoso, chamativo.

Adjetivo

Os termos são adjetivos biformes. Isso significa que eles possuem flexão de gênero. Podem ser usados tanto no masculino quanto no feminino.

ex1: Aquele foi um show glamoroso.

ex2: O gerente estava com um casaco glamouroso.

ex3: Aquela foi uma apresentação glamorosa.

ex4: A gerente estava com um saia glamourosa.

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