Por Pedro Valadares

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Funções e usos do “como”

O vocábulo como, da mesma forma que diversos outros vocábulos da língua portuguesa, apresenta muitas classificações morfológicas e sintáticas.

Para identificar corretamente a sua classificação, é indispensável analisar o contexto em que está inserido. Portanto, veja abaixo as classificações possíveis para o vocábulo como, além de suas variações semânticas.

1. Substantivo

O como será substantivo sempre que aparecer acompanhado de algum determinante (artigo, adjetivo, pronome ou numeral). Neste caso, poderá exercer todas as funções sintáticas próprias de substantivo.

– Já sabemos tudo sobre o como. Estamos prontos para a prova!

– Este “como” está ambíguo.

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Regência nominal – o que é, principais casos e exemplos

Regência nominal é a relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus possíveis complementos, o que geralmente ocorre por meio de preposição.

Exemplos de regência nominal:

– O acesso aos comprovantes se dá por meio do aplicativo. (substantivo acesso pede a preposição a)

– O professor está orgulhoso de seus alunos. (adjetivo orgulhoso pede a preposição de)

– O guerreiro reagiu favoravelmente a seus adversários. (advérbio favoravelmente pede a preposição a)

Como existem inúmeros casos de regência nominal, veja a seguir algumas dicas que podem te ajudar a deduzir a regência de um nome.

Nome derivados de verbos

Muitos nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Portanto, conhecer o regime de um verbo significa conhecer o regime dos nomes cognatos na maioria das vezes.

Um bom exemplo é o verbo obedecer. Tanto ele quanto os nomes derivados dele são regidos por complementos introduzidos pela preposição a. Observe:

– Quem obedece, obedece a algo ou a alguém. (Regência verbal)

– Quem é obediente, é obediente a algo ou a alguém. (Regência nominal)

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Complemento nominal – o que é e como identificar?

O complemento nominal é um termo integrante da oração que completa o sentido de certos nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio terminado em -mente).

É obrigatoriamente regido por preposição e normalmente tem valor semântico passivo, ou seja, a ação recai sobre ele. Exemplo:

– Temos certeza da vitória.

O complemento nominal é da vitória, pois liga-se ao substantivo certeza, está acompanhado da preposição de e tem valor semântico passivo, pois quem tem a certeza (sujeito agente) é o sujeito oculto nós.

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As 10 classes gramaticais

Devido a uma semelhança morfológica, as palavras de nossa língua são divididas em dez classes gramaticais, também chamadas de classes de palavras.

Essas classes são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vejamos uma por uma a seguir.

Flexão das palavras

Quanto à flexão, as dez classes gramaticais se dividem em variáveis e invariáveis:

  1. Variáveis – são as palavras que variam em:
  • gênero e número: substantivo, adjetivo, artigo e numeral;
  • pessoa, gênero e número: pronome;
  • pessoa, número, modo, tempo e voz: verbo.
  1. Invariáveis – são as palavras que não apresentam flexões: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

1. Substantivo

O substantivo é a palavra que nomeia tudo o que existe ou o que imaginamos existir. 

Quanto à forma, pode ser classificado em:

a) primitivo: pedra, motor, trovão.

b) derivado: pedreira, motorista, trovoada.

c) simples: fruta, pão, granjeiro, chuva, pedra.

d) composto: fruta-pão, hortifrutigranjeiro, chuva-de-pedra.

Quanto à significação, pode ser classificado em:

a) comum: homem, mulher, rio, remédio, cidade.

b) próprio: Jonas, Vanessa, São Francisco, Neosaldina, São Paulo.

c) abstrato: ódio, amor, beijo, toque, fé.

d) concreto: chuva, relógio, luz, Deus, Diabo.

e) coletivo: boiada, rebanho, tropa, vara, horda.

Quanto à flexão, pode apresentar:

a) Flexão em gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino. Exemplos: 

– gato, gata / homem, mulher / o jacaré macho, o jacaré fêmea.

b) Flexão em número: o substantivo pode ser singular ou plural. Exemplos:

– gato, gatos / homem, homens / mulher, mulheres.

Quanto à variação em grau, pode apresentar:

a) grau aumentativo: homem grande, homenzarrão, casa gigante, casarão.

b) grau diminutivo: homem miúdo, homenzinho, casa pequena, casinha.

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Porventura x Por ventura – qual a diferença?

Porventura e por ventura: as duas expressões existem na língua portuguesa, mas possuem significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada uma delas. Vejamos!

Porventura

Porventura é um advérbio que significa “por acaso” ou “por hipótese”. Essa palavra é sinônima de: quiça, talvez, possivelmente, quem sabe.

Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Se porventura você passar aqui amanhã, avise para tomarmos um café.
  • Porventura já deixei de cumprir algum compromisso com você, meu amigo?
  • Pode ser que porventura eu não consiga ir à escola amanhã.
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Tudo bom x Tudo bem – qual a forma correta?

O correto é dizer tudo bem ou tudo bom? As duas maneiras são aceitas. Neste artigo, vamos explicar melhor cada situação. Vamos lá!

Tudo bem

Quando usamos essa forma, está implícito o verbo estar. Como bem é um advérbio, ele complementa o verbo, logo ele se refere a maneira como as coisas estão indo.

ex: Está tudo bem na minha vida.

Tudo bom

Como bom é um adjetivo, ele se refere a um substantivo que está oculto. Então, quando perguntamos se está tudo bom, fica subentendido que estamos falando do dia-a-dia, da situação, das coisas de determinada pessoa.

ex: Está tudo bom no meu dia.

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Mal criado x Malcriado – quando usar cada um?

🔸 MALCRIADO é um adjetivo usado para caracterizar alguém que tem má educação, é grosseiro ou desrespeitoso. ✔ Ex: O aluno foi muito malcriado ao responder o professor. 🔸MAL CRIADO tem função de advérbio e se refere ao tipo de educação que alguém recebeu ou está recebendo. ✔ Ex: Joana foi muito mal criada pelos pais. #DescriçãoDaImagem A imagem mostra um menino olhando pra cima. A imagem dá ideia de má-criação. #TextoDaImagem Malcriado versus mal criado. #português #gramática #educação  #aprendizado #estudo #trabalho #empreendedorismo #concurso #concursopúblico #escola #faculdade #vestibular #enem #dicas #escrita #língua #linguagem #clubedoportuguês #correntedobem #boanoite

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As expressões mal criado e malcriado existem. Elas são utilizadas em circunstâncias diferentes. Neste artigo, vamos explicar como e quando usar cada uma. Vamos lá!

Malcriado

É um adjetivo usado para caracterizar alguém que tem má educação, é grosseiro ou desrespeitoso.

ex1: O aluno foi muito malcriado ao responder o professor.

ex2: Filhos malcriados são um grande problema para as escolas.

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Mal-entendido: qual é o plural?

Afinal de contas, qual o plural de mal-entendido? Os dois termos vão para o plural ou somente um? Neste artigo, vamos resolver essa questão. Vamos lá!

Classificação das palavras

Para descobrir a resposta correta, temos de analisar a classificação das palavras. Entendido exerce a função de adjetivo. Dessa forma, possui variação de número, ou seja, pode ser pluralizado.

mal é um advérbio e, por isso, é um termo invariável. Em outras palavras, não tem plural.

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Depois x Após – qual é a diferença?

O leitor Álvaro Bangui nos enviou uma instigante dúvida: qual é a diferença entre as palavras APÓS e DEPOIS? Neste artigo, vamos explicar o que diferencia esses dois termos e explicar quando usar cada um. Vamos lá!

Sinônimos

Primeiramente, é preciso destacar que as duas palavras podem ser usadas como sinônimas. Porém, como se sabe, não existe sinonímia perfeita, ou seja, as palavras nunca são completamente intercambiáveis, porque sempre há algumas nuances de sentido que as diferenciam.

Preposição x Advérbio

A grande diferença entre após e depois reside na classificação gramatical. APÓS pode funcionar como preposição, quando tem o significado de “depois de”, “em seguida a”:

ex: Após a festa, fomos ao restaurante.

APÓS também pode agir como advérbio, quando o sentido é “depois” ou “atrás”.

ex: Minha casa fica após a padaria.

Já o vocábulo DEPOIS exerce somente a função de advérbio de tempo ou de lugar, significando “mais tarde” ou “mais longe”.

ex1: Depois que você terminar o dever de casa, poderá sair para jogar bola.

ex2: Depois da montanha, há um rio.

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Demais x De mais – qual a diferença?

🔘 DE MAIS: é uma locução adverbial de quantidade; acompanha, frequentemente, substantivos e é o oposto de "de menos". Ex1: Meu pai me deu dinheiro de mais para comprar a roupa da festa. Ex2: Mário está doente, mas não é nada de mais. Ex3: Ela passou creme de mais nos cabelos. 🔘 DEMAIS: é um advérbio de intensidade e modifica verbos, adjetivos ou outros advérbios. Ex1: Estudei demais para a prova, mas não passei. 👉 Funciona como advérbio e modifica o verbo "estudar". Ex2: Ela é linda demais. 👉 Funciona como advérbio e modifica o adjetivo "linda". Ex3: Está tarde demais para sair. 👉 Funciona como advérbio e modifica o advérbio "tarde". ⚠ ATENÇÃO! Demais também pode significar "os outros", "os restantes"; e pode ser sinônimo ainda de "além disso", "de resto". Ex1: Quem pegou a senha pode ficar, os demais devem voltar para casa. Ex2:  Não vou à festa, porque não comprei o presente, demais, estou cansada. #DescriçãoDaImagem A imagem mostra várias pessoas com rostos coloridos. #TextoDaImagem Demais versus de mais. #português #gramática #educação  #aprendizado #estudo #trabalho #empreendedorismo #concurso #concursopúblico #escola #faculdade #vestibular #enem #dicas #escrita #língua #linguagem #clubedoportuguês #correntedobem #boanoite

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Tanto demais quanto de mais existem. Porém, as duas expressões têm significados diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando utilizar cada uma. Vamos lá!

DE MAIS

É uma locução adverbial de quantidade; acompanha, frequentemente, substantivos e é o oposto de “de menos”. Ex1: Meu pai me deu dinheiro de mais para comprar a roupa da festa.

Ex2: Mário está doente, mas não é nada de mais.

Ex3: Ela passou creme de mais nos cabelos.

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