Por Pedro Valadares

Tag: conjunção

As 10 classes gramaticais

Devido a uma semelhança morfológica, as palavras de nossa língua são divididas em dez classes gramaticais, também chamadas de classes de palavras.

Essas classes são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vejamos uma por uma a seguir.

Flexão das palavras

Quanto à flexão, as dez classes gramaticais se dividem em variáveis e invariáveis:

  1. Variáveis – são as palavras que variam em:
  • gênero e número: substantivo, adjetivo, artigo e numeral;
  • pessoa, gênero e número: pronome;
  • pessoa, número, modo, tempo e voz: verbo.
  1. Invariáveis – são as palavras que não apresentam flexões: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

1. Substantivo

O substantivo é a palavra que nomeia tudo o que existe ou o que imaginamos existir. 

Quanto à forma, pode ser classificado em:

a) primitivo: pedra, motor, trovão.

b) derivado: pedreira, motorista, trovoada.

c) simples: fruta, pão, granjeiro, chuva, pedra.

d) composto: fruta-pão, hortifrutigranjeiro, chuva-de-pedra.

Quanto à significação, pode ser classificado em:

a) comum: homem, mulher, rio, remédio, cidade.

b) próprio: Jonas, Vanessa, São Francisco, Neosaldina, São Paulo.

c) abstrato: ódio, amor, beijo, toque, fé.

d) concreto: chuva, relógio, luz, Deus, Diabo.

e) coletivo: boiada, rebanho, tropa, vara, horda.

Quanto à flexão, pode apresentar:

a) Flexão em gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino. Exemplos: 

– gato, gata / homem, mulher / o jacaré macho, o jacaré fêmea.

b) Flexão em número: o substantivo pode ser singular ou plural. Exemplos:

– gato, gatos / homem, homens / mulher, mulheres.

Quanto à variação em grau, pode apresentar:

a) grau aumentativo: homem grande, homenzarrão, casa gigante, casarão.

b) grau diminutivo: homem miúdo, homenzinho, casa pequena, casinha.

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MAS x MAIS – quando utilizar cada um?

conjunção-advérbio

Quando utilizar cada um?

Há, na língua portuguesa, palavras com grafia bem parecida que possuem significados e funções totalmente diferentes. Um dos casos mais clássicos é o da dupla: mais e mas. Vejamos quando utilizar cada um.

MAS

Mas é uma conjunção coordenativa adversativa. Ela expressa a ideia de contraste ou compensação.

ex¹: Eu ia jogar bola hoje, mas a chuva fez o jogo ser cancelado.

ex²: Ele é muito inteligente, mas é preguiçoso.

Se você quiser saber mais sobre as conjunções adversativas, vale ler este outro texto AQUI.

Mas, quando utilizado junto com as palavras também e ainda, exerce a função de conjunção coordenativa aditiva.

ex¹: Ele não só acordou cedo, mas também limpou toda a casa.

Perceba que ele fez as duas coisas: acordou cedo e limpou a casa.

ex²: Ele não só chegou atraso, mas ainda interrompeu a reunião.

Novamente, veja que as duas ações foram realizadas: chegar atrasado + interromper a reunião.

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3C – fórmula para escrever bons textos

3C

Um bom texto é aquele que possui ideias claras e expostas de maneira harmoniosa, com um encadeamento lógico entre os parágrafos. Para isso, uma boa escrita deve conter os 3 Cs: coesão, coerência e consistência.

Coesão

Trata-se do uso adequado dos conectivos, que garantem unicidade à redação e criam uma ligação fluida entre as frases e parágrafos.

Os principais elementos de coesão são as preposições (a, de, para, com), as conjunções (que, porém, entretanto, todavia), os pronomes (este, cujo, o qual, ele, ela, lhe, la), os advérbios (aqui, à direita, lá, acolá) e as palavras denotativas (então, apenas, inclusive).

Coerência

Trata-se da garantia do significado lógico do texto, que evita contradições e quebras de sentido. Deve-se buscar a não contradição entre as ideias apresentadas na escrita. Veja o exemplo abaixo:

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Análise sintática na prática!

Análise sintática na prática

O objetivo deste texto é mostrar o passo a passo de uma análise sintática. Vamos lá!

PERÍODO: As redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

1º PASSO: Identificar o número de orações

Para fazer isso, é necessário encontrar os verbos.

As redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Identificamos dois verbos. Ou melhor, uma locução verbal (poderão fazer) e um verbo (condiciona).

2º PASSO: Analisar cada oração separadamente

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Senão x se não

senão-x-se-não

Na língua portuguesa, há expressões que têm sons similares e grafias distintas. Nesse sentido, elas devem ser utilizadas em contextos diferentes. É o caso do par senão e se não.

Senão – caso contrário, de outro modo;

Ex: É melhor estudar, senão não passará no vestibular.

Nesse caso, temos uma conjunção.

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Descomplicando o pronome relativo

Como identificar o pronome relativo na frase? Neste artigo, vamos mostrar uma dica prática para resolver essa questão. Vejamos!

Substantivo

O pronome relativo sempre virá depois de  um substantivo ou de um termo substantivado (por exemplo, oração subordinada subjetiva).

Exemplificando:

1 – Dizem que faz mal.

O “que” vem depois de um verbo, então não pode ser pronome relativo. Nesse caso, o “que”é uma conjunção integrante.

2 – Este estudo, que fala sobre direitos humanos, é revelador.

Veja que o “que” vem antecedido por um substantivo (“estudo”). Então, é pronome relativo.

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