Língua Portuguesa e Literatura

Tag: consciência fonológica

Alfabetização – qual a idade correta para ler e escrever?

A sociedade está sempre repleta de convenções que funcionam muito bem na maioria das vezes, mas que, em outros momentos, precisam ser adaptadas para lidar com características individuais. Isso é muito verdade quando a questão é ter ou não uma idade certa para aprender a ler e escrever. Afinal, temos aqui um padrão ou uma conveniência?

Oficialmente, o processo de alfabetização começa no primeiro ano do Ensino Fundamental, por volta dos 6 anos, e espera-se que os alunos saibam ler e escrever por volta de 8 a 9 anos de idade, já no terceiro ano. Existem escolas, contudo, que iniciam a alfabetização por volta dos 4 anos de idade – e com isso, com menos de 7 anos, essas crianças já estão alfabetizadas de fato.

Importante ressaltar que as pesquisas neurocientíficas indicam que o processo iniciado por uma criança de 6 anos de idade já apta às habilidades de leitura e escrita é concluído entre os 7 anos e meio e os 7 anos e 8 meses.

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Consciência fonológica – o que é isso?

O senso comum pode indicar que o primeiro passo para alfabetizar uma criança é ensinar a ela como identificar as letras. Essa ideia está equivocada, porque não leva em conta que, muito mais do que uma representação gráfica, a letra representa fundamentalmente um som. Na verdade, tudo começa com um outro processo: o de tomada de consciência fonológica.

É importante destacar que a noção de linguagem falada (composta de sequências de pequenos sons) não é algo que surge de forma natural ou fácil. Somar uma letra a outra, formar uma sílaba, daí uma palavra, e assim por diante. É, sobretudo, um mecanismo de aprendizado.

O som é a chave de ignição de todo esse processo, que nada mais é do que uma tomada de consciência desses mecanismos da língua. E essa consciência fonológica é a habilidade do falante de manipular os sons de uma língua, ou seja, é o desenvolvimento de uma competência que permite a ele identificar, manipular e refletir sobre os sons da fala.

É também a capacidade de entender, antes mesmo de adquirir qualquer compreensão do princípio alfabético, que os sons que se associam às letras não são exatamente os mesmos sons da fala.

É, ainda, a possibilidade de perceber que a linguagem falada pode ser repartida em várias unidades, ou seja, que a frase pode ser dividida em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas. Por meio dela, percebemos ainda que o mesmo som pode começar ou terminar palavras diferentes e que há frases e orações.

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