Por Pedro Valadares

Tag: Crase (Page 1 of 4)

Junto a, junto de ou junto com – qual a forma correta?

As locuções junto a e junto de estão corretas. Elas são sinônimas de “perto de” ou “ao lado de”. Vejamos alguns exemplos:

  • O castelo fica junto ao rio.
  • O castelo fica junto do rio.
  • O anexo 4 fica junta à torre norte.
  • O anexo 4 fica junto da torre norte.

Já a expressão junto com é redundante e não deve ser utilizada. Recomenda-se usar somente a preposição “com”. Vamos analisar as frases abaixo:

  • Fui ao cinema junto com Patrícia. (redundante)
  • Fui ao cinema com Patrícia. (correta)

Mau uso de “junto a” e “junto de”

As expressões junta a e junto de não devem ser usadas no lugar de “com”, “a”, “de”, “em” e “entre”. Vejamos alguns exemplos desses mau usos:

  • A questão será resolvida junto à diretoria. (Errado)
  • A questão será resolvida com a diretoria. (Certo)
  • Pediu um financiamento junto à instituição bancária. (Errado)
  • Pediu um financiamento à instituição bancária. (Certo)
  • A empresa comprou o produto junto ao fornecedor. (Errado)
  • A empresa comprou do fornecedor o produto. (Certo)
  • Mariana entrou com recurso junto ao juizado. (Errado)
  • Mariana entrou com recurso no juizado. (Certo)
  • O discurso repercutiu bem junto aos eleitores. (Errado)
  • O discurso repercutiu bem entre os eleitores. (Certo)
Continue reading

À beça x A beça – tem crase?

A forma correta é à beça, com crase. Neste artigo, vamos explicar por que essa expressão recebe o acento grave. Vejamos!

Núcleo feminino

Na língua portuguesa, todas as locuções com núcleo feminino recebem crase. É esse o caso da locução adverbial à beça.

Essa expressão indica algo que ocorre em grande quantidade ou com grande intensidade.

Outros exemplos de locuções com núcleo feminino que recebem a acento grave são: à toaà tonaà capelaà caneta, à vista.

Continue reading

A favor x À favor – tem crase?

A forma correta é a favor, sem crase. Essa locução é sinônima de “em benefício de” ou “favorável a”. Neste artigo, vamos explicar por que a expressão não recebe acento grave. Vejamos!

Núcleo masculino

A favor é uma locução adjetiva formada pela combinação da preposição “a” com o substantivo “favor”. Como o núcleo da expressão é um termo masculino, não devemos utilizar a crase.

Em contrapartida, vale destacar que todas as locuções com núcleo feminino recebem acento grave. É o caso, por exemplo, de: à toa, à tona, à capela, à caneta, entre outras.

Continue reading

A respeito de x À respeito de – tem crase?

A grafia correta é a respeito de, sem crase. A forma à respeito de, com crase, não está de acordo com as normas da língua portuguesa. Neste artigo, vamos explicar por que não se usa o acento grave com essa expressão. Vejamos!

O que é a crase?

Antes de avançarmos, vamos relembrar o que é a crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Continue reading

Volta às aulas x Volta as aulas – tem crase?

O correto é “volta às aulas“, com crase. Neste artigo, vamos explicar por que devemos utilizar o acento grave nesse caso. Vejamos.

Regência do verbo voltar

Quando é utilizado no sentido de regressar ou retornar, voltar é um verbo transitivo indireto. Isso significa que ele demanda o uso da preposição “a”.

Essa transitividade é transferida para o substantivo volta, que é derivado do verbo. Por isso, ele também pede a preposição.

Assim, temos o encontro da preposição “a” com o artigo definido feminino no plural “as”, que acompanha o substantivo “aulas”. Esse encontro caracteriza um caso de crase. Vamos esquematizar esse processo:

Volta a + as aulas (a + as = às). Logo, volta às aulas.

Vale destacar que, nessa construção, o termo “às aulas” é complemento nominal do substantivo abstrato “volta”.

Continue reading

À toa, a toa ou atoa: qual a forma correta?

À toa, a toa e atoa: as três expressões estão corretas e existem na Língua Portuguesa. Porém, elas possuem significados e funções diferentes, mas relacionados.

Neste artigo, vamos entender o sentido e quando usar cada um dos termos. Vejamos!

1) À toa

Trata-se de um locução adverbial ou adjetiva que significa desocupado ou a reboque.

ex1: Ele passava o dia todo à toa e não estudava.

ex2: Ele é um à toa. Não faz nada o dia inteiro.

É interessante notar que, antes do Acordo Ortográfico, a locução adjetiva era escrita com hífen (à-toa). Contudo, após a implantação da reforma, o sinal foi abolido e a grafia passou a ser a mesma da locução adverbial: à toa.

Continue reading

Vir à tona x Vir a tona – qual a forma correta?

Afinal, o certo é vir a tona ou à tona? A locução tem ou não tem crase? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida e explicar o sentido da expressão. Vamos lá!

Locução adverbial

Na língua portuguesa, todas as locuções formadas com núcleo feminino têm crase. É exatamente o caso de à tona, que é uma locução adverbial

Ex: Depois de muitos anos, a verdade finalmente veio à tona.

Outros exemplos de locuções formadas por palavras femininas e que recebem o acento grave são à capela, à caneta, à mão.

Continue reading

Escrevo a caneta ou à caneta?

Uma mão com um caneta de pena escreve em um papel. Em cima está escrito: "à caneta x a caneta".
Tem ou não tem crase?

O correto é a caneta ou à caneta? Neste artigo, vou te explicar se a expressão tem ou não crase. Vamos lá!

O que é crase?

Antes de avançarmos, é importante relembrar rapidamente o que é a crase afinal.

Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”.

Continue reading

Crase: 5 casos em que você não deve usá-la

A crase é, sem sombra de dúvidas, um dos temas que mais geram dúvidas. Por isso, neste artigo, vamos falar de 5 casos em que ela não deve ser usada. Vamos lá!

O que é a CRASE?

Antes de tudo, vamos relembrar o que é a crase e como e quando devemos usá-lo. Trata-se do encontro de vogais iguais => A + A = À. Acontece, em geral, em três casos:

  1. Encontro da preposição A com os artigos definidos A ou AS;
  2. Encontra do pronome demonstrativo A com a preposição A;
  3. Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição A.

1) Antes de verbo

Verbos não aceitam artigo preposto. Por isso, não é possível haver o encontro entre preposição e artigo feminino.

ex: Ele começou a caminhar diariamente este ano.

2) Antes de cujo e cuja

Não é possível colocar artigo antes dos pronomes relativos cujo e cuja. Assim, a preposição sempre estará sozinha e não teremos o encontro de duas letras “a”.

ex: Esse é o trabalho a cuja autora eu elogiei.

Vale lembrar que os pronomes cuja e cujo também não aceitam artigo depois deles.

Continue reading

Queísmo: 5 dicas práticas para não repetir o “QUE”

O queísmo é uma vício de linguagem que empobrece seu texto. Confira 5 dicas práticas para fugir dele.

Hoje quero falar com você sobre um vício que estraga bons textos: o queísmo. Essa partícula é a erva daninha da escrita. É só você se distrair e logo seu conteúdo está infestado de “que” pra todo lado.

Por isso, vou compartilhar 5 técnicas para eliminar essa praga.

1) Use a oração reduzida de infinitivo

Ex: Planeje-se para que não haja prejuízo.

Agora, com o infinitivo.

Ex: Planeje-se para não haver prejuízo.

2) Use a oração reduzida de particípio passado

Ex: O chefe quer que as obras recomecem.

Vejamos como fica com o particípio.

Ex: O chefe quer as obras recomeçadas.

Continue reading
« Older posts

© 2021 Clube do Português

Theme by Anders NorenUp ↑