Língua Portuguesa e Literatura

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Nenhum x Nem um – qual a diferença?

Apesar de serem parecidas, as expressões nenhum e nem um têm significados diferentes.

 

Os termos nem um e nenhum, apesar de serem parecidos, são empregados em contextos diferentes. Neste artigo, vamos mostrar o significado e quando utilizar cada um. Vejamos!

Nenhum

Nenhum é um pronome indefinido e é utilizado em oposição a algum. Dessa forma, para saber quando o usar, basta substituir nenhum por algum.

Ex: Nenhum de nós seria capaz de realizar aquela tarefa.

SUBSTITUIÇÃO: Algum de nós seria capaz de realizar aquela tarefa.

A mesma sistemática se aplica ao pronome nenhuma.

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Por que, por quê, porque e porquê – quando usar cada um?

Como e quando utilizar os quatro porquês? Essa é uma dúvida recorrente na língua portuguesa. Por isso, neste artigo, vamos mostrar em quais situações usar cada um dos termos e qual é a diferença dos porquês. Vejamos.

“Por que” separado

Essa forma é utilizada em duas situações. A primeira é quando temos o encontro da preposição “por” com o pronome interrogativo “que”. Nesse caso, a expressão terá o mesmo sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”.

Ex1: Por que você não foi à festa ontem?

Ex2: Gostaria de saber por que você não foi a festa ontem.

A segunda situação ocorre quando temos a junção da preposição “por” com o pronome relativo “que”. Aqui a expressão é sinônima de “pelo qual”.

Ex3: Esse é o caminho por que passei ontem à noite.

“Porque” junto

Porque é uma conjunção – termo que une dois termos ou duas orações. Ele pode indica explicação, causa, justificativa ou motivo.

A palavra tem o mesmo significado das expressões: visto que, dado que, pois, uma vez que, pelo de motivo de. Além disso, vale lembrar que o termo deve vir antecedido de vírgula.

Ex4: Ele não foi à festa ontem, porque estava doente.

“Por quê” separado e com acento

Essa forma é utilizada quando o termo vier antes de um ponto (final, de interrogação ou de exclamação). O significado é o mesmo do “por que”, ou seja, a expressão é sinônima de “por qual motivo”.

Nesse caso, temos o encontro da preposição “por” com o pronome interrogativo tônico “quê”.

Ex5: Você não foi à festa por quê?

“Porquê” junto e com acento

Porquê é um substantivo que é sinônimo de “motivo”, “razão” ou “causa”. Nesse formato, o termo virá normalmente acompanhado de um determinante (artigo definido, artigo indefinido, numeral ou pronome).

Ex6: Gostaria de saber o porquê de você não ter ido à festa.

Vale ressaltar que, quando exerce a função de substantivo, o porquê com acento pode ir para o plural.

Ex7: Este artigo trata dos quatro porquês.

Dicas para o uso dos porquês

Existem algumas dicas para saber como usar os porquês de forma rápida e fácil. Vamos começar falando do porque junto. Sempre que for possível trocar o termo por “pois” em uma frase, seu uso será correto. Já o “por quê” sempre deve ser utilizado no final da frase, nunca no começo, como o “por que” é utilizado.

Outra dica bastante difundida é que os usos dos “porquês” juntos e separados são diferentes. Normalmente, as versões separadas são utilizadas para fazer perguntas. Já o “porque” é mais utilizado em afirmações. Por fim, o “porquê” é usado em perguntas indiretas.

Resumo

No vídeo abaixo, preparamos um rápido resumo (com menos de um minuto) do uso do por que, porque, por quê ou porquê para você fixar o conteúdo.

Também preparamos um infográfico com os principais pontos tratados no artigo para poder utilizar com material de consulta:

O que é gentílico?

O-que-e-Gentilico

Gentílicos são um grupo de palavras que qualificam pessoas e objetos de acordo com sua origem geográfica.

ex: Russo, brasileiro, maranhense, brasiliense, angolano.

Adjetivos

Quando exercem a função de adjetivo, os gentílicos são chamados de adjetivos pátrios. Vejamos alguns exemplos de uso desses termos:

  • Vladimir Putin é o presidente russo.
  • A seleção brasileira ganhou o jogo ontem.
  • Os cidadãos soteropolitanos são muito alegres.

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O que é locução prepositiva?

locucao-prepositiva

Locução prepositiva é conjunto de duas ou mais palavras que tem valor de preposição e conecta termos da frase. O último vocábulo dessa construção será sempre uma preposição.

Exemplos de locuções prepositivas

  • abaixo de;
  • acima de;
  • à custa de;
  • acerca de;
  • a fim de;
  • além de;
  • ao lado de;
  • a par de;
  • apesar de;
  • antes de;
  • através de;
  • ao invés de;
  • a respeito de;
  • ao encontro de;
  • defronte de;
  • de encontro a;
  • detrás de;
  • depois de;
  • diante de;
  • em frente de;
  • em frente a;
  • em face de;
  • em vez de;
  • graças a;
  • junto com;
  • junto de;
  • sob pena de.

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Obrigado você ou obrigado a você?

Pergunta do leitor: Pedro, apresento um programa de TV e no fim das gravações geralmente agradeço os entrevistados dizendo “obrigado fulano, obrigada Beltrana e obrigado a você que nos assiste”. Está certo? Porque com os entrevistados não uso a preposição. Qual a melhor forma de dizer este último obrigado para o telespectador?

Resposta:

Afinal, o correto é obrigado você ou obrigado a você? Para resolver essa questão, é preciso voltar à origem da expressão “obrigado”. Vejamos!

Obrigado a você

Na sua origem, o uso da palavra obrigado como forma de agradecimento tem o sentido de “estou obrigado a retribuir seu favor”.

Nesse sentido, se o objetivo é mostrar gratidão a alguém, o correto é utilizar a preposição.

Ex: Obrigado ao senhor secretário pela entrevista.

Obrigado você

Se você disser obrigado você, o que estará dizendo é que a pessoa é que está obrigada a retribuir seu favor. O sentido aqui seria: “quem está obrigado a fazer alguma coisa não sou eu, é você”.

O uso da expressão sem a preposição é cabível quando você responde alguém. Vejamos no exemplo abaixo:

Entrevistado: Obrigado pelo convite.

Entrevistador: Obrigado eu. (Obrigado estou eu).

Verbo x Interjeição

De acordo com o professor da Universidade de Lisboa, Marcos Neves, o uso da palavra “obrigado” como forma de agradecimento é relativamente recente. Somente no século XIX, é que o termo passou a ser usado com esse significado.

Nesse contexto, surgiu uma divergência entre os gramáticos. Há um grupo que entende que obrigado é o particípio do verbo obrigar. Nesse sentido, como forma nominal do verbo, a palavra permitiria flexão gênero. Essa é a abordagem mais aceita atualmente.

Assim, homens diriam “obrigado” e mulheres “obrigada”.

Em contrapartida, seguindo uma nova perspectiva, há uma parcela dos estudiosos da língua que considera que “obrigado” funcionaria como uma interjeição. Logo, seria um termo invariável. Dessa forma, tanto homens quanto mulheres deveriam utilizar somente a forma masculina “obrigado”.

Gostou do texto? Então, vale a pena conferir o vídeo que fizemos sobre a regra básica para o uso de siglas:

Aprofunde seus estudos e conheça os principais casos de concordância verbal e nominal:

“Você” é 2ª ou 3ª pessoa? Wesley Safadão ajuda a explicar

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Afinal de contas o pronome você é segunda ou terceira pessoa do singular? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida. Para isso, vamos analisar uma famosa música do Wesley Safadão.

Assista aí de camarote

Na letra de uma das suas músicas, o cantor Wesley Safadão diz o seguinte: “agora assista aí de camarote eu bebendo gela e tomando Círoc”. Será que a conjugação adotada está correta?

Vejamos. No caso, “assista” é o imperativo afirmativo do verbo “assistir”, referente à terceira pessoa do singular.  Na frase, está subentendido que o verbo se refere ao pronome você (assista você). Para verificar se a conjugação adotada está correta, é preciso definir se você é segunda ou terceira pessoa do singular.

Pessoa do discurso x pessoa gramatical

Antes de tudo, é preciso fazer um distinção. Na língua portuguesa, há uma diferença entre pessoas do discurso e pessoas gramaticais.

Quando falamos de pessoas do discurso, a classificação é feita de acordo com a posição no ato comunicativo:

  • 1ª pessoa – Aquela que fala (eu, nós);
  • 2ª pessoa – Aquela para quem se fala (tu, vós, você, vocês);
  • 3ª pessoa – Aquele de quem se fala (ele, ela, eles, elas).

Nesse sentido, no tocante a pessoas do discurso, você é classificado como segunda pessoa.

Já as pessoas gramaticais indicam qual flexão verbal adotar, qual pronome oblíquo utilizar entre outros.  Assim, nesse tipo de classificação, você é enquadrado como terceira pessoa do singular.

Logo, Wesley Safadão emprega corretamente o verbo “assistir”. Ponto para ele!

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir ao vídeo em que explicamos como fazer um parágrafo perfeito:

Aprofunde seus estudos e conheça os principais casos de concordância verbal e nominal:

Macete de menino: como identificar a função sintática do pronome oblíquo?

Como descobrir qual a função sintática do pronome oblíquo? Neste artigo, vamos apresentar um macete muito simples para resolver essa dúvida.

Vale lembrar que o pronome oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a função de complemento verbal, ou seja, de objeto direto ou de objeto indireto.

O menino

Para identificar a função sintática do pronome oblíquo, basta substituí-lo pela expressão “o menino” e, então, analisar a função dela na oração.

Ex.: A mãe maltratava-o muito.

Substituindo: A mãe maltratava o menino muito.

Quem maltrata, maltrata alguém. Logo “maltratar” é verbo transitivo direto e “o menino” é o objeto direto.

Pronto! Agora já sabemos que pronome oblíquo “o” tem função de objeto direto.

Fácil, né?

Pronome oblíquo

Os pronomes oblíquos são divididos entre átonos e tônicos. Confira abaixo a lista de pronomes oblíquos átonos:

  • Singulares: me, te, lhe, o, a, se;
  • Plurais: nos, vos, lhes, os, as, se.

Agora confira a lista de pronomes oblíquos tônicos:

  • Singulares: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo;
  • Plurais: nós, conosco, vós, convosco, eles, elas, si, consigo, eles, elas, si, consigo.

É importante destacar que o pronomes átonos não são acompanhados de preposição. Já os tônicos sempre devem ser precedidos pela preposição.

ex1: Ele entregou o presente para mim. (tônico)

ex2: Ele me entregou o presente. (átono)

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir ao vídeo que fizemos sobre a pronúncia correta da palavra RUBRICA:

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Implicar – veja a forma correta de utilizar o verbo

Veja como usar o verbo

Às vezes um erro se repete tanto, que algumas pessoas passam a achar que ele é um acerto. É o caso do verbo implicar. Neste artigo, vamos analisar a regência deste verbo.

Transitivo direto x Transitivo indireto

Ele pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. No primeiro caso, ele não exige o uso da preposição e é sinônimo de acarretar. Então, o certo é dizer:”aumento da inflação implica aumento de preços”, e não “implica em aumento de preços”.

Já como transitivo indireto,  o verbo é sinônimo de pirraçar ou perturbar.

ex: A sogra implica com o genro.

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Crase com horas: “De 19h a 22h” x “das 19h às 22h”

De 19h a 22h ou Das 19h Às 22h-

Pergunta do leitor: Pedro, tenho dúvidas em relação às horas. De 19h às 22h ou das 19h às 22h. Quando tem crase? E qual a melhor forma de escrever expressões sobre intervalos de tempos como estes?

Sem crase

O segredo para resolver essa dúvida é manter o paralelismo. Se você utilizar a preposição “de”, então não haverá crase no “a” e ele também não poderá estar no plural. Nesse caso, o “a” é apenas uma preposição.

ex: O evento acontecerá de 19h a 22h.

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Descomplicando o pronome relativo

Como identificar o pronome relativo na frase? Neste artigo, vamos mostrar uma dica prática para resolver essa questão. Vejamos!

Substantivo

O pronome relativo sempre virá depois de  um substantivo ou de um termo substantivado (por exemplo, oração subordinada subjetiva).

Exemplificando:

1 – Dizem que faz mal.

O “que” vem depois de um verbo, então não pode ser pronome relativo. Nesse caso, o “que”é uma conjunção integrante.

2 – Este estudo, que fala sobre direitos humanos, é revelador.

Veja que o “que” vem antecedido por um substantivo (“estudo”). Então, é pronome relativo.

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