No Brasil, o ensino da língua portuguesa como disciplina começou a tomar forma apenas em meados do século XIX. Antes, no período colonial, o estudo do idioma era um privilégio da elite, que aprendia a ler e escrever com os jesuítas.

Esse processo de alfabetização não estava organizado em um componente curricular e tampouco tinha continuidade, visto que o objetivo era aprender o básico de português para iniciar os estudos da gramática em latim.

Além disso, havia um misto de idiomas em terras brasileiras até o século XVIII. Contávamos com a língua tupi-guarani, de origem indígena; o português, devido à colonização portuguesa; e línguas africanas, pois mais de um milhão de africanos foram trazidos para o Brasil nesse período. 

Língua portuguesa como idioma oficial do Brasil

Em 1758, Marquês de Pombal proibiu o ensino do tupi e oficializou a língua portuguesa como a única língua do Brasil. O objetivo desse estadista português, responsável pela expulsão da Companhia de Jesus da então Colônia, era fazer com que a escola servisse aos interesses do Estado e não mais os da igreja.

Porém, um pouco antes disso, em 1746, o filósofo iluminista português Luís António Verney defendeu o ensino da gramática portuguesa após a alfabetização, para só depois se passar ao latim. As reformas educacionais do Marquês de Pombal, na década de 1750, acompanharam as ideias de Verney.

Contudo, a educação escolarizada não jesuítica de Pombal contemplava apenas uma irrisória parcela da população. Apenas com a chegada da família real portuguesa, em 1808, é que as instituições de ensino começaram a ser instaladas. De toda forma, elas estavam longe de chegar à maioria da população.

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