Língua Portuguesa e Literatura

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Viva a ciência x Viva à ciência – tem crase?

A palavra viva pode ou não vir seguida do acento indicativo de crase. Isso vai depender da função morfológica do termo. Neste artigo, vamos abordar todos os casos. Vejamos!

“Viva” como verbo

O termo viva pode exercer a função de verbo para indicar uma oração optativa, ou seja, uma oração que expressa um desejo. Nesse caso, viver atua como verbo intransitivo. Logo não devemos usar crase.

ex: Viva a ciência!

O sentido da frase acima seria o mesmo de “eu desejo que a ciência viva”. Nesses casos, o termo que vem após o verbo é o sujeito, e não o objeto.

Assim, quando mudamos o número do sujeito, devemos ajustar a conjugação do verbo para manter a concordância.

ex: Vivam os reis! (o mesmo sentido de “eu desejo que os reis vivam.”)

Vale destacar, contudo, que, segundo o dicionário Aulete, a forma invariável do termo é consagrada pelo uso e pode ser utilizada também (ex: Viva os professores!).

Nesses casos, o termo viva estaria funcionado como interjeição, e não como verbo.

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Bem-feito, bem feito e benfeito – quando usar cada um?

Bem-feito, bem feito e benfeito: as três formas estão corretas, mas cada uma deve ser utilizada em um contexto específico. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada termo. Vejamos!

Benfeito

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), benfeito, junto e sem hífen, é um substantivo, sinônimo de benfeitoria e de benefício. Vejamos alguns exemplos de uso dessa palavra:

  • O benfeito da administração contribuiu para o bem-estar dos moradores do bairro.
  • Para recuperar essa praça, a prefeitura terá que fazer muitos benfeitos.
  • Esse benfeito vai deixar a fachada do prédio muito mais bonita.
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Hein, hem ou heim – qual a forma correta?

As formas corretas de escrever essa interjeição são hem (com “m” no final e sem “i”) e hein (com “n” no final e com “i”). O termo heim não existe na língua portuguesa e, por isso, não deve ser utilizado.

Nesse artigo, vamos explicar melhor quando e como utilizar essa interjeição. Vejamos!

Quando usar hein e hem?

Essas interjeições podem ser utilizadas em duas situações.

1) Para expressar supresa ou espanto

Nesse sentido, a expressão é sinônima de “como?” e “o que”. Vejamos alguns exemplos

  • Hein!? Não acredito nisso.
  • Hem!? Não acredito isso.
  • Eu, hein! Como isso aconteceu?
  • Eu, hem! Como isso aconteceu?

2) Para reforçar o sentido de uma pergunta ou de uma recomendação

Nesse caso, o termo tem o sentido de “não é verdade?”, como podemos ver nas frases abaixo.

  • Quem diria que ele conseguiria o emprego, hein?
  • Quem diria que ele conseguiria o emprego, hem?
  • Sempre chegando atrasado, hein?
  • Sempre chegando atrasado, hem?
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O que, o quê e oque – quando utilizar cada um?

Antes de tudo, vale dizer que a expressão oque, escrita junta, não existe na língua portuguesa e, por isso, está errada. Dito isso, neste artigo, vamos mostrar quando utilizar as estruturas o que e o quê. Vejamos!

O que

Usamos a expressão o que em duas situações.

1) Encontro do pronome interrogativo “que” com o pronome expletivo “o”.

Nesse caso, “o” exerce somente uma função de realce. Dessa forma, pode ser retirado da frase sem prejudicar o sentido, como se pode ver nos exemplos abaixo:

  • O que você vai fazer hoje à noite?
  • Que você vai fazer hoje à noite?

2) Combinação do pronome demonstrativo “o” com o pronome relativo “que”.

Nesse contexto, “o que” corresponde a “aquele que”, conforme pode ser visto nos casos abaixo.

  • Este é o termo que usei no casamento e esse o que usei na formatura.
  • Este é o termo que usei no casamento e esse aquele que usei na formatura.
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Qual o plural de amém?

A palavra amém pode exercer duas funções. Como interjeição, a expressão aparece no âmbito religioso para indicar a aprovação a um texto de fé. Nesse caso, estamos diante de um termo invariável, que só pode ser utilizado no singular.

Como substantivo, o vocábulo tem um sentido mais amplo. Ele indica o ato ou ação de concordar com algo. Nesse contexto, a palavra pode ser flexionada para o plural – améns.

ex: Não preciso dos seus améns para seguir em frente com meu projeto.

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Funções do ‘que’ (parte 1)

menino negro

Veja algumas funções da palavra QUE

É impossível escrever sem utilizar a palavra “que”. Ela tem uma variedade de funções na língua portuguesa e, nesse texto, vou falar sobre elas. Vamos lá!

Substantivo

O que é substantivo quando está acompanhado de um artigo. Nesse caso, ele sempre será acentuado.

ex: Ela tem um quê de cozinheira.

Pronome adjetivo

Nessa situação, ele pode ser interrogativo, exclamativo ou indefinido.

ex¹: Que horas ela chega? (interrogativo).

ex²: Que beleza de cidade é Brasília. (exclamativo).

ex³: Que situação complicada estamos vivendo. (indefinido).

Leia mais sobre a classificação dos pronomes AQUI.

Pronome relativo

Já falamos muito do pronome relativo aqui no Clube do Português. O que exerce essa função, quando retoma um termo citado na oração anterior. Nesse sentido, ele introduz uma oração adjetiva restritiva ou explicativa.

ex¹: Esses são os jogadores que vão a campo hoje. (restritiva).

VEJA: Esses são os jogadores. Os jogadores vão a campo hoje.

ex²: A executiva, que estava licenciada, voltou ao trabalho para salvar a empresa. (explicativa).

VEJA: A executiva estava licenciada.

Preposição

O ocorre quando o QUE substitui o DE entre verbos.

ex: Tenho que sair amanhã bem cedo, porque tenho uma reunião.

VEJA: Tenho de sair amanhã bem cedo…

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