Língua Portuguesa e Literatura

Tag: locução adverbial

A tarde, À tarde e Atarde – quando usar cada um?

As expressões a tarde, à tarde e atarde existem na língua portuguesa, mas elas possuem funções e significados diferentes. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

1) A tarde

A expressão a tarde representa o simples encontro entre o artigo definido feminino “a” e o substantivo feminino “tarde”. Vejamos alguns exemplos:

  • A tarde estava muito ensolarada naquele dia. Por isso, decidimos sair para passear.
  • A tarde parece mais do quente que a manhã.
  • A parte do dia que mais gosto é a tarde, porque é quando encontro meus amigos.
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A duras penas x À duras penas – tem crase?

A forma correta de escrever a expressão é a duras penas, sem crase. Neste artigo, vamos explicar por que não devemos utilizar o acento grave nessa locução. Vejamos!

Quando usar crase?

Antes de avançarmos, vale a pena relembrar o conceito de crase.

A palavra crase vem do grego krâsis, que significa “fusão de sons” ou “mistura”. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”. 

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A luz de velas x À luz de velas – tem crase?

Afinal, a forma correta é à luz de velas ou a luz de velas? As duas construções estão em linha com as normas da língua portuguesa, mas possuem significados diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando utilizar cada uma. Vejamos!

Crase

Antes de seguirmos, vamos relembrar o que é a crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Isso acontece, em geral, em três momentos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

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A esmo x À esmo – tem crase?

A grafia correta é a esmo, sem crase. A forma à esmo, com crase, está em desacordo com as normas da língua portuguesa e, por isso, não deve ser utilizada. Neste artigo, vamos explicar por que não se usa o acento grave com essa expressão. Vejamos!

O que é a crase?

Antes de tudo, vamos relembrar o que é a crase. Ela acontece quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Isso ocorre, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

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Porventura x Por ventura – qual a diferença?

Porventura e por ventura: as duas expressões existem na língua portuguesa, mas possuem significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada uma delas. Vejamos!

Porventura

Porventura é um advérbio que significa “por acaso” ou “por hipótese”. Essa palavra é sinônima de: quiça, talvez, possivelmente, quem sabe.

Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Se porventura você passar aqui amanhã, avise para tomarmos um café.
  • Porventura já deixei de cumprir algum compromisso com você, meu amigo?
  • Pode ser que porventura eu não consiga ir à escola amanhã.
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À beça x A beça – tem crase?

A forma correta é à beça, com crase. Neste artigo, vamos explicar por que essa expressão recebe o acento grave. Vejamos!

Núcleo feminino

Na língua portuguesa, todas as locuções com núcleo feminino recebem crase. É esse o caso da locução adverbial à beça.

Essa expressão indica algo que ocorre em grande quantidade ou com grande intensidade.

Outros exemplos de locuções com núcleo feminino que recebem a acento grave são: à toaà tonaà capelaà caneta, à vista.

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De novo x Denovo: junto ou separado?

A forma correta é de novo, separado. Essa expressão é sinônima do advérbio novamente. A palavra denovo não existe na língua portuguesa e, por isso, não deve ser utilizada.

Neste artigo, vamos analisar quando e como utilizar essa expressão. Vejamos!

Locução adverbial

A expressão de novo é escrita separada por ser uma locução adverbial. Nesse sentido, ela é formada pela combinação da preposição “de” com o adjetivo “novo”.

Essa locução expressa o modo ou a circunstância em que determinada ação ocorre. Ela traz a ideia de repetição ou de regularidade.

Exemplos com de novo

  • Para entender bem uma matéria, é preciso estudá-la de novo.
  • De novo, você se comportou bem. Por isso, vai ser premiado.
  • Entrei de novo na casa para ver se não tinha esquecido nada.
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Vir à tona x Vir a tona – qual a forma correta?

Afinal, o certo é vir a tona ou à tona? A locução tem ou não tem crase? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida e explicar o sentido da expressão. Vamos lá!

Locução adverbial

Na língua portuguesa, todas as locuções formadas com núcleo feminino têm crase. É exatamente o caso de à tona, que é uma locução adverbial

Ex: Depois de muitos anos, a verdade finalmente veio à tona.

Outros exemplos de locuções formadas por palavras femininas e que recebem o acento grave são à capela, à caneta, à mão.

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