Por Pedro Valadares

Tag: oração subordinada

Oração subordinada – conceito e exemplos

Oração subordinada é aquela que exerce alguma função sintática em relação a outra oração, denominada oração principal. A subordinada pode vir antes ou após a oração principal, também sendo possível que apareça no meio dela. Exemplos:

a) Antes da oração principal:

Quando os filhos são sinceros, os pais ficam felizes.

b) Após a oração principal:

– Os filhos estavam temerosos de que os pais descobrissem a verdade.

c) No meio da oração principal:

– Os filhos que são sinceros estão tranquilos.

Juntas, oração principal e oração subordinada, formam o que chamamos de período composto por subordinação. Além disso, conforme a função que exercem, as orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais. Vejamos cada uma.

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Todas as funções do ‘se’ (parte 2)

Panda

Veja as funções do ‘se’ como conjunção e partícula expletiva.

Este texto é a continuação de outro, no qual expliquei as funções do ‘se’ como pronome. Vale a leitura!

Este post tem como objetivo descrever as funções do ‘se’ como conjunção e partícula expletiva.

Conjunção

Como conjunção subordinativa, o ‘se’ tem as seguintes classificações:

a) Conjunção causal

Ocorre quando podemos substitui por ‘visto que’, ‘porque’ ou ‘já que’. É utilizada quando a oração subordinada apresenta uma causa da oração principal.

ex: Se não chegou, tivemos que jantar sem você.

VEJA: Visto que não chegou, tivemos que jantar sem você.

b) Conjunção condicional

Apresenta uma condição da oração principal.

ex¹: Se você não guardar dinheiro, não conseguirá se aposentar.

ex²: Se chover, teremos que cancelar a festa de formatura. Se não, o planejamento deve ser seguido normalmente.

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Conjunções adversativas x concessivas – como identificar qual é qual?

Conjunções

Cada uma tem uma função específica.

As conjunções adversativas e concessivas são usadas com o mesmo propósito: ligar enunciados com orientação argumentativa contrária. Contudo, elas possuem funções diferentes e, por isso, é fundamental saber diferenciá-las para entender qual delas utilizar em cada contexto.

Conjunção adversativa

Nas adversativas, o argumento mais forte é aquele que acompanha a conjunção. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

Nesse caso, o fato de ser preguiçoso é mais relevante do que o de ser inteligente. Como bem destacam os professores Francisco Savioli e José Fiorin, a estratégia discursiva é a de indicar uma conclusão e, imediatamente, apresentar um argumento para anulá-la.

A conjunção adversativa é usada para coordenação de orações e introduz uma oração coordenada sindética adversativa. Por isso, a ordem das orações não pode ser invertida. Veja:

ex: Ele é inteligente, mas é preguiçoso. CORRETO

ex²: Mas é preguiçoso, ele é inteligente. INCORRETO

Exemplos de conjunções adversativas: mas, contudo, entretanto, todavia.

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