Língua Portuguesa e Literatura

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Impessoalização da linguagem: o que é e como usar?

A impessoalização da linguagem é uma das principais características de um texto formal, sobretudo do tipo dissertativo-argumentativo, cobrado na maioria das redações de concursos e vestibulares.

Isso porque em textos formais muitas vezes é preciso omitir os agentes da narrativa, ocultando a opinião pessoal, atenuando o diálogo e, consequentemente, adotando uma posição impessoal sobre a questão abordada.

Quer aprender mais sobre a impessoalização da linguagem e saber como usá-la corretamente? Então, acompanhe a leitura!

O que é impessoalização da linguagem?

A impessoalização da linguagem é uma técnica de construção textual que ajuda a eliminar ou atenuar a subjetividade em uma redação, sendo a impessoalidade essencial em textos dissertativos-argumentativos.

Isso porque, conforme mencionamos, além desse ser o tipo textual mais cobrado em vestibulares e concursos, ele também exige que um ponto de vista seja apresentado e defendido sem indícios de que se trata de uma opinião.

Em outras palavras, você não deve demonstrar que está expressando seu ponto de vista, porém ele acaba transparecendo de alguma forma no texto. Parece complexo, mas é bem simples. Para que você entenda melhor, veja o exemplo abaixo:

  • Ao invés de usar a frase: “acredito que as reuniões devem ser mais rápidas”, opte por: “reduzir o tempo das reuniões é fundamental para aumentar a produtividade da empresa”. 
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Redação no Enem: passo a passo para a nota mil

Uma redação nota mil no Enem tornou-se o sonho de muitos jovens brasileiros nos últimos anos. No entanto, escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa nesse exame vai muito além de escrever de forma coerente e sem erros de português.

A banca do Enem possui regras bem específicas, e você deve conhecê-las para não perder ponto à toa. Portanto, veja a seguir como você será avaliado e as principais dicas que o Clube separou para você fazer uma redação nota mil no Enem!

Conheça as cinco competências do Enem 

As competências do Enem são os critérios que norteiam a avaliação da sua redação pela banca examinadora. Para cada competência, o corretor aplica uma nota de 1 a 5, sendo:

1 – Descumprimento total da competência;

5 – Desenvolvimento pleno da competência.

Vejamos cada uma.

Competência I: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

A primeira competência da Matriz de Referência do Enem avalia o domínio que o candidato possui da norma culta da Língua Portuguesa. Na prática, o que a banca espera do candidato é um léxico variado, respeito à ortografia e boas estruturas sintáticas, a fim de garantir uma leitura fluida e clara.

Contudo, é importante não confundir léxico variado, que é um amplo conhecimento e emprego de palavras, com preciosismo linguístico!

O preciosismo é um vício de linguagem que consiste no uso excessivo de palavras rebuscadas e não usuais, o famoso “falar difícil”. Muitos pensam que isso automaticamente passa certa credibilidade e demonstra domínio da língua, enquanto, na verdade, esses vocábulos afastam a clareza e a inteligibilidade imediata do leitor. Portanto, evite correr riscos e aposte numa linguagem simples, porém correta.

No mais, preocupe-se principalmente com a forma como seus períodos são construídos, certificando-se de que eles estão completos e contribuem para a fluidez da leitura. De modo geral, prefira orações na ordem direta e períodos curtos, entre duas e três linhas, no máximo. 

De qualquer forma, para dominar esta competência, não há outro caminho a não ser muita leitura e estudo da gramática normativa.

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