Língua Portuguesa e Literatura

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Palavras de transição – o que são e como usar?

Produzir textos de qualidade não só requer um bom domínio das regras gramaticais e um bom conteúdo, mas também conhecimentos a respeito dos mecanismos de coerência e coesão.

No que se refere à coesão textual, temos um conjunto de mecanismos linguísticos que permitem a conexão lógico-semântica do texto, sendo um desses mecanismos as palavras de transição, as quais veremos a seguir.

O que são palavras de transição?

Palavras de transição são conectivos que estabelecem ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto.

Dessa forma, sua utilização apresenta inúmeros benefícios, tais como:

  • facilitar a compreensão das ideias;
  • introduzir reiterações, comparações e oposições;
  • propiciar a fluidez e a organização textual;
  • adicionar novas informações;
  • preparar o leitor para o que está por vir.
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Impessoalização da linguagem: o que é e como usar?

A impessoalização da linguagem é uma das principais características de um texto formal, sobretudo do tipo dissertativo-argumentativo, cobrado na maioria das redações de concursos e vestibulares.

Isso porque em textos formais muitas vezes é preciso omitir os agentes da narrativa, ocultando a opinião pessoal, atenuando o diálogo e, consequentemente, adotando uma posição impessoal sobre a questão abordada.

Quer aprender mais sobre a impessoalização da linguagem e saber como usá-la corretamente? Então, acompanhe a leitura!

O que é impessoalização da linguagem?

A impessoalização da linguagem é uma técnica de construção textual que ajuda a eliminar ou atenuar a subjetividade em uma redação, sendo a impessoalidade essencial em textos dissertativos-argumentativos.

Isso porque, conforme mencionamos, além desse ser o tipo textual mais cobrado em vestibulares e concursos, ele também exige que um ponto de vista seja apresentado e defendido sem indícios de que se trata de uma opinião.

Em outras palavras, você não deve demonstrar que está expressando seu ponto de vista, porém ele acaba transparecendo de alguma forma no texto. Parece complexo, mas é bem simples. Para que você entenda melhor, veja o exemplo abaixo:

  • Ao invés de usar a frase: “acredito que as reuniões devem ser mais rápidas”, opte por: “reduzir o tempo das reuniões é fundamental para aumentar a produtividade da empresa”. 
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Estratégias argumentativas para melhorar sua redação

Enquanto argumentos são ideias interligadas e pautadas pela lógica que servem para sanar dúvidas ou explicar situações, estratégias argumentativas consistem na estruturação e apresentação dos argumentos para chegar a uma conclusão.

Segundo a tipologia textual, existem cinco tipos de texto: narrativo, descritivo, dissertativo, injuntivo e expositivo.

Em redações para vestibulares, o mais cobrado é o dissertativo, que se trata da defesa de um ponto de vista com base em fatos, dados e comprovações científicas.

O objetivo é avaliar a capacidade de apresentar, interpretar e argumentar em favor de uma tese a partir de conhecimentos, leituras e vivências.

Portanto, fazer uso de estratégias argumentativas é uma ótima alternativa para melhorar a qualidade da sua redação.

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Baixa estima x Baixa autoestima – qual a forma correta?

A maneira certa de escrever a expressão é baixa estima ou baixa autoestima? Neste artigo, resolvemos essa questão e explicamos quando utilizar essa expressão. Vamos lá!

Autoestima

A forma correta é BAIXA AUTOESTIMA. Usamos essa expressão quando queremos nos referir à falta de amor-próprio.

A confusão ocorre, porque “baixo” é antônimo de “alto”, que se pronuncia da mesma forma que o prefixo “auto”, que significa aquilo que é próprio ou que funciona por si mesmo.

Ex1: Os padrões de beleza impostos pela mídia podem gerar baixa autoestima.

Ex2: A  autoestima baixa pode nos fazer perder boas oportunidades profissionais.

É importante observar que o substantivo autoestima também pode ser acompanhado pelo adjetivo alta.

Ex3: Maria tinha uma autoestima alta.

Auto-estima x Autoestima

Antes da Reforma Ortográfica, o substantivo autoestima era escrito com hífen. Contudo, atualmente, só se usa o hífen com o prefixo “auto” se a segundo palavra começar com as letra “o” ou “h” (auto-hipnose e auto-observação).

Nos demais casos, as palavras devem ser escritas juntas: autoescola, autoajuda, autopeças.

Vale destacar que, quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, essas letras devem ser dobradas (autorretrato e autossabotagem).

Gostou da dica? Então, confira o vídeo que fizemos sobre se o correto é sul-americano ou sulamericano:

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Nova fórmula para ter ideias para seus textos

Três passos simples para ter ideias infinitas para seus artigos

textos

Esquema rápido para escrever textos.

Uma das maiores barreiras na hora de escrever é saber por onde começar. Neste artigo, vamos ensinar uma dica prática  que vai te ajudar a ter ideias para seus textos. Vamos lá!

Passo 1 – Lista de acontecimentos do dia a dia

Ao final de todos os dias, faça uma lista com acontecimentos marcantes pelos quais você passou. Pode ser algo que seu chefe lhe disse, uma conversa engraçada que você ouviu no restaurante, um filme que você assistiu entre outros. Pode listar todos. Tudo vale! Nesse ponto, ainda não é o momento de filtrar os tópicos.

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Dissertação: como estruturar?

Veja como estruturar uma dissertação.

Veja como estruturar uma dissertação.

Em provas de vestibulares e concursos, é muito comum que se exija que o candidato escreva uma dissertação.  Trata-se de uma redação argumentativa que defende um ponto de vista. Este texto vai detalhar as três partes que não podem faltar em uma boa dissertação.

1) Apresentação de um ponto de vista

O primeiro parágrafo deve dedicar-se a apresentar a questão em debate e explicitar os pontos de vista que serão desenvolvido. Ele pode conter já a introdução dos argumentos que serão detalhados no desenvolvimento.

ex: Uma questão que tem sido muito debatido nos últimos tempos é a reforma da previdência. Alguns defendem que o sistema não é deficitário e que não precisa de reformulação. Contudo, economistas defendem que uma mudança é urgente e que medidas, como a adoção de uma idade mínima para aposentadoria, são imprescindíveis.

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3 dicas para melhorar seu texto imediatamente

Neste artigo, darei três dicas práticas e imediatamente aplicáveis para você melhorar seu texto. Vamos lá!

1) Evite parágrafos com mais de cinco linhas

Em parágrafos muito longos, você corre o risco de ser prolixo e também de cometer mais erros.

Além disso, esteticamente, é desagradável para o leitor ler um bloco enorme de texto. O ideal é um parágrafo para cada ideia ou argumento.

2) Evite começar frases com ‘mas’ e ‘e’

As conjunções mas e são utilizadas para conectar frases. Assim, não é recomendável que elas iniciem as orações.

Isso não é uma regra absoluta. Há sim casos nos quais é possível que esses dois elementos venham no início da sentença. Se você tiver concluído a frase anterior e tiver iniciando um novo argumento, você pode sim utilizar mas e logo de cara.

Contudo, isso não é lá muito comum e, na norma culta, o ideal é que se evite esse artifício.

No caso do mas, você pode optar por outras conjunções como contudo, porém e todavia.

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3C – fórmula para escrever bons textos

3C

Um bom texto é aquele que possui ideias claras e expostas de maneira harmoniosa, com um encadeamento lógico entre os parágrafos. Para isso, uma boa escrita deve conter os 3 Cs: coesão, coerência e consistência.

Coesão

Trata-se do uso adequado dos conectivos, que garantem unicidade à redação e criam uma ligação fluida entre as frases e parágrafos.

Os principais elementos de coesão são as preposições (a, de, para, com), as conjunções (que, porém, entretanto, todavia), os pronomes (este, cujo, o qual, ele, ela, lhe, la), os advérbios (aqui, à direita, lá, acolá) e as palavras denotativas (então, apenas, inclusive).

Coerência

Trata-se da garantia do significado lógico do texto, que evita contradições e quebras de sentido. Deve-se buscar a não contradição entre as ideias apresentadas na escrita. Veja o exemplo abaixo:

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Sem crase antes de pronome indefinido

crase + indefinido

A crase é, via de regra, o encontro entre o artigo definido ‘a’ e preposição ‘a’.  Dessa forma, antes de pronomes indefinidos (algum, muitos, pouco, pouca, nenhum etc) NÃO há crase.

Ex1: Fui a algum restaurante em São Paulo.

Ex2: Não assisti a nenhuma partida da última rodada do campeonato brasileiro.

Gostou deste post? Aprofunde ainda mais seus conhecimentos com nosso guia completo da crase.

Veja mais:

O que é um pronome indefinido?

4 dicas sobre a vírgula

Um dos temas que mais causa dúvidas na hora de escrever é o emprego da vírgula. Por isso, aqui apresento quatro dicas para acabar com essa confusão.

1) Para separar enumerações

ex: Comprei pera, maçã, mamão e jaca.

2) Para isolar o aposto

ex: Jesus, filho de Deus, foi crucificado.

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