Língua Portuguesa e Literatura

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Caqui x Cáqui – qual a diferença?

Tanto caqui quanto cáqui são palavras que existem na língua portuguesa. Elas, contudo, têm significados bem distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada um dos termos. Vejamos! 

Caqui – quando usar?

Caqui, sem o acento agudo na primeira sílaba, é um substantivo masculino que faz referência a uma fruta avermelhada de sabor doce, originada do caquizeiro. 

Trata-se de uma palavra oxítona (a última sílaba é a tônica), que tem origem da palavra japonesa kaki. Veja alguns exemplos com o uso dela:

  • O caqui é uma fruta bem doce, rica em ferro, proteína e cálcio.
  • Gosto muito de comer caqui durante o dia.
  • No Brasil, temos uma plantação enorme de caqui.
  • Meus filhos amam comer caqui
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Siso x Ciso – qual a forma correta?

Siso ou ciso? A forma correta é siso, com “s”. Neste artigo, vamos explicar por que a palavra se escreve com “s”, e não com “c”. Vejamos!

O que é siso?

O siso, também chamado de dente do juízo, localiza-se atrás de todos os outros, isto é, em cada uma das quatro extremidades da boca (2 superiores e 2 inferiores), sendo o último dente a nascer. 

Uma curiosidade a respeito dele é que algumas pessoas não têm esse dente; em outras, ele nem chega a nascer, ficando contido na gengiva.

Por que siso, e não ciso?

Porque a palavra siso tem sua origem na palavra latina “sensus”, que começa com a letra “s”. Logo, “siso” também se inicia com “s” e não com “c”.

As consoantes “s” e “c” partilham o mesmo fonema quando seguidas das vogais “e” e “i (“ci” e “si” têm pronúncias idênticas), assim como “ce” e “se”.

Porém, não existem regras que determinam quando deve ser empregado “s” ou “c”. A forma correta está sempre associada à origem da palavra.

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Qual o plural de cônsul?

O plural de cônsul é cônsules. Neste artigo, vamos mostrar qual regra se aplica a esse caso. Também vamos mostrar qual o feminino da palavra. Confira!

Plural de palavras terminadas com “L”

Em regra, o plural das palavras terminadas em “l” é feito por meio da substituição da consoante por “is”. Vejamos alguns exemplos:

  • Casal – Casais
  • Especial – Especiais
  • Animal – Animais

Há, contudo, algumas exceções. Nesses casos, em vez de “is” acrescenta-se “es” ao final dos vocábulos. É exatamente o caso de cônsules. Vejamos outros termos que se encaixam nessa situação:

  • Mal – Males
  • Mel – Meles
  • Fel – Feles
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Substantivos uniformes e biformes: qual a diferença?

Nos primeiros anos da escola, geralmente aprendemos que substantivos são as palavras que servem para dar nome às coisas. Apontamos para objetos e os nomeamos (cadeira, mesa, mochila, quadro, giz…). Simples assim. Mas como tudo na língua portuguesa, há muito mais para saber!

Os substantivos possuem ramificações e uma delas é a que classifica-os em substantivos uniformes e biformes, permitindo que a comunicação seja bem específica.

Isso significa que para os substantivos uniformes, há apenas uma forma, tanto para uso do gênero feminino como masculino (exemplo: a estudante, o estudante). 

Já para os substantivos biformes, há variação de gênero e há alteração da palavra. Assim, é preciso modificar a vogal final para adequar o termo (exemplo: a aluna, o aluno). 

Vamos ver alguns exemplos e entender quando e como utilizá-los? 

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Sede x Cede – quando usar cada um?

As palavras sede e cede existem na língua portuguesa, mas têm significados bem distintos. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada um dos termos. Vejamos!

Quando usar sede?

O substantivo feminino sede tem dois sentidos diferentes. Quando pronunciada com o primeiro “e” fechado (“sêde”), a palavra indica a vontade de beber alguma coisa:

  • Depois da corrida, o atleta estava morrendo de sede.
  • Água de coco é ótimo para matar a sede.

Quando pronunciada com o primeiro “e” aberto (“séde”), a palavra denomina o prédio ou estabelecimento principal de uma instituição:

  • Os torcedores invadiram a sede do clube para comemorar o título.
  • A sede desta empresa fica em São Paulo e suas filiais no Rio de Janeiro e em Recife.

Vale mencionar que o vocábulo também pode atuar como conjugação do verbo sedar na primeira pessoa do singular do presente do subjuntivo ou na terceira pessoa do singular do imperativo:

  • É preciso que eu sede o paciente antes da cirurgia. (subjuntivo)
  • Sede o paciente antes da cirurgia. (imperativo)
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Qual o plural de cuscuz?

Afinal, qual o plural da palavra cuscuz? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e faremos uma análise completa da palavra. Vejamos!

Plural

Em regra, o plural dos termos terminados em “z” é feito acrescentando a terminação “-es”. É o que acontece com a palavra cuscuz, cujo o plural é cuscuzes.

Vejamos outros exemplos de vocábulos que seguem essa mesma flexão: cruz/cruzes, avestruz/avestruzes, luz/luzes, paz/pazes, algoz/algozes, etc.

Exemplos com cuscuzes

  • A cozinheira preparou dois cuscuzes: um doce e um salgado.
  • Há diferentes tipos de cuscuzes pelo Brasil.
  • Apesar de ter comido dois cuscuzes no jantar, ainda continuei com fome.
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Vale a pena x Vale à pena – tem crase?

A forma correta é vale a pena, sem crase. A expressão vale à pena, com crase, não existe e está incorreta. Neste artigo, vamos por que não devemos usar o acento grave. Vejamos!

Significado de “vale a pena”

A expressão valer a pena indica que algo ou alguém foi merecedor de um sacrifício, de um grande esforço ou de uma pena (no sentido de ser algo penoso).

Vamos conferir alguns exemplos do uso dessa construção:

  • Dedicar-se aos estudos sempre vale a pena.
  • Já que temos que fazer esse projeto, vamos fazer valer a pena.
  • Valeu a pena todo esforço que fiz para poder dar uma vida melhor para minha família.

Note que a expressão possui a seguinte composição: verbo “valer” + artigo “a” + substantivo “pena”.

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Cepa ou Cêpa – tem acento?

Afinal, a forma correta é cepa ou cêpa? A palavra tem acento circunflexo? Neste artigo, vamos resolver essa questão e mostrar a maneira certa de escrever esse termo.

Paroxítona

O substantivo feminino cepa é uma palavra paroxítona. Isso quer dizer que sua sílaba tônica é a penúltima.

Na língua portuguesa, as paroxítonas terminadas com a letra “a” não devem ser acentuadas. Por isso, não devemos colocar o acento circunflexo no “e”, mesmo que na pronúncia da palavra ele tenha um som fechado.

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Aumentativo e diminutivo: conheça todos os tipos

A língua portuguesa é móvel: prova disso são os substantivos que podem ser utilizados tanto no aumentativo quanto no diminutivo.

Dependendo da nossa escolha, o uso poderá ocasionar os mais variados significados. Isso é o que chamamos flexão em grau. Já se sabe que os substantivos podem variar em gênero, número e grau. É o que vamos aprender hoje.

Graus do substantivo

Substantivo é uma classe gramatical que nomeia seres e ações em geral. Quando se trata de flexão em grau, os substantivos podem experimentar três tamanhos: normal, diminutivo e aumentativo.

O grau normal do substantivo indica o tamanho normal de um objeto ou ser, com proporções normais e conhecidas, como nos exemplos: porta, boca, mulher, homem, nariz, tesoura, povo, livro, casa, voz.

O grau diminutivo do substantivo indica o tamanho diminuído de um objeto ou ser, com proporções menores que o normal, como nos exemplos: portinha, boquinha, mulherzinha, homenzinho, narizinho, tesourinha, povinho, livrinho, casinha, vozinha.

O grau aumentativo do substantivo indica o tamanho aumentado de um objeto ou ser, com proporções maiores que o normal, como nos exemplos: portão, bocarra, mulherão, homenzarrão, narigão, tesourão, povão, livrão, casarão, vozeirão.

Agora, a dúvida é: quando e como usar? O mais interessante é que a resposta será a clássica “depende”. Isto porque, além da noção de tamanho, o grau também pode indicar tom depreciativo e afetivo, conforme o contexto.

Quando usar o diminutivo?

O grau diminutivo pode indicar:

1) Tamanho ou dimensão

  • Na minha casinha, não cabe nem um sofá (refere-se a uma casa pouco espaçosa).
  • Ele trouxe um gatinho pra casa (refere-se a um filhote).
  • A criança usou a tesourinha (refere-se a uma tesoura pequena).

2) Tom pejorativo ou depreciativo

  • Que povinho! (não significa necessariamente que o povo é pequeno; logo, refere-se à personalidade);
  • Eu não quero um empreguinho qualquer (significa que quero um emprego decente e não um emprego pequeno);
  • Ela tem uma vozinha irritante (não é uma voz pequena; é uma forma de expressão sobre o timbre da voz);

3) Tom afetivo ou valorativo

  • Por que você tá tristinha? (indica uma fala mansa, amorosa);
  • Ele é tão bonitinho (indica apreciação);
  • Meu filho gosta de brincar e conversar com carrinhos (indica meiguice).  

Quando usar o aumentativo?

Agora, passemos ao grau aumentativo, que pode indicar:

1) Tamanho ou dimensão

  • No meu casarão, cabe mais de um sofá (refere-se a uma casa espaçosa).
  • Ele trouxe um gatão pra casa (refere-se a um gato adulto).
  • A criança usou um tesourão (refere-se a uma tesoura grande).

2) Tom pejorativo ou depreciativo

  • Que povão! (não significa necessariamente que o povo é uma multidão; logo, refere-se à personalidade);
  • Eu não quero um empregão qualquer (significa que quero um emprego decente e não um emprego grande);
  • Ela tem um cabeção (nesse caso, pode se referir a uma pessoa difícil de lidar, teimosa);

3) Tom afetivo ou valorativo

  • Por que você tá tristão? (indica uma fala mansa, amorosa);
  • Ele é tão bonitão (indica apreciação);
  • Ela tem um vozeirão (indica admiração).

Se ainda restou alguma dúvida, deixe nos comentários.

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A altura, À altura e Há altura– quando utilizar cada termo?

As construções “há altura“, “a altura” e “à altura” existem na língua portuguesa, mas têm significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

Há altura

Em “há altura“, temos o encontro do verbo haver (na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo) com o substantivo feminino altura. Vejamos alguns exemplos:

  • Pelo que vi, não há altura suficiente para fazer a fundação da casa aqui.
  • Há altura para construir uma piscina nesse terreno?
  • Não há altura para praticar saltos nessa região.

A altura

Já na construção “a altura“, temos o encontro do artigo definido feminino “a” com o substantivo feminino “altura”:

  • Preciso saber a altura correta para projetar os móveis.
  • A altura daquele senhor espantava a todos.
  • Vou pesquisar qual a altura do monte Everest.

À altura

Por fim, à altura, com crase, é um locução que significa “como a situação exige” ou “como deveria ser”. Vamos conferir alguns casos:

  • Eu me sinto à altura da tarefa.
  • Esse homem está à altura da missão
  • Espero estar à altura das suas expectativas.

Vale dizer que, na língua portuguesa, todas as locuções que têm núcleo feminino devem receber o acento grave.

É importante ressaltar ainda que, se houver algum outro termo entre a preposição “a” e o substantivo feminino “altura”, não devemos utilizar a crase (ex: a certa altura, a meia altura, a essa altura, etc.)

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