Por Pedro Valadares

Tag: tipologia textual

Textos literários e não literários – qual a diferença?

Os textos, antes mesmo de serem divididos em tipos e gêneros textuais, constituem outros dois grandes grupos: o grupo dos textos literários e o grupo do textos não literários. Essa divisão ocorre devido ao tipo de linguagem empregada.

Sabemos que a linguagem existe, principalmente, para gerar comunicação e interação entre os indivíduos. No entanto, por meio dela também é possível fazer arte. Assim como temos arte com desenhos e tintas (pintura), com sons e movimentos (música e dança), com edificações (arquitetura) etc., temos arte com palavras, que é a literatura.

Portanto, a principal diferença entre um texto não literário para um texto literário, é que este é arte, enquanto aquele não pode ser considerada uma. Para ficar mais claro, acompanhe as principais características de cada um abaixo.

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Redação no Enem: passo a passo para a nota mil

Uma redação nota mil no Enem tornou-se o sonho de muitos jovens brasileiros nos últimos anos. No entanto, escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa nesse exame vai muito além de escrever de forma coerente e sem erros de português.

A banca do Enem possui regras bem específicas, e você deve conhecê-las para não perder ponto à toa. Portanto, veja a seguir como você será avaliado e as principais dicas que o Clube separou para você fazer uma redação nota mil no Enem!

Conheça as cinco competências do Enem 

As competências do Enem são os critérios que norteiam a avaliação da sua redação pela banca examinadora. Para cada competência, o corretor aplica uma nota de 1 a 5, sendo:

1 – Descumprimento total da competência;

5 – Desenvolvimento pleno da competência.

Vejamos cada uma.

Competência I: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

A primeira competência da Matriz de Referência do Enem avalia o domínio que o candidato possui da norma culta da Língua Portuguesa. Na prática, o que a banca espera do candidato é um léxico variado, respeito à ortografia e boas estruturas sintáticas, a fim de garantir uma leitura fluida e clara.

Contudo, é importante não confundir léxico variado, que é um amplo conhecimento e emprego de palavras, com preciosismo linguístico!

O preciosismo é um vício de linguagem que consiste no uso excessivo de palavras rebuscadas e não usuais, o famoso “falar difícil”. Muitos pensam que isso automaticamente passa certa credibilidade e demonstra domínio da língua, enquanto, na verdade, esses vocábulos afastam a clareza e a inteligibilidade imediata do leitor. Portanto, evite correr riscos e aposte numa linguagem simples, porém correta.

No mais, preocupe-se principalmente com a forma como seus períodos são construídos, certificando-se de que eles estão completos e contribuem para a fluidez da leitura. De modo geral, prefira orações na ordem direta e períodos curtos, entre duas e três linhas, no máximo. 

De qualquer forma, para dominar esta competência, não há outro caminho a não ser muita leitura e estudo da gramática normativa.

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Tipologia textual: conceito e exemplos

A tipologia textual trata das diferentes formas de organização e apresentação linguística de um texto. Também conhecido apenas como tipo textual ou ainda modo de organização do discurso e modo textual, esse tipo de classificação de um texto se dá por meio dos seus aspectos sintáticos, dos tempos verbais empregados, das relações lógicas, do objetivo comunicativo, etc. 

Existem cinco categorias de texto dentro da tipologia textual:

  1. Texto narrativo;
  2. Texto descritivo;
  3. Texto dissertativo (informativo ou argumentativo);
  4. Texto injuntivo;
  5. Texto dialogal.

Neste artigo, vamos falar sobre cada uma delas e trazer exemplos. Vejamos!

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Gêneros textuais – o que são e exemplos

Os gêneros textuais são formatos de textos que apresentam uma função social, ou seja, apresentam uma finalidade.

Assim, uma carta, uma receita, uma lista de compras, uma história em quadrinho, um conto, um bilhete são gêneros textuais diferentes, pois possuem formatos distintos e funções sociais também distintas.

O formato de uma receita é diferente do formato de uma história em quadrinho, que é diferente de um bilhete, etc. Cada um desses gêneros possui uma finalidade: a receita instrui, a história em quadrinho entretém e o bilhete dá um aviso.

Quando estamos diante de uma bula de remédio, por exemplo, esperamos que ela nos forneça informações de um determinado medicamento. Ninguém espera encontrar nela uma notícia, uma crítica ou uma história engraçada, pois sabemos que essas não são as funções sociais desse gênero.

É pelo formato, portanto, que sabemos o que esperar de um texto. Neste artigo, vamos explicar melhor este conceito e apresentar exemplos de gêneros textuais. Vejamos!

Gêneros textuais x tipologias textuais

É normal que muitos confundam gênero textual com tipologia textual e até pensem que são a mesma coisa, mas é importante frisar que não são!

Enquanto o gênero textual trata da forma como o texto se apresenta, a tipologia textual – ou apenas “tipo textual” – trata da organização do discurso de um texto, dos aspectos morfossintáticos, das relações lógicas, etc.

De modo geral, podemos dizer que a tipologia contempla a estrutura linguística, enquanto o gênero textual contempla a forma de apresentação. Além disso, por ser possível elaborar um texto de inúmeras formas, temos inúmeros gêneros, os quais se dividem em apenas cinco tipos textuais: narrativo, descritivo, injuntivo, dissertativo e dialogal.

Em outras palavras, os gêneros são desdobramentos das tipologias.

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