Por Pedro Valadares

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Verbo: tudo sobre essa classe gramatical

Verbo é uma palavra que exprime ação, fenômeno natural, estado, mudança de estado ou um fato. Também é uma classe gramatical que varia em modo, tempo, número e pessoa. Veja alguns exemplos:

– O menino joga bola como um profissional. (ação / fato – presente)

Trovejou demais durante a viagem. (fenômeno natural – passado)

Estou feliz por você. (estado – passado)

Estrutura do verbo

Do ponto de vista morfológico, o verbo apresenta os seguintes elementos:

1. Radical: é a base do verbo, parte invariável que contém o sentido que ele carrega. Identificamos esta parte apenas retirando as terminações –ar, –er ou –ir do infinitivo.

and-ar corr-er emit-ir

2. Vogal temática: é a vogal que se junta ao radical, indicando a qual conjugação o verbo pertence.

-a- (indica verbos da primeira conjugação): and-a-r

-e- (indica verbos da segunda conjugação): corr-e-r

-i- (indica verbos da terceira conjugação): emit-i-r

Importante: verbos terminados em –or, como pôr e seus derivados propor, compor, repor etc., são de segunda conjugação. No português arcaico, esse verbo era poer e tinha o –e– como vogal temática, porém essa letra desapareceu da palavra com o passar do tempo.

3. Tema: é a junção do radical + vogal temática.

anda-mos corre-rei emiti-u

4. Desinências modo-temporais: parte variável do verbo que se anexa ao radical e à vogal temática para indicar o modo e o tempo a que ele pertence.

anda-va: indica o pretérito imperfeito do indicativo

corre-sse: indica o pretérito imperfeito do subjuntivo

emitir-ei: indica o futuro do presente do indicativo

5. Desinências número-pessoais: parte variável do verbo que se anexa ao radical e à vogal temática para indicar o número e a pessoa do discurso a que ele faz referência.

and-o: 1ª pessoa do singular – eu

corre-s: 2ª pessoa do singular – tu

emiti-mos: 1ª pessoa do plural – nós

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Tempos verbais: conceito e exemplos

Tempo verbal é uma das flexões do verbo, o qual também pode flexionar em modo, número e pessoa. Dentre essas variações, o tempo é a única que indica a relação de presente, pretérito (ou passado) e futuro entre o fato expresso no discurso e o momento do ato de fala.

Na prática, o nosso ato de fala só pode ocorrer no tempo presente, pois é somente nele que vivemos, enquanto o nosso discurso, além de poder expressar um fato do presente, também pode expressar um fato do pretérito ou do futuro. Isso só é possível por causa dos verbos, única classe gramatical que nos permite “viajar” no tempo por meio do discurso.

Agora, imagine a seguinte situação: você está no trabalho lendo os artigos do Clube do Português, quando o seu chefe o interrompe para dar a seguinte notícia:

Estou muito feliz! O nosso cliente da Bélgica fechou o contrato! Viajaremos para lá na sexta-feira que vem para encontrá-lo, ok?”

Perceba que no discurso acima temos três verbos em negrito, e cada um deles está em um tempo verbal. Vejamos o porquê:

“Estou” – verbo no tempo presente, porque indica que o fato em questão (a felicidade do seu chefe) ocorre no mesmo momento em que ele fala.

“Fechou” – verbo no tempo pretérito, porque indica que o fato em questão (o fechamento do contrato) ocorreu antes do momento da fala do seu chefe.

“Viajaremos” – verbo no tempo futuro, porque indica que o fato em questão (a viagem a trabalho) ocorrerá somente após o momento da fala do seu chefe.

Entendido isso, vamos conhecer os desdobramentos que cada um desses três tempos verbais sofre dentro de cada modo verbal.

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Auxilio x Auxílio – qual a forma correta?

Auxilio e auxílio: as duas palavras existem, mas têm significados diferentes. Neste artigo, vamos explicar o sentido de cada um dos termos e quando utilizá-los. Vamos lá!

Auxílio

Auxílio, com acento agudo, é um substantivo masculino que é sinônimo de amparo, colaboração, amparo ou ajuda. Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Preciso de um auxílio para resolver esse problema.
  • Ele subiu os materiais de construção com auxílio de cordas.
  • Vários auxílios são direcionados para a parcela mais pobre da população.
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Correlação verbal – conceito e exemplos

Correlação verbal é a uniformidade entre tempos e modos verbais num período composto por subordinação. Seu objetivo é evitar incoerências na estruturação de frases, como ocorre no exemplo a seguir:

– Se eu fosse rico, compro uma casa.

Perceba que o primeiro verbo está no pretérito imperfeito do subjuntivo – o que indica uma hipótese –, e o segundo está no presente do indicativo – o que indica certeza.

Essa mistura entre hipótese e certeza numa mesma sentença acaba por fugir da lógica esperada na afirmativa.

Portanto, a correlação de tempos e modos verbais trata dessa necessidade de uma lógica na semântica entre os verbos de uma oração.

Lista de correlações verbais

Vejamos, então, algumas possibilidades de articulação correta entre os tempos e modos verbais numa frase.

1) Correlação verbal quando a oração principal está no tempo presente:

a) presente do indicativo + presente do indicativo:

– Eu sei que você come muito durante as festas. 

b) presente do indicativo + futuro do presente do indicativo:

– Eu sei que você comerá muito durante as festas.

c) presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo:

Espero que ele tenha trazido um presente para mim.

d) presente do indicativo + presente do subjuntivo:

Espero que ele traga um presente para mim.

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As 10 classes gramaticais

Devido a uma semelhança morfológica, as palavras de nossa língua são divididas em dez classes gramaticais, também chamadas de classes de palavras.

Essas classes são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vejamos uma por uma a seguir.

Flexão das palavras

Quanto à flexão, as dez classes gramaticais se dividem em variáveis e invariáveis:

  1. Variáveis – são as palavras que variam em:
  • gênero e número: substantivo, adjetivo, artigo e numeral;
  • pessoa, gênero e número: pronome;
  • pessoa, número, modo, tempo e voz: verbo.
  1. Invariáveis – são as palavras que não apresentam flexões: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

1. Substantivo

O substantivo é a palavra que nomeia tudo o que existe ou o que imaginamos existir. 

Quanto à forma, pode ser classificado em:

a) primitivo: pedra, motor, trovão.

b) derivado: pedreira, motorista, trovoada.

c) simples: fruta, pão, granjeiro, chuva, pedra.

d) composto: fruta-pão, hortifrutigranjeiro, chuva-de-pedra.

Quanto à significação, pode ser classificado em:

a) comum: homem, mulher, rio, remédio, cidade.

b) próprio: Jonas, Vanessa, São Francisco, Neosaldina, São Paulo.

c) abstrato: ódio, amor, beijo, toque, fé.

d) concreto: chuva, relógio, luz, Deus, Diabo.

e) coletivo: boiada, rebanho, tropa, vara, horda.

Quanto à flexão, pode apresentar:

a) Flexão em gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino. Exemplos: 

– gato, gata / homem, mulher / o jacaré macho, o jacaré fêmea.

b) Flexão em número: o substantivo pode ser singular ou plural. Exemplos:

– gato, gatos / homem, homens / mulher, mulheres.

Quanto à variação em grau, pode apresentar:

a) grau aumentativo: homem grande, homenzarrão, casa gigante, casarão.

b) grau diminutivo: homem miúdo, homenzinho, casa pequena, casinha.

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Início x Inicio – tem acento?

As duas palavras existem na língua portuguesa. Início, com acento, é um substantivo. Já inicio, sem acento, é uma conjugação do verbo iniciar.

Neste artigo, vamos explicar melhor a diferença entre os dois termos. Vejamos!

Quando usar início?

A palavra início é um substantivo masculino uniforme. Isso significa que ela só possui um gênero e não tem flexão para o feminino.

O termo indica o ato ou resultado de iniciar. Ele é sinônimo de começo, estreia, princípio ou inauguração.

ex1: Essa obra marca o início de um projeto de governo.

ex2: Chegamos atrasados e perdemos o início do filme.

ex3: Um bom texto tem início, meio e fim.

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Minha calça ou minhas calças – qual a forma correta?

O certo é dizer minha calça ou minhas calças? Neste artigo, vamos explicar a maneira adequada de grafar a palavra. Vamos lá!

Plural x Singular

Tanto calça quanto calças são termos corretos para designar a peça de roupa que veste separadamente cada uma das pernas e que vai da cintura até os pés.

ex1: Minhas calças estão sujas de vinho.

ex2: Minha calça está suja de vinho.

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Frisar x Frizar – qual a forma correta?

Frisar ou frizar: qual a maneira certa de grafar a palavra? Neste artigo, vamos explicar a grafia adequada desse verbo. Vamos lá!

Com S ou com Z?

A forma correta é FRISAR. Muitos se confundem por causa da palavra inglesa “frizz”, que aparece comumente estampada em rótulos de produtos para cabelos.

Transitivo direto

Quando transitivo direto, o verbo pode significar ondular; encrespar; enrugar; colocar frisos; estar muito perto de tocar ou tocar levemente; combinar com; ser congruente com a; enfatizar ou realçar; salientar ou sobressair.

ex1: O professor frisou a importância da participação dos alunos nos debates em sala.

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Encaixe x Encaiche – qual a forma correta?

Encaixe ou encaiche: qual a maneira certa de grafar essa palavra? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida e explicar quando utilizar o vocábulo. Vamos lá!

Com X ou com CH?

ENCAIXE se escreve com “x”. O substantivo vem do verbo “encaixar”, que tem sua origem no termo “caixa”.

A formação da palavra é feita por meio da derivação regressiva, que ocorre, por exemplo, quando um verbo dá origem a um substantivo.

Ex1: Os encaixes do cinto de segurança do meu carro estão frouxos.
Ex2: Paulo adora brincar de Lego e de outros jogos de encaixe.

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Durma bem x Dorme bem – qual a forma correta?

Quando você for desejar uma boa noite de sono a alguém, deve dizer "(que você) DURMA BEM". Essa é a forma correta de conjugar o verbo "dormir" na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo. ✔ O presente do subjuntivo é usado para indicar ações no presente ou no futuro. Indica desejos, hipóteses e suposições. ✔ A forma "dorme", presente do indicativo, é usada para indicar ações que ocorrem no momento da fala, o que não é o caso. #DescriçãoDaImagem A imagem mostra dois leões-marinhos dormindo. #TextoDaImagem Durma bem ou dorme bem? #português #gramática #educação  #aprendizado #estudo #trabalho #empreendedorismo #concurso #concursopúblico #escola #faculdade #vestibular #enem #dicas #escrita #língua #linguagem #clubedoportuguês #correntedobem #boanoite #noite #durmabem

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A maneira correta é durma bem ou dorme bem? Neste artigo, vamos acabar com essa dúvida e explicar qual a conjugação correta do verbo. Vamos lá!

Presente do subjuntivo

Quando você for desejar uma boa noite de sono a alguém, deve dizer “(que você) DURMA BEM“. Essa é a forma correta de conjugar o verbo “dormir” na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo.

O presente do subjuntivo é usado para indicar ações no presente ou no futuro. Indica desejos, hipóteses e suposições.

ex: “Durma bem!”, disse à mãe ao filho.

A forma “dorme”, presente do indicativo, é usada para indicar ações que ocorrem no momento da fala, o que não é o caso.

ex¹: Ele dorme cedo todos os dias.

ex²: Mariana dorme muito nos finais de semana.

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