Língua Portuguesa e Literatura

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Siso x Ciso – qual a forma correta?

Siso ou ciso? A forma correta é siso, com “s”. Neste artigo, vamos explicar por que a palavra se escreve com “s”, e não com “c”. Vejamos!

O que é siso?

O siso, também chamado de dente do juízo, localiza-se atrás de todos os outros, isto é, em cada uma das quatro extremidades da boca (2 superiores e 2 inferiores), sendo o último dente a nascer. 

Uma curiosidade a respeito dele é que algumas pessoas não têm esse dente; em outras, ele nem chega a nascer, ficando contido na gengiva.

Por que siso, e não ciso?

Porque a palavra siso tem sua origem na palavra latina “sensus”, que começa com a letra “s”. Logo, “siso” também se inicia com “s” e não com “c”.

As consoantes “s” e “c” partilham o mesmo fonema quando seguidas das vogais “e” e “i (“ci” e “si” têm pronúncias idênticas), assim como “ce” e “se”.

Porém, não existem regras que determinam quando deve ser empregado “s” ou “c”. A forma correta está sempre associada à origem da palavra.

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Hífen com “para” – quando usar?

As palavras composta formadas com “para” podem ou não ter hífen. Isso vai depender se o termo é um verbo ou um prefixo. Neste artigo, vamos mostrar quais regras se aplicam a cada caso. Vejamos!

Verbo

Quando o termo “para” for um verbo combinado com um substantivo, devemos utilizar o hífen.

Ex: para-raio, para-choque, para-lama.

Neste caso, temos um processo de formação de palavras chamado de composição por justaposição, que é quando os termos são colocados lado a lado, isto é, são justapostos. Nesse processo, os radicais das palavras não sofrem alteração e mantêm sua grafia original.

Há, contudo, uma importante exceção a essa regra, que é a palavra paraquedas. Segundo o Acordo Ortográfico, o vocábulo deverá ser escrito sem hífen, porque se perdeu a noção de formação por composição deste termo.

Para complementar, destacamos que, no plural dos substantivos compostos formados por verbo, apenas o segundo termo deve ser flexionado:

  • Para-raio > Para-raios
  • Para-choque > Para-choques
  • Para-lama > Para-lamas
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Vim x Vir – quando utilizar cada um?

As duas formas estão corretas e existem na língua portuguesa. Neste artigo, vamos mostrar quando usar vim e vir. Vejamos!

Quando usar “vim”?

A palavra vim representa a conjugação do verbo vir na primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Vamos conferir alguns exemplos do uso desse termo:

  • Eu vim aqui ontem à noite para comprar uma panela.
  • Hoje eu vim trabalhar de ônibus, porque meu carro estragou.
  • No dia em que eu vim, você não estava.

Vale ressaltar que o pretérito perfeito é utilizado para indicar uma ação eventual ou momentânea ocorrida e finalizada em algum momento do passado.

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Particípio: quando é verbo e quando é adjetivo?

O particípio é uma das formas nominais do verbo. Ele pode tanto funcionar como verbo quanto como adjetivo. Neste artigo, vamos mostrar como diferenciar essas funções. Vejamos!

Particípio como verbo

Quando indica ação, o particípio atua como verbo. Nesses casos, o termo compõe uma locução verbal, junto com um verbo auxiliar. Vejamos alguns exemplos para entender melhor este ponto:

  • O legumes foram cozidos a vapor.
  • O documento foi anexado ao projeto.
  • A carne foi resfriada no frigorífico.
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Dar, dá e da – quando usar cada termo?

Os termos dar, e da existem na língua portuguesa, mas são utilizados em contextos diferentes. Neste artigo, vamos mostrar como e quando usar cada um. Vejamos!

Quando usar “dar”?

O vocábulo “dar” é um verbo no infinitivo, uma das formas nominais do verbo:

  • Para este projeto dar certo, todos vão precisar se empenhar.
  • No seu aniversário, vou te dar um presente especial.
  • Você pode me dar um conselho por favor?
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Eles confraternizaram ou confraternizaram-se?

Afinal de contas, a forma correta é “eles confraternizaram” ou “eles confraternizaram-se“? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e explicar o que são verbos pronominais. Vejamos!

Confraternizar é verbo pronominal?

Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, o verbo confraternizar não é pronominal. Dessa forma, ele não pode vir acompanhado do pronome “se”. Vamos ver alguns exemplos para entender melhor como utilizar essa palavra:

  • Após a partida, os jogadores confraternizaram até tarde.
  • Os colegas confraternizaram para comemorar os resultados do projeto.
  • Eles confraternizaram até tarde da noite.
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A altura, À altura e Há altura– quando utilizar cada termo?

As construções “há altura“, “a altura” e “à altura” existem na língua portuguesa, mas têm significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

Há altura

Em “há altura“, temos o encontro do verbo haver (na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo) com o substantivo feminino altura. Vejamos alguns exemplos:

  • Pelo que vi, não há altura suficiente para fazer a fundação da casa aqui.
  • Há altura para construir uma piscina nesse terreno?
  • Não há altura para praticar saltos nessa região.

A altura

Já na construção “a altura“, temos o encontro do artigo definido feminino “a” com o substantivo feminino “altura”:

  • Preciso saber a altura correta para projetar os móveis.
  • A altura daquele senhor espantava a todos.
  • Vou pesquisar qual a altura do monte Everest.

À altura

Por fim, à altura, com crase, é um locução que significa “como a situação exige” ou “como deveria ser”. Vamos conferir alguns casos:

  • Eu me sinto à altura da tarefa.
  • Esse homem está à altura da missão
  • Espero estar à altura das suas expectativas.

Vale dizer que, na língua portuguesa, todas as locuções que têm núcleo feminino devem receber o acento grave.

É importante ressaltar ainda que, se houver algum outro termo entre a preposição “a” e o substantivo feminino “altura”, não devemos utilizar a crase (ex: a certa altura, a meia altura, a essa altura, etc.)

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Exijo x Exigo – qual a forma correta?

A grafia correta é exijo, com “j”. A forma exigo não existe na língua portuguesa e, por isso, não deve ser utilizada. Neste artigo, vamos fazer uma análise do termo. Vejamos!

Exijo

Exijo é a conjugação do verbo exigir na primeira pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Eu exijo;
  • Tu exiges;
  • Ele exige;
  • Nós exigimos;
  • Vós exigis;
  • Eles exigem.

De acordo com o dicionário Aulete, exigir possui cinco significados distintos:

  1. Requerer (algo) em função de direito fundado ou suposto; REIVINDICAR.
  2. Impor (algo) a (alguém), usando autoridade ou direito; IMPOR; ORDENAR.
  3. Estipular por meio de regras, normas; ESTABELECER; PRECEITUAR.
  4. Ter necessidade de; PRECISAR; REQUERER.
  5. Solicitar de modo exigente, autoritário; ORDENAR.
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A tarde, À tarde e Atarde – quando usar cada um?

As expressões a tarde, à tarde e atarde existem na língua portuguesa, mas elas possuem funções e significados diferentes. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

1) A tarde

A expressão a tarde representa o simples encontro entre o artigo definido feminino “a” e o substantivo feminino “tarde”. Vejamos alguns exemplos:

  • A tarde estava muito ensolarada naquele dia. Por isso, decidimos sair para passear.
  • A tarde parece mais do quente que a manhã.
  • A parte do dia que mais gosto é a tarde, porque é quando encontro meus amigos.
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É correto dizer “vou ir”?

A locução “vou ir” está correta e pode ser utilizada para indicar uma ação no futuro. Neste artigo, vamos explicar por que não há erro algum nesse tipo de expressão. Vejamos!

Locução verbal

Na construção “vou ir”, o termo “vou” funciona como verbo auxiliar da locução verbal indicativa de futuro. Nesse sentido, ele pode ser usado com diversos outros verbos no infinitivo. Vejamos alguns exemplos:

  • Eu vou ir ao teatro amanhã.
  • Eu vou correr no parque hoje à tarde.
  • Se não chover, eu vou sair para caminhar.
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