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Vírgula com “mas” – quando utilizar?

Na maior parte dos casos, a vírgula antes “mas” é obrigatória. No entanto, há situações em que a vírgula é facultativa e até mesmo proibida. Neste artigo, vamos explicar todas as regras. Vejamos!

Quando a vírgula com “mas” é obrigatória?

O uso da vírgula é obrigatório quando “mas” assume a função de advérbio ou de conjunção adversativa.

“Mas” como conjunção adversativa

Quando “mas” é uma conjunção adversativa — ou seja, quando expressar uma ideia de oposição ou contraste —, deve ser precedido de vírgula. 

  • Ele chegou atrasado, mas conseguiu entrar;
  • João não disse, mas estava, sim, com fome;
  • Nós fomos premiados, mas não estamos felizes;
  • Gostaria de ir ao shopping, mas estou sem dinheiro.

Além de “mas”, existem outras conjunções e locuções conjuntivas adversativas. Entre elas, podemos citar: contudo, porém, entretanto, todavia, ainda assim, apesar disso, no entanto, etc. Todas devem ser precedidas de vírgula.

  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, mas o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, contudo o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, porém o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, no entanto o sol não apareceu.

Mas como advérbio

A vírgula também deve ser empregada quando “mas” for um advérbio, usado para reforçar o que já foi dito.

  • Fiquei desapontada, mas muito desapontada com o seu comportamento;
  • Ele é tão, mas tão carinhoso comigo!;
  • A comida estava gostosa, mas gostosa em um nível absurdo!
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Vírgula com “ou” – quando utilizar?

Quando utilizar a vírgula com “ou”? Neste artigo, listamos todos os casos em que devemos utilizar esse sinal de pontuação com esse termo.

No entanto, não existe uma regra taxativa que estabeleça obrigatoriedade no uso da vírgula antes da conjunção alternativa “ou”.

Predominantemente, a vírgula com “ou” não deve ser utilizada. Em contrapartida, em determinadas situações, o uso é permitido e até mesmo recomendado. 

Quando usar vírgula com “ou”?

Confira abaixo situações em que vírgula pode ser usada antes de “ou”:

1) Quando a conjunção alternativa “ou” é utilizada em enumerações enfáticas

  • Então, qual prato você prefere? Devo fazer risoto, ou estrogonofe, ou fricassê, ou moqueca, ou lasanha, ou o quê?
  • Seja quem for: você, ou meu pai, ou meu professor, ou o Presidente da República, ou o Papa. Ninguém vai mudar minha opinião!

Vale destacar que, nas frases acima, temos uma figura de linguagem chama polissíndeto, que consiste em repetir o conector várias vezes (no caso, a conjunção “ou”).

2) Quando a conjunção alternativa “ou” conecta orações mais extensas

  • Não gosto de fazer exercícios físicos. Ou porque nunca tive o hábito, ou porque estou sedentário e me canso com facilidade.
  • Você tem duas alternativas: ou tentar superar e seguir em frente, ou se entregar para dor e deixar seus objetivos de lado.

3) Quando a conjunção alternativa “ou” sinaliza uma pausa antes de uma retificação ser introduzida

  • Corra agora mesmo, ou depois será tarde demais!
  • Mude sua atitude imediatamente, ou não conte mais comigo para nada.
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Parênteses: como e quando usar

Os parênteses são sinais de pontuação empregados, normalmente, para isolar palavras, expressões ou frases que não se encaixam na sequência lógica do enunciado. Por essa razão, a informação trazida pelos parênteses é dispensável e pode ser retirada da frase sem que haja alteração no sentido dela.

Muito parecidos com os travessões e as vírgulas, os parênteses são empregados para:

1. Adicionar uma explicação circunstancial:

– Para Saussure, o signo linguístico é formado por duas partes: o significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o significado (conceito ou ideia).

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Etc. – o que é e como usar?

O etc. representa a abreviatura da expressão em latim et cetera (ou et caetera, etcétera), que pode ser traduzida como “e outras coisas”, “e assim por diante” ou “e o resto”.

É normalmente utilizado em enumerações longas, nas quais não se referem todos os elementos, e precisa seguir algumas regras de uso. Vejamos todas a seguir.

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Orações coordenadas – conceito e exemplos

As orações coordenadas são aquelas que exercem relação de independência sintática uma da outra, apesar de serem dependentes semanticamente. Em outras palavras, ligam-se pelo sentido ao mesmo tempo em que cada uma possui estrutura sintática completa.

Quando falamos de estrutura sintática completa, quer dizer que cada oração possui, pelo menos, sujeito (ainda que esteja oculto) e predicado. No caso das orações sem sujeito, estas apresentam apenas predicado.

Além disso, por apresentarem dois ou mais verbos, podemos dizer que as orações coordenadas constituem um período composto por coordenação

Existem dois tipos de orações coordenadas: as assindéticas e as sindéticas. Vejamos cada uma a seguir.

Orações coordenadas assindéticas

As orações coordenadas assindéticas são aquelas que não possuem síndeto. O prefixo a- significa “não”, e síndeto vem do grego “sýndetos”, que significa “conjunção” ou “conectivo”, logo “assindética” significa ausência de conjunção.

Exemplo:

Faz muito frio lá fora – leve agasalho!

1ª oração: Faz muito frio lá fora;

2ª oração: leve agasalho!

Perceba que não há nenhuma conjunção ligando essas duas orações, por isso ambas são classificadas como orações coordenadas assindéticas.

Outros exemplos:

Subo por uma velha escada de madeira mal iluminada, chego a uma espécie de salão. (Moacyr Scliar)

Grita, sacode a cabeleira negra, agita os braços, para, olha, ri. (Érico Veríssimo)

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Como pontuar diálogos corretamente?

Os diálogos são parte fundamental dos textos narrativos. Contudo, muita gente se confunde na hora de pontuar esse tipo textual. Por isso, neste artigo, vamos mostrar as principais regras de pontuação dos diálogos. Vejamos.

O que são os diálogos?

Os diálogos são a representação do discurso direto e indicam a fala real dos personagens. Eles se diferem dos discurso indireto, quando o narrador expressa a fala dos personagens com suas próprias palavras.

Os diálogos interrompem a narração. Nesse sentido, é fundamental marcar essas interrupções de forma clara por meio da pontuação.

Antes de avançarmos, é importante destacarmos uma característica fundamental dos textos narrativos, que é o uso dos verbos dicendi. Esses verbos são aqueles que indicam o ato de fala de um sujeito (ex: dizer, falar, narrar, reclamar, concordar, exclamar, gritar, ralhar, etc.).

Saber identificá-los é fundamental para usar corretamente a pontuação nos diálogos.

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Ponto de interrogação – 4 formas de usar

O ponto de interrogação é um sinal utilizado, em geral, para indicar pergunta direta ( ex: Você foi à festa ontem?). Além dessa função mais conhecida, há outras quatro. É disso que vamos falar neste artigo. Vejamos!

1) Indicar incerteza

Nesse caso, o ponto de interrogação vem entre parênteses. A ideia é expressar dúvida sobre o que está sendo dito.

ex: Eu usei o termo estacionário (?), mas acho que poderia usar uma palavra melhor naquele contexto.

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Quando utilizar ponto e vírgula?

Ponto e vírgula

Quando se utiliza ponto e vírgula?

O ponto e vírgula é utilizado para caracterizar uma pausa maior que uma vírgula e menor que um ponto. Neste texto, elenco quatro casos de quando usar esse sinal de pontuação.

1) Separar orações coordenadas que tenham relação uma com a outra e que não estejam unidas por uma conjunção

ex: Os rios estão poluídos; os rios estão mortos.

LEMBRETE: Orações coordenadas são aquelas que possuem sentido completo e são independentes entre si.

2) Separar orações coordenadas, quando uma delas já tiver termos separados por vírgula

ex: Dez professores votaram a favor; nove, contra.

DICA: A vírgula ali é utilizada por conta de uma elipse verbal. Veja mais sobre o assunto AQUI.

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Vírgula vicária – o que é isso?

zeugma e elipse

Quando usar a vírgula vicária?

Há vários casos de uso da vírgula (leia aqui o guia completo), um deles é a chamada vírgula vicária. Neste texto, vamos explicar o que é isso e quando utilizar. Vamos lá!

O que é vicário?

De acordo com o dicionário Priberam, vicário é aquilo que substitui ou faz as vezes de outrem (veja aqui a diferença entre outro e outrem).

Por exemplo, o sacrifício de Jesus Cristo foi vicário, pois ele substituiu o homem na cruz.

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