O termo gramática vem do grego grammatiké, no sentido de “a ciência ou a arte de ler e escrever”, e do latim grammatĭca, no sentido de “a ciência gramatical”, segundo o Dicionário Houaiss.

Apesar de haver vários tipos de gramática, todas elas têm algo em comum: a finalidade de sistematizar fatos da língua.

Tipos de gramática

Veja abaixo os principais tipos de gramática existentes e os principais gramáticos da Língua Portuguesa.

1. Gramática Normativa: é aquela que sistematiza o registro culto da língua, ou seja, sinaliza normas para a correta utilização oral e escrita do idioma. Baseia-se no uso e na autoridade dos escritores clássicos que melhor dominaram o vernáculo e nos gramáticos e dicionaristas esclarecidos.

Principais gramáticos normativos: Evanildo Bechara, Celso Cunha, Celso Luft, Rocha Lima, Domingos Paschoal Cegalla, Napoleão Mendes de Almeida, Luiz Antonio Sacconi, Amini Boainain Hauy e Maria Helena de Moura Neves.

2. Gramática Descritiva: disciplina científica que, com base na linguística moderna, apenas descreve e registra como está sendo feita, pelos usuários da língua, a construção das palavras em enunciados. Essa gramática não está preocupada em estabelecer o que é certo ou errado e surgiu devido à limitação da gramática normativa em descrever o uso cotidiano de um idioma.

Principais gramáticos descritivos: Mário A. Perini e Ataliba Teixeira de Castilho.

3. Gramática Histórica: estuda a origem e a evolução de uma língua até a época atual. Normalmente é feita uma comparação entre os escritores consagrados de cada tempo.

Principal gramático histórico: Ismael de Lima Coutinho.

4. Gramática Comparativa: faz análise comparada da evolução de línguas de mesma origem, buscando pontos em comum entre elas. No caso de nossa Língua Portuguesa, as análises comparativas são feitas com as línguas neolatinas (ou românicas).

Principal obra comparativa das línguas neolatinas: Gramática Comparativa Houaiss.

Gramática internalizada: o que é?

Objeto de estudo da Linguística, a gramática internalizada, também chamada de gramática implícita, é intrínseca ao ser humano, isto é, ela é assimilada naturalmente pelo falante durante toda a sua vida.

Essa assimilação ocorre conforme a pessoa vai construindo o seu repertório linguístico por meio da convivência familiar e social, além dos estudos formais. Dessa forma, os locais onde a pessoa morou, os livros que leu, as profissões que já exerceu, as músicas que ouviu, assim como as demais experiências de vida que já teve são responsáveis por moldar a gramática internalizada de uma pessoa.

É com base nessa gramática internalizada que nos comunicamos no dia a dia sem ao menos parar para pensar em qualquer regra da gramática normativa, na maioria das vezes.

Como você já deve ter percebido, a língua é viva. Por esse motivo, é natural que haja uma diferença entre o que a norma culta dita como correto e o que é utilizado pelas pessoas na prática. Contudo, não devemos ignorar a importância da gramática normativa para o nosso idioma. 

É graças às regras conservadoras da gramática normativa que ainda hoje é possível compreender os escritos dos nossos antepassados. Também são essas regras que não permitem que a comunicação entre os mais de 280 milhões de falantes da Língua Portuguesa, espalhados por nove países, se torne um caos.

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