Clube do Português

Língua portuguesa para produtores de conteúdo

3 elementos indispensáveis dos textos que geram dinheiro

Um homem segura 6 notas de dez euros na mão.

Escrever bem te traz dinheiro, mesmo que você não trabalhe com produção de conteúdo.

Se comunicar de forma efetiva vai te fazer fechar mais negócios e conseguir melhores oportunidades profissionais.

Na minha carreira, aprendi que, para conseguir convencer pessoas a apoiar meus projetos, a mensagem deve ter três elementos indispensáveis.

1) Transparência

Para entender o valor deste ponto, vamos usar um exemplo contrário.

Pense nos contratos de empresas de celular ou de TV por assinatura. Sempre ficamos com a sensação de que elas estão escondendo algo da gente.

Por isso, se você quer o apoio dos outros, seja sincero e honesto na sua comunicação. Deixe claro os pontos positivos e os negativos. Se sua proposta for realmente boa, as pessoas vão aceitá-la, mesmo que contenha alguns riscos.

Começar uma relação com uma mentira é um tiro pé e compromete sua reputação.

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Indulto x Induto – qual a diferença?

A forma correta é indulto ou induto? Tem ou não tem aquele L ali? Neste artigo, vamos acabar com essa dúvida. Vamos lá!

Indulto

Indulto significa absolvição, perdão. No Direito, o substantivo masculino é usado para se referir à remissão parcial ou total de pena. Já no catolicismo, indulto é o privilégio concedido pelo papa, conferindo poderes fora das regras ordinárias.

Ex1: O Tribunal Federal da 4ª Região declarou inconstitucional o indulto de Natal no sul do país.

Ex2: A Igreja Católica chilena propôs indulto a envolvidos em crimes políticos durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Induto


O termo induto quer dizer vestuário, traje; revestimento. .
Ex1: O apicultor precisa de induto apropriado para trabalhar.

Ex2: O induto especial garante que o calor não seja absorvido.

Fonte: Dicionário Priberam

Resumo

  • Indulto: perdão
  • Induto: vestimenta

Gostou do texto? Então, vale a pena conferir o vídeo que fizemos sobre a diferença entre TAPAR e TAMPAR:

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É correto falar “maiores informações”?

Dizer "maiores informações" não é correto. O melhor é usar "mais informações"
Dizer “maiores informações” não é correto. O melhor é usar “mais informações”

Dica rápida para você não cometer mais este erro. É muito comum esbarrarmos com e-mails e informativos que terminam com a expressão: “para maiores informações, entre em contato”. Neste artigo, vamos explicar por que dizer isso está errado.

Tamanho

Informação não tem tamanho. Então, não pode ser maior, nem menor. Logo, o correto é: “para mais informações, entre em contato”, pois a ideia que se deseja passar é que a pessoa poderá encontrar informações adicionais ou complementares em outro espaço.

Maiores detalhes

A regra também se aplica à expressão maiores detalhes. Não é possível medir o tamanho de um detalhe. Por isso, não temos como compará-los usando esse tipo de escala. Dessa forma, o certo é dizer mais detalhes.

ex: Para mais detalhes, consulte nosso site.

Gostou do texto? Então, vale a pena conferir o vídeo que fizemos sobre se o correto é mais que ou mais do que:

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Figuras de linguagem – método prático para usá-las nos seus textos

Este aprendizado mudou radicalmente minha forma de escrever. Se você ler até o final, com certeza, vai mudar a sua também.

Tem coisas incríveis que aprendemos e não fazemos ideia de como colocar em prática. Isso acontecia comigo com as figuras de linguagem.

Sempre achei o tema fascinante, mas não entendia como inserir no texto. Me parecia algo que só poetas eram capazes de fazer.

Até que descobri um macete prático para resolver esse problema. Hoje vou mostrar pra você como é fácil.

O método

Primeiro, você deve escrever o conteúdo mais cru, sem se preocupar com as figuras de linguagem. Veja o exemplo abaixo:

Ex: A leitura constante melhora a escrita.

A partir daqui, acrescentamos algumas figuras de linguagem. Vamos começar pela apóstrofe (um chamamento ao leitor no início ou no meio do texto).

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita.

Agora, vamos colocar uma metáfora para reforçar o argumento.

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente.

Já tá com outra cara, né? Mas cabe ainda uma prosopopeia (atribuição de ações humanas a objetos inanimados).

Ex: Atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente. As histórias que as páginas contam enriquecem seu repertório.

Pronto! Agora temos um parágrafo com um argumento central apoiado por três figuras de linguagem. É esse o papel da estilística.

Pratique

Esse método de gramática aplicada ao texto é o que eu uso no meu curso e também nos meus textos.

É super prático. É como montar uma árvore de Natal. Você vai escolhendo os enfeites que a deixam mais bonita.

Que tal praticar? Montamos uma playlist completa sobre várias figuras de linguagem. Escolha uma e tente inserir no seu texto.

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Sintagma e paradigma: os mecanismos ocultos por trás dos grandes textos

Imagem retirada do site: helioborgesblog

Existe um mecanismo que está por trás de todo texto. Aqueles que o entendem e o dominam conseguem produzir conteúdos de alta qualidade. Quando aprendi esse tema, dei um salto na minha compreensão de como melhorar minha escrita.

Por isso, quero compartilhar esse conhecimento com vocês (o post é um pouco longo, mas você vai entender algo que muito pouca gente conhece se chegar até o final).

A língua portuguesa se divide em dois grandes eixos: o da seleção (também chamado de paradigma) e o da combinação (também conhecido como sintagma).

Esses conceitos foram cunhados pelo linguista  suíço Ferdinand de SaussureNeste artigo, vamos falar um pouco sobre cada um deles.

Paradigma

O primeiro está ligado à escolha das palavras em um texto (também é conhecido com eixo vertical). Ele está relacionado com a semântica. Um ponto importante aqui é que duas palavras não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Também é conhecido com eixo vertical.

Então, a seleção vocabular busca o termo que melhor expresse sua ideia. Olhe, por exemplo, as expressões abaixo:

– presidente eleito;

– mandatário eleito.

As duas estão no mesmo campo semântico, mas têm nuances que impactam a mensagem que vamos passar. “Presidente” expressa uma ideia mais ligada a institucionalidade. Já “mandatário” traz uma relação hierárquica (aquele que recebe um mandato de alguém).

A escolha dos termos deve ser feita de forma estratégica para passar a mensagem precisa ao leitor.

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Entenda por que estudar português mudou minha vida

Estudar a língua portuguesa é como ir à academia: quase todo mundo enxerga os benefícios de fazê-lo, mas poucos de fato o fazem.

Um dos motivos, na minha opinião, é a ilusão do grande salto. É achar que, do dia para noite, tudo se tornará claro e compreensível.

A construção do conhecimento é sempre incremental. É um tijolinho por dia. No longo prazo, quem tiver disciplina pode erguer um castelo.

Muitos, porém, deixarão obras inacabadas pelo caminho por falta de persistência e consistência. Neste artigo, vou contar para vocês como estudar português mudou minha trajetória profissional e me fez ver um mundo de oportunidades.

Quase reprovado

Pode parecer papo motivacional, mas digo por experiência própria. No meu boletim do último ano do ensino médio, a nota de português foi 5.4. Por pouco, não fiquei de recuperação.

Isso mudou um pouco quando entrei na faculdade, mas ainda de forma bastante incipiente.  Para você ter uma ideia, nas aulas em que tínhamos que produzir um jornal, eu me voluntariei para fazer outras funções (diagramar, imprimir, coordenar a equipe), porque achava minha escrita fraca.

Tinha medo de cometer erros gramaticais básicos e passar vergonha com o resto da turma.

Me colocando à prova

A grande virada veio quando comecei uma pós em revisão de texto. Decidi fazer um tratamento de choque. Entrar numa turma de especialistas em uma das minhas fraquezas mais críticas.

Lá tinha gente com anos de mercado, que conhecia em detalhes os maiores gramáticos e dominava a norma culta com naturalidade. O mais legal é que esses mestres me receberam super-bem e me ajudaram nesse processo de crescimento.

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Infringir, inflingir e infligir – qual a diferença?

Qual a diferença entre as palavras: Infringir, inflingir e infligir? Neste artigo, vamos explicar o significado de cada um dos termos. Vamos lá!

Inflingir x Infligir

A primeira coisa a se dizer é a palavra inflingir não existe. O correto é infligir, sem o N depois do segundo I.

O termo infligir, segundo o dicionário Priberam, tem os seguintes significados:

  1. Impor ou aplicar algo, geralmente pena ou castigo. = COMINAR
  2. Fazer sofrer; causar um sofrimento.
  3. Obrigar a suportar ou a passar por.

ex: A prefeitura infligiu uma multa a empresa.

ex: Um grande mal se infligiu sobre a sociedade.

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A Reforma Ortográfica e a polêmica do Acre

Pouca gente sabe, mas uma das maiores polêmicas sobre a Reforma Ortográfica aconteceu no Acre. O debate mexeu com a identidade regional e envolveu até o governo do estado e uma consulta a toda a população local. Neste artigo, vamos explicar o que aconteceu. Vamos lá!

Iano x Eano

A confusão aconteceu, porque, segundo o Acordo Ortográfico, palavras que terminam com vogal átona “e” ou “i” obrigatoriamente devem formar sufixo “iano”.

Dessa forma, quem nasceu no estado do Norte passaria a ser acriano e não acreano, como de costume.

ex¹: Os cidadãos acrianos não gostaram das mudanças na ortografia do português.

ex²: O governo acriano se revoltou contra a Reforma Ortográfica.

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Superministério x Super-ministério – qual a forma correta?

Quando usar o hífen com o prefixo super? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e verificar se a grafia correta é superministério ou super-ministério. Vamos lá!

Reforma Ortográfica

Segundo a base XVI do Acordo Ortográfico, usa-se o hífen se a primeira letra da palavra for igual à última letra do prefixo ou se o termo começar coma letra H.

ex1: O ponto fraco do super-homem era a criptonita.

ex2: Aquela parede era super-resistente.

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Vírgula facultativa: 3 casos que você tem que conhecer

Há casos em que a vírgula é facultativa e tem apenas uma função estilística na frase. Neste artigo, vamos mostrar quando isso acontece. Vamos lá!

1) Depois de algumas conjunções

Quando iniciamos frases com algumas expressões, pode-se ou não utilizar a vírgula. Isso ocorre por conta da curta extensão de palavras como: entretanto, portanto, todavia, por isso.

ex1: Ela acordou muito cedo. Por isso, ficou com sono durante a aula.

ex2: Ela acordou muito cedo. Por isso ficou com sono durante a aula.

Atenção: se a conjunção vier intercalada, a vírgula é obrigatória.

ex: Ela acordou cedo. Ficou, por isso, com sono durante a aula.

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